sexta-feira, 14 de março de 2014

Os clássicos do futebol brasileiro

Um inédito e levantamento histórico dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Este é o livro lançado pela dupla de amigos e pesquisadores do futebol, José Renato Santiago e Marcelo Unti: “Os clássicos do futebol brasileiro” (edição dos autores).

Um livro obrigatório para pesquisadores, jornalistas e leitores que adoram histórias e curiosidades sobre o clube do coração. Os autores “viajaram” no tempo, desde o princípio do século 20, até os dias de hoje. Um livro repleto de curiosidades, fatos e registros históricos que envolve o futebol de todos os 27 estados. São mais de 200 clássicos, mais de 1.000 histórias, emoções infinitas e rivalidades que se perpetuam a cada dia e alimentam a maior paixão do brasileiro: o futebol.

Apresentação
Por Maurício Noriega

Jogos comuns, vocês que me perdoem, mas os clássicos são fundamentais!

Muito da magia que faz do futebol o esporte mais popular do planeta tem origem nos clássicos, esse conjunto de partidas especiais cujos resultados muitas vezes são até mais importantes do que alguns títulos.

Qualquer torcedor que se preze certamente saberá dizer onde estava e o que fazia no dia em que se disputou determinado clássico entre seu time do coração e o maior rival. Isso se ele não estava no estádio, engrossando a multidão.

O clássico não é um jogo qualquer. Ele começa antes e termina muito depois do que os 90 minutos regulamentares. É num clássico que o garoto talentoso se transforma em adulto bom jogador. Clássicos constroem e destroem carreiras e reputações.

O futebol brasileiro é pródigo em grandes jogos. Dérbis, expressão emprestada dos criadores ingleses, ou o nosso clássico. Tem para todo gosto.

Embarque nessa viagem por rivalidades que nasceram de bairros, vizinhos e até mesmo parentes e evoluíram para alguns dos principais jogos do futebol planetário. Dos trilhos de trens por onde também passou a história do futebol no Brasil até chegarmos a disputas milionárias que envolvem jogadores, patrocinadores e até estádios, esse livro já nasce clássico e certamente abastecerá pesquisadores atuais e futuros, além daqueles que procuram boa leitura e informação honesta sobre o futebol.

Prefácio
Por Edgardo Martolio

A única rivalidade não presente nesta obra – impecável como todas as que surgem do esforço e talento de seus autores –, é dessa que nasceu antes do que o futebol mesmo e que enfrenta realidade x fantasia...

Pois, para amar alguma coisa a vida toda é preciso não enxerga-la como ela realmente é. Assim, para escalar o time da fantasia é necessário sonhar em tempo completo, recriar os bons momentos, eliminar o descartável, limpar as manchas e esquecer as mágoas; e só, porque seu clássico adversário, o clube da realidade, luta a cada dia para nos acordar e derrotar. E a realidade do futebol, uma das mais severas e persistentes entre todas as crueldades do cotidiano, mais ainda: jogos que não acontecem, pancadarias, adiamentos, tapetões, pontos descontados, sanções não cumpridas, agruras impares, regras ignoradas, festas aguadas, injustiças revidadas, amizades terminadas, corrupção em cada canto...

Mas, cultores da paixão pelo futebol e renovadores vitalícios do carnê societário da Liga dos “mil amores”, como os autores, conseguem tirar dessa rivalidade um histórico onde sempre a hegemonia é do time da fantasia. Ganha todas em casa e, só às vezes, empata fora. Vence com muitos goles e só cai por um pênalti mal sancionado. Então, se o jogo do presente não é o mais prometedor, eles vão lá, nas memórias, nas lendas, nas estatísticas e montam uma nova partida: escrevem um novo livro.

Poucos esclarecidos para enxergar o time da realidade; pois, que a drible, como Garrincha a um zagueiro sueco, o que não significa que não a enxerguem. Simplesmente sabem que disso já temos muito, é o pão de cada dia, é a folha de cada jornal e o relato de qualquer cronista, então viram página e, como um olhar diferente, renova nosso encanto pelo futebol. Como fazemos com nossos filhos para transmitir a eles nossa paixão, esta obra nos leva ao vestiário do time da fantasia, nos apresenta o lateral Esperança e o goleiro História, permite que nos tomemos uma foto com o artilheiro Pesquisa e nos facilita o autógrafo dos três mediocampistas: Passado, Presente e Futuro.

Listo, outra vez, estamos cheios de entusiasmos. E prontos para descobrir que durante os anos de 1970 e 1980, o Brasília conquistou oito títulos do campeonato do Distrito Federal, perdendo apenas uma vez para o Gama; ávidos para saber que a ‘grande depressão’ americana de 1929 mexeu com o futebol de Ribeirão Preto; e predispostos para lembrar que Palmeiras e Santos voltarão a disputar o ‘clássico da saudade’. Já o disse a autora francesa Anais Nin: ‘Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos’.

Obrigado aos autores por nos reviver todos os clássicos do Brasil e por nos permitir ver o futebol não como ele é, com seu profissionalizado clube da realidade no topo da tabela, mas como nós somos, torcedores do time da fantasia, único elenco que não entende o que é rebaixamento.

Algumas curiosidades dos clássicos pelo Brasil:

Em Goiás:

Atlético x Goiás
As equipes viveram tempos distintos de maior popularidade. O Atlético teve a maior torcida do Estado durante o amadorismo. A partir da década de 1960, com o profissionalismo no estado, veio o crescimento do Goiás e de sua torcida, que passou a ser a maior, e o declínio do Atlético, em campo e nas arquibancadas.

Padaria e Capitão
Os rivais se enfrentaram em 26 de novembro de 1952. Os rubro-negros abriram 2 a 0. O Goiás se recuperou e empatou com um gol de Padaria. Um dos grandes nomes do jogo foi o goleiro esmeraldino Capitão, que seria um dos ídolos de outro rival, o Vila Nova, cujo estádio tem o seu nome: Onésio Brasileiro Alvarenga, o Capitão.

Em Minas Gerais:

Atlético x Cruzeiro

Sorriso na hora errada
Um dos grandes confrontos aconteceu em 26 de novembro de 1967, pelo Campeonato Mineiro. O Cruzeiro era o atual bicampeão estadual e campeão da Taça Brasil e buscava o tricampeonato, naquele momento improvável, uma vez que o Galo tinha vantagem de cinco pontos e, com uma vitória, conquistaria o título de forma antecipada. O Atlético abriu uma vantagem de 3 a 0 e a saída do craque Tostão, contundido, somada à expulsão de Procópio, deu a entender que tudo já estava resolvido. Mas não. O Cruzeiro foi à frente e empatou. O pior estava por vir para o Galo, quando seu goleiro, Hélio, foi flagrado sorrindo ao pegar aa bola no fundo da rede após o empate da Raposa. A torcida alvinegra não perdoou e passou a acusar o goleiro de estar vendido. Sendo assim, os gritos de “Wanderléa”, dedicados para o goleiro cruzeirense Raul, foram rapidamente alterados para “Vendido”, em direção a Hélio. O Atlético acabou perdendo o foco e o título de um campeonato que tinha nas mãos.

Em São Paulo:

Palmeiras x Santos

Grande seca do Nordeste
O Palestra Itália tinha menos de um ano de vida e queria participar do estadual de 1916. A federação de futebol da época impôs uma condição, que era vencer uma equipe de ponta. Embora o Santos não disputasse o campeonato naquele ano, foi o escolhido para esse amistoso, que também serviria para arrecadar fundos para as vítimas da grande seca do Nordeste de 1915. Os palestrinos foram impiedosamente derrotados por 7 a 0, em partida realizada no Velódromo, naquela que ainda é a maior goleada santista no duelo e que quase enterrou as pretensões futebolísticas do Palestra.

No Piauí:

Flamengo x River

Bandeirinha expulso
Um fato inusitado marcou o clássico de 2 de fevereiro de 1969. Durante a partida, muita confusão, sobretudo entre o árbitro Antônio Rodrigues Santa Rosa e seu auxiliar Jamil de Miranda Gedeon Filho, diante as inúmeras decisões distintas tomadas. Chegou um momento da partida que o auxiliar não aguentou, e passou a ofender seu colega, o árbitro, sendo expulso por ele. O jogo acabou 0 a 0.

No Rio de Janeiro:

Flamengo x Vasco

Torcedor “salva” o Fla
1981 é considerado o ano mais vitorioso do Flamengo, e a final do estadual contra o Vasco contribuiu. O time cruz-maltino precisava vencer os três jogos da decisão do estadual, enquanto um empate seria suficiente para os rubro-negros. Às vésperas da primeira partida, a morte do ex-treinador do Flamengo, Claudio Coutinho, parecer ter impactado o controle emocional de seus ex-comandados, uma vez que os vascaínos dominaram e ganharam por 2 a 0. No segundo jogo, o 0 a 0 que daria o título aos rubro-negros, encaminhava-se para o seu final, até que Roberto Dinamite marcou o gol que adiaria novamente a final do campeonato. Na derradeira partida, o favoritismo do Flamengo já não era o mesmo. Foi quando o time se superou e fez 2 a 1 no Vasco. Quando os vascaínos partiram com tudo para cima, em busca do empate nos momentos finais, um torcedor do Flamengo invadiu o campo para comemorar. Foi agredido por jogadores do Vasco e preso. O episódio esfriou o jogo, e o resultado se manteve. Posteriormente, no vestiário, o invasor ganhou a camisa de Zico como prêmio.

Sobre os autores:
José Renato S. Santiago Junior é nascido em São Paulo, em 1970. É engenheiro e atua nas áreas de tecnologia e inovação. Ao longo de sua vida profissional desenvolveu inúmeros projetos voltados para a criação e disseminação de conhecimentos. É mestre em Engenharia de Produção pela USP, com pós-graduação em Marketing pela ESPM e em Engenharia da Qualidade pela USP. No esporte, foi reconhecido pelo Guiness, o “Livro dos Recordes”, como dono e criador do maior acervo de livros, jornais e revistas esportivas do mundo. É autor também de vários livros sobre o tema futebol: “Os arquivos dos Campeonatos Brasileiros”, “Almanaque do São Paulo”, “Copas do Mundo: das eliminatórias ao título” e “Os distintivos de futebol mais curiosos do mundo”.

Marcelo Cavichio Unti é advogado formado pela PUC/SP, jornalista, escritor, pós graduado em Administração e Marketing Esportivo pela Universidade Estácio de Sá. Advogado militante, atualmente trabalha como Assessor Jurídico no Comitê Paulista da Copa (Estado de São Paulo). Escritor, autor do livro “Clássicos do Futebol Brasileiro”, palestrante e estudioso da história do esporte. Secretário Geral do Instituto Brasileiro de História e Memória do Esporte – IBHME, tendo colaborado com a concepção e criação do Memorial Charles Miller no SPAC e com exposições inclusive estrangeiras.




Serviço:
Como a obra foi editada e publicada pelos autores, os interessados em adquirir o livro devem entrar em contato pelo e-mail jrssjr@uol.com.br

Um comentário:

  1. Anônimo11:54

    Venho por meio desta, alertá-los sobre a má índole de um advogado golpista (foto ao lado) que trabalha com assessoria jurídica e esportiva e marketing esportivo. Seu nome é Marcelo Cavichio Unti.

    Solicitei os serviços do Marcelo Cavichio Unti, porém, mais tarde descobri que todo o dinheiro que deveria ser utilizado para o pagamento de impostos foi desviado e embolsado por este suposto advogado Marcelo Cavichio Unti, que produziu comprovantes falsos e me gerou um prejuízo inestimável, fora o tempo perdido e a burocracia para regularizar tal situação. A questão pode se enquadrar em:
    – Estelionato
    – Apropriação Indébita
    – Furto Qualificado


    Em uma pesquisa minuciosa, descobri que esse suposto advogado está com diversos problemas perante à justiça, vejam:
    – Dezenas de Processos Junto a Comissão de Ética da OAB.
    – Sua OAB 151537/SP foi suspensa e ele está prestes a ser expulso do quadro de advogados do país.
    – Processos Criminais relativos a Apropriação Indébita, Furto Qualificado, entre outros, em diversas partes do Estado de São Paulo.
    – Processos Cíveis, pedindo indenização por perdas e danos morais e materiais não quantificados.

    Por favor, repassem ao máximo de colegas da área, veículos de comunicação e empresas que atuam no ramo jurídico e esportivo. Pois, enquanto ele não estiver atrás das grades, muitas pessoas e empresas serão lesadas por suas supostas prestações de serviço.

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