quinta-feira, 6 de março de 2014

Especial: O Brasil nas Copas do Mundo



Literatura na Arquibancada apresenta série especial com 11 artigos sobre a participação brasileira em Copas do Mundo. Foram resgatados personagens e curiosidades ocorridas em diversos mundiais.

Acompanhe esse verdadeiro “Diário das Copas” do Literatura na Arquibancada. Vale lembrar que até (e durante) a Copa do Mundo no Brasil, continuaremos a resgatar outras obras importantes da literatura esportiva e histórias sobre personagens que fizeram parte deste que é o maior evento do futebol mundial.

No primeiro artigo, voltamos no dia 5 de junho de 1938, a primeira Copa que o Brasil teve seu primeiro grande resultado (nas Copas anteriores, 1930 e 1934, foram pífias as atuações), com um terceiro lugar. Apesar de o título não chegar, voltamos da França deixando para o resto do mundo a certeza da descoberta de nossa primeira grande “joia” mundial, o nosso primeiro “Pelé”. E tudo começou por causa do primeiro jogo disputado pelos brasileiros na Copa de 1938 contra a Polônia. Um jogo épico que entrou para a história das Copas do Mundo.

O texto faz parte da obra “Diamante Negro” (Cia dos Livros), de André Ribeiro, lançada originalmente em 1998 e reeditada com atualizações pela mesma editora em 2010.


No segundo artigo, a história de um jogo pra lá de especial. Há 53 anos, em 1962, o Brasil conquistava, no Chile, o bicampeonato mundial, mas essa história poderia ter sido bem diferente caso, uma fatalidade, uma profecia e uma malandragem não tivessem existido. A fatalidade, com a contusão de nada menos do rei do futebol, Pelé, no segundo jogo brasileiro. A profecia, em torno do seu substituto, o jovem Amarildo, apelidado pelo genial Nelson Rodrigues de “Possesso”. E a malandragem, do craque Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, que naquela Copa de 1962 contava com 37 anos.

O resgate em torno dessas duas obras-primas fundamentais para o Brasil naquele mundial foi feito pelo dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues. 


No terceiro artigo da série, o dia 7 de junho de 1970 guarda um momento histórico para os amantes do futebol mundial. Para muitos, neste dia aconteceu a defesa mais espetacular na história de todas as Copas do Mundo. E justamente em uma partida importantíssima para o Brasil, na Copa do México. O jogo era contra a temida Inglaterra, campeã mundial na Copa anterior. Era nosso segundo jogo na competição, após a estreia vitoriosa contra a Tchecoslováquia por 4 a 1. O jogo contra os ingleses era decisivo para o futuro brasileiro na competição.

A defesa feita por Banks em uma cabeçada de Pelé faz parte da galeria de cenas inesquecíveis das Copas do Mundo. Literatura na Arquibancada resgatou do site da Fifa, na seção “Futebol Clássico” (item jogadores), o texto que revela não somente a espetacular defesa de Banks, mas a trajetória deste que foi um dos maiores goleiros da história do futebol mundial.

No quarto artigo, o resgate da participação da seleção brasileira na Copa de 1982, uma seleção que, mesmo derrotada, entrou definitivamente para a história do futebol mundial.

Não há caso semelhante com o de outras seleções que já tivemos. A Copa de 1982 para o Brasil foi um “trauma”, estudado e pesquisado, em livros, teses e reportagens, por dezenas de “especialistas” que tentam até hoje explicar os motivos para que aquela seleção fantástica não vencesse a Copa.

O trauma da bola – A copa de 82 por João Saldanha” (Cosac Naify, 2002) é um quase diário do que o jornalista e ex-técnico da seleção brasileira, João Saldanha, viu sobre erros e acertos cometidos pela seleção de Telê Santana e companhia.


O quinto artigo da série especial sobre o Brasil nas Copas, resgata um instante mágico para o futebol mundial. Isso mesmo, não apenas para nós brasileiros, mas após o jogo em questão o mundo conheceria um verdadeiro fenômeno. Era o dia 15 de junho de 1958 quando Garrincha fez sua estreia com a camisa da seleção brasileira no terceiro jogo – isso mesmo, Garrincha era reserva nos dois primeiros jogos da copa de 1958 – contra a temida seleção da União Soviética, apontada como o grande “fantasma” daquela Copa devido o seu “futebol científico”. O Brasil, ou melhor, Garrincha não se importou com nada disso. No final, vitória por 2 x 0.

Literatura na Arquibancada resgatou a visão de quatro personagens ilustres sobre esse momento brasileiro, em especial, do gênio Mané Garrincha: Nelson Rodrigues, Mario Filho, Armando Nogueira e Nílton Santos.

No sexto artigo, a conquista brasileira do bicampeonato mundial de futebol pelo olhar do jornalista Mario Filho. “Copa do Mundo, 62” não é um livro com súmulas e resumos dos seis jogos feitos pela seleção brasileira. A obra de Mario Filho é quase um romance, construído com personagens reais que participaram de alguma forma desta conquista. Do massagista aos jogadores. Dos dirigentes a juízes e bandeirinhas. De jornalistas a torcedores. Descreve cada lance disputado em cada partida da seleção dentro de algum contexto repleto de emoção e com uma prosa que só mesmo Mario Filho é capaz.

No sétimo artigo, um momento extraordinário do futebol brasileiro: a conquista do tricampeonato mundial do México em 1970. No dia 21 de junho após a vitória espetacular por 4 a 1 contra a Itália o Brasil conquistava em definitivo a cobiçada Taça Jules Rimet.

Literatura na Arquibancada não resgatou esse momento mágico do futebol mundial, apenas pelas jogadas e gols geniais de Pelé, Rivelino, Gérson, Tostão e companhia dentro dos gramados mexicanos. Naquela conquista histórica houve um ingrediente, antes de a competição começar para valer que poderia ter mudado completamente o desfecho dessa conquista (ou não). Faltando apenas três meses para o início do Mundial o Brasil foi surpreendido com a demissão de seu técnico, João Saldanha (menos ele, como se verá em breve). Quem iria substituí-lo? Quem teria coragem de assumir aquele verdadeiro “pepino”? Apesar de todos os craques brasileiros disponíveis naquele momento, havia no ar o clima político tenso provocado pela ditadura ferrenha dos militares de plantão. Um presidente da República palpitando sobre o time...Não seria fácil para qualquer um que assumisse. Dino Sani era o nome, mas declinou. A missão então coube a Zagallo.

Mas não foi tão simples assim. Os bastidores que envolveram o “sim” de Zagallo só poderia virar livro, após o final daquela conquista histórica. O livro em questão é “Lições da Copa” (Bloch Editores), publicado um ano após a conquista do México. Um livro autobiográfico de Zagallo. Sua explicação de como tudo aconteceu.

O oitavo artigo, uma espécie de “direito de resposta” de Saldanha sobre os episódios ocorridos sobre sua demissão do cargo de técnico da seleção descritos no último artigo (o de número 7) feito por Zagallo, seu sucessor. Literatura na Arquibancada resgatou o livro espetacular sobre João Saldanha, exatamente com o título de um de seus bordões clássicos: “Vida que segue – João Saldanha e as Copas de 66 e 70” (Editora Nova Fronteira, 2006), uma coletânea das crônicas de Saldanha, organizada por Raul Milliet.





No nono artigo, a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo na Suíça, em 1954, protagonizou um espetáculo histórico. Não de beleza tática ou estética do nosso futebol, mas de uma briga monumental entre jogadores e policiais após o jogo que determinou nossa desclassificação na competição para a poderosa seleção da Hungria.

No jogo que ficou conhecido como a “Batalha de Berna”, apesar de vários jogadores e o técnico brasileiro Zezé Moreira terem participado das trocas de bordoadas, a grande “cena” daquele dia chuvoso na Suíça coube a um jornalista brasileiro. Paulo Planet Buarque, um dos mais famosos da imprensa esportiva brasileira, foi parar na capa da mais importante revista europeia, a Paris Match. Literatura na Arquibancada resgatou essa história contada pelo próprio Paulo Planet em seu livro de memórias “Uma vida no plural” (Companhia Editora Nacional, 2003).

No penúltimo artigo da série especial sobre a participação brasileira em Copas, destaque para o dia 29 de junho de 1958, quando conquistamos o primeiro título mundial em Copas do Mundo. Um capítulo importante na longa trajetória da seleção brasileira que teve, dentro de campo, protagonistas inesquecíveis como Pelé, Garrincha, Didi e companhia.

Contudo, fora das quatro linhas, jamais o futebol brasileiro (e quiçá mundial) produziu um dirigente esportivo com tamanha notoriedade e respeito, como se ele mesmo fosse um dos onze titulares do gramado. Não foi à toa que Paulo Machado de Carvalho acabou ganhando o epíteto de “O Marechal da Vitória”. Não somente pela conquista inédita do título mundial, mas pela liderança e comando exercidos ao longo da trajetória de preparação até o dia da final contra a Suécia, em 1958.  No livro “O Marechal da Vitória – Uma história de rádio, TV e futebol” (Editora Girafa), da dupla de jornalistas Tom Cardoso e Roberto Rockmann, o resgate de um capítulo sobre esse dia especial na Copa de 1958.

No artigo final, a conquista do pentacampeonato mundial brasileiro, em 2002, pelo versos do poeta Luis Maffei.

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