quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cruzeiro: 20 Jogos Eternos



Cruzeiro Campeão Brasileiro de 2013. Anderson Olivieri, autor de “20 jogos eternos do Cruzeiro”, não poderia ter escolhido o momento mais correto para propor a Maquinária Editora o lançamento de seu livro.  

O livro faz parte da coleção Memória de Torcedor, da Maquinária Editora. Já foram lançados os 20 Jogos Eternos do São Paulo (Fábio Matos), do Flamengo (Marcos Eduardo Neves), do Fluminense (Roberto Sander) e do Palmeiras (Mauro Beting).

Este tipo de livro é cada vez mais comum na literatura esportiva. E é bem-vindo para o leitor/torcedor fanático pelo seu clube de coração.

Os 20 jogos foram eleitos por um time confiável: Alberto Rodrigues, Cadu Doné, Bruno Vicintin, Fernando Rocha, Henrique Ribeiro, Henrique Portugal, Jorge Santana, Samuel Rosa e Cláudio Arreguy, além do próprio autor, Anderson Olivieri.

Cruzeiro, campeão Copa do Brasil 1993.
A relação dos jogos escolhidos: Cruzeiro 6 x 2 Santos (1966); Cruzeiro 3 x 2 Santos (1966); Cruzeiro 5 x 4 Internacional (1976); Cruzeiro 7 x 1 Alianza-PER (1976); Cruzeiro 4 x 1 River Plate (1976); Cruzeiro 3 x 2 River Plate (1976); Cruzeiro 3 x 0 River Plate (1991); Cruzeiro 4 x 0 Racing (1992); Cruzeiro 2 x 1 Grêmio (1993); Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras (1996); Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova (1997); Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal (1997); Cruzeiro 2 x 1 São Paulo (2000); Cruzeiro 3 x 1 Flamengo (2003); Cruzeiro 3 x 0 Santos (2003); Cruzeiro 2 x 1 Paysandu (2003); Cruzeiro 5 x 0 Atlético (2008); Cruzeiro 5 x 0 Atlético (2009); Cruzeiro 5 x 0 Estudiantes (2011); Cruzeiro 6 x 1 Atlético (2011).

Literatura na Arquibancada destaca abaixo o prefácio de autoria do jornalista Paulo Vinicius Coelho e a contracapa do craque Alex, atual camisa 10 do Coritiba e ex-campeão pelo Cruzeiro.

PREFÁCIO
Por Paulo Vinícius Coelho

Cruzeiro, campeão Taça Brasil 1966.
A missão é espinhosa. Escolher vinte jogos da história do Cruzeiro.

Vinte?

Mas por que não todos? Cada vez que o manto azul entra em campo, de meias brancas ou azuis e calções brancos, sempre é marcante.

Então, como escolher vinte jogos?

A difícil missão foi encarada com êxito absoluto por Anderson Olivieri, que começou a saga pelo jogo em que o Brasil descobriu o Cruzeiro.

Pelé também descobriu haver um time fantástico, veloz e que não perdoava erros de defesas rivais, mesmo que do outro lado estivessem mitos, campeões do mundo passado como Gilmar, Mauro e Zito, ou do futuro, como Carlos Alberto Torres.

Equipe histórica do Cruzeiro de 1966.
Aquele 6 x 2, primeiro jogo das finais da Taça Brasil de 1966, mudou a história do futebol brasileiro. No ano seguinte, criou-se o Robertão, irmão mais velho do Brasileirão – hoje equiparado pela CBF. Não era mais possível pensar no Brasil sem Minas. Não era mais possível conversar sobre futebol sem incluir o Cruzeiro.

Nos 6 x 2, o Brasil viu o  Cruzeiro com seu rosto normal, camisas azuis. Nos 3 x 2 do Pacaembu, a camisa era branca, como os calções e as meias. O futebol brasileiro já estava devidamente apresentado ao esquadrão. Daí em diante, o Cruzeiro seria temido em qualquer lugar, com qualquer roupa.

Foi o primeiro grande time e fez mais uma centena de grandes jogos na trajetória para o tetracampeonato estadual.

Cruzeiro 5 x 4 Internacional, 1976.
Veio o time de Ílton Chaves dos anos 70 e mais uma montanha de grandes jogos, como o 5 x 4 contra o Internacional.

E o gol de Joãozinho, cobrando falta sorrateiramente contra o River Plate. E o Cruzeiro de Alex, a tríplice coroa de 2003.

Confesso que pela minha idade vi um período intermediário, mais negro do que azul, entre 1977 e 1984, ano em que sair da fila foi glorioso, com 4 x 0 sobre o Atlético no Mineirão lotado, primeiro jogo das finais do estadual. Anos mais tarde, a camisa branca contra o Santos no Pacaembu deu outra alegria. Vitória por 1 x 0, gol impedido de Careca, classificou para as semifinais da Copa União. Eu estava nas arquibancadas do estádio municipal de São Paulo. Não é um jogo para estar nos livros. Apenas na memória. Porque no coração, estão todos.

Alguns dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro aparecem nas fichas técnicas dos jogos listados pelo Anderson. Tostão, Dirceu Lopes, Nelinho, Raul, Piazza, Jairzinho, Alex, Palhinha...

Alguns dos grandes técnicos em áureos momentos, como o Vanderlei Luxemburgo e seu penúltimo suspiro em altíssimo nível – depois disso, só o título brasileiro de 2004 pelo Santos. Ou Aírton Moreira, o irmão de Zezé e Aymoré, mais famosos por causa das conquistas das Copas do Mundo. Mas Aírton foi o pai do esquadrão da Taça Brasil de 1966.

Goleada histórica: 6x1 contra o eterno rival Atlético, em 2011.
E até quando não havia craques de primeiro nível nem uma equipe sem comparações com os adversários do Brasil houve feitos marcantes. Ou algum cruzeirense será capaz de se esquecer dos 6 x 1 sobre o Atlético na última rodada do Brasileirão de 2011.

Até para escapar do rebaixamento, o Cruzeiro tem estilo.

Anderson Olivieri mostra tudo isso na coleção de histórias que compilou para fazer este documento histórico. Os vinte maiores jogos da história do Cruzeiro.

Puxa, que missão complicada!

Eu elejo todos.

Contracapa
Por Alex

"Quando soube deste livro, fiquei imaginando a dificuldade em escolher 20 jogos. É um numero muito pequeno perto da rica e gigantesca historia do Cruzeiro. Cresci ouvindo meu pai contar sobre o time de 1966, que venceu a Taça Brasil. Mais tarde, vi a equipe ser bicampeã da Supercopa. Depois, já como jogador de futebol, assisti uma equipe muito forte vencer a Copa do Brasil de 1996. Lembro-me que, como adversário, enfrentei o Cruzeiro em jogos memoráveis. E como atleta do clube, participei de um ano mágico. Fiquei muito feliz em ver três jogos da minha equipe de 2003 escritos com tanta emoção neste livro. Sem contar o orgulho de estar nesta obra ao lado de tantas feras. Portanto, saboreiem a leitura, relembrem as emoções que vivenciaram e tenham a exata noção da grandeza desse clube no nosso futebol. Garanto a você, leitor, que será prazeroso reviver ou aprender com esses 20 momentos mágicos."

Sobre o autor:
Anderson Olivieri nasceu em Brasília, em dezembro de 1983, dois dias antes de o Cruzeiro golear o arquirrival por 4 a 1. Além de pé-quente, é advogado, graduando em Jornalismo e escritor. Em 2011, escreveu seu primeiro livro, o Anos 90: Um campeão chamado Cruzeiro. Pela Maquinária lançou 20 Jogos Eternos do Cruzeiro. Escreve, aos domingos, no Jornal de Brasília, a coluna “Gol de Letra” e, diariamente, no Blog do Olivieri.

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