quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Canhoteiro: o homem que driblou a glória

Se até um dos maiores craques do futebol brasileiro afirmou que ele chegou a ser o melhor driblador do país, mais até do que Garrincha, por que duvidar? José Ribamar de Oliveira não é ninguém para o mundo da bola, mas quando o seu apelido, Canhoteiro, é revelado, as coisas mudam completamente de figura.

Canhoteiro é daqueles jogadores inexplicáveis. Gênio na arte de driblar, acabou no quase anonimato, resgatado aqui e ali por uns poucos. Mas para os que o viram jogar, não há mistério. Chico Buarque chegou a colocá-lo na letra da famosa música “Futebol”. Zeca Baleiro e Fagner, idem, e foram além, compondo uma música com o seu apelido “Canhoteiro”.


                                           Vídeo  com Fagner e Zeca Baleiro - Canhoteiro

Mas a maior de todas as homenagens foi o livro escrito por Renato Pompeu, a biografia “Canhoteiro – O homem que driblou a glória” (Ediouro, 2002) (Há também uma edição com o título "Canhoteiro - O Garrincha que não foi", que ilustra este post). Leitura obrigatória para entender como muitos de nossos craques acabam esquecidos pela história. Canhoteiro foi um dos primeiros jogadores a ter um “fã-clube” oficial. Morreu jovem, às vésperas de completar 42 anos.

Literatura na Arquibancada destaca abaixo o segundo capítulo da obra, “Derrota e Vitória”, onde se compreende as verdadeiras razões para que Canhoteiro não tivesse brilhado como deveria.

Derrota e Vitória
Por Renato Pompeu 

Canhoteiro (1º a direita), na seleção brasileira.
Os paulistanos sempre considerarão Canhoteiro melhor do que Zagallo, e o colocarão sempre, sejam corintianos como o jornalista Juca Kfouri, palmeirenses como o locutor Fiori Gigliotti, além é claro de são-paulinos como o jornalista Alberto Helena Jr. e Geraldo José de Almeida, na seleção brasileira de todos os tempos. Almeida chegou a dizer que a escalação da seleção brasileira começava pela ponta-esquerda, em vez de pelo goleiro, para que a relevância de Canhoteiro ficasse bem demarcada. E alguns desses cronistas punham Canhoteiro até na seleção mundial de todos os tempos, ignorando completamente a Zagallo, embora o ponta maranhense nunca tenha vencido, em diferentes situações, quatro títulos mundiais, dois como jogador e dois como membro do comando técnico.

Mas paradoxalmente foi Canhoteiro quem abriu o caminho para Zagallo se tornar o brasileiro com os maiores títulos no futebol. Esta história tem várias versões, que serão discutidas ao longo deste livro. Mas desde já fique claro: Zagallo não barrou Canhoteiro; Canhoteiro é que barrou a si mesmo. Zagallo acabou barrando Pepe quando Canhoteiro não era mais cogitado para a seleção. Por isso, Canhoteiro é um mito tão estranhadamente paulistano. Era um herói perfeito, capaz de ir carregando a bola em alta velocidade ao longo da linha lateral, sem que ela saísse da comprida e estreita marca de cal, desde a linha do meio-de-campo até a linha de fundo, ou de “driblar a própria sombra”, segundo seu reserva no São Paulo, Aílton. Do mesmo modo como a cidade é perfeita na qualidade de a mais bem-sucedida fusão de etnias e culturas de toda a história da humanidade. Mas ele, que não foi a nenhuma Copa, falhou assim no seu dever principal, o de tentar o título mundial para o Brasil, exatamente como a cidade falhou no seu dever principal, que sempre foi – e isso nunca deixou de ser alardeado desde o tempo em que seu lema era ser a “locomotiva de 21 vagões”, que seriam os outros Estados – o de liderar a entrada do Brasil no Primeiro Mundo. Apesar disso, a cidade se orgulha ao mesmo tempo de si mesma e de Canhoteiro. Ela e ele se reconhecem naquilo que representam: a vida que poderia ter sido e que não foi. Canhoteiro, como São Paulo, se omitiu na hora h: ele, na Copa de 1958; a cidade, sempre que seus dirigentes assumiram o comando do país; seus dirigentes, sempre que se tornavam dirigentes federais, procuraram barrar o caminho do Brasil rumo à industrialização; ao contrário, privilegiaram, primeiro, o setor rural; depois, o setor financeiro.

Além do mais, existe outro aspecto especificamente paulistano na carreira de Canhoteiro. Naqueles tempos, o nacional e o popular eram o carioca. As televisões ainda não tinham tornado rotina as transmissões nacionais de jogos; fora da região metropolitana de São Paulo não se ouviam as rádios paulistanas. Em todo o país, inclusive no interior de São Paulo, ou se ouviam as rádios locais ou se ouviam, em ondas curtas, as rádios cariocas, em especial a Rádio Nacional. Só na capital paulista é que não se ouviam as rádios cariocas. Assim, Canhoteiro só era realmente bem conhecido em São Paulo: além das poucas dezenas de milhares de pessoas que assistiam a seus jogos ou que liam os jornais esportivos eminentemente regionais, só as centenas de milhares que ouviam seus jogos pelo rádio é que sabiam da fama de Canhoteiro. Para milhões de brasileiros que acompanhavam o futebol, ele era um ilustre desconhecido. Ainda mais porque, quando jogava pela seleção brasileira, ficava como que intimidado com a necessidade de jogar “seriamente”. Pois Canhoteiro, entre outras coisas, dificilmente “jogava sem bola”, ou seja, não recuava para marcar. Nem mesmo corria para se posicionar para receber um passe mais recuado ou mais afastado da ponta-esquerda, ficando quase sempre estaticamente, lá na frente, ou “jogando aberto, bem avançado”, como dizia, à espera de que a bola chegasse até ele. Nesse momento então, e só então, é que se tornava seu mágico dono, quase rei (mesmo porque transformava instantaneamente em “redonda” qualquer bola que lhe fosse passada “quadrada”, não importando as condições do passe ou as habilidades do companheiro que lhe lançava a bola).

Seu verdadeiro futebol não aparecia, assim, na seleção, onde dificilmente tinha em grande número companheiros que conheciam seu modo de jogar. Afinal, não havia em São Paulo um equivalente ao Canal 100 do Rio de Janeiro, que documentava em todos os cinemas do país as peripécias do Campeonato Carioca. Assim, se pode especular que, se Garrincha tivesse sido um jogador do Campeonato Paulista, não seria conhecido nacionalmente como o foi já antes de 1958. Até hoje, lembremos, os times cariocas tem mais torcedores nacionalmente de que os times paulistas, apesar da relativa decadência do futebol do Rio, antes totalmente superior, em relação ao futebol paulista, este depois em ascensão quase praticamente contínua. E, nos tempos de Canhoteiro, o futebol carioca não estava nada decadente; muito pelo contrário; estava atingindo uma de suas numerosas fases de auge e apogeu, que, oxalá, devam voltar. Mais uma razão para que Canhoteiro, embora considerado de importância mundial para os que o viram jogar, não tivesse chegado nem mesmo a ser vagamente lembrado pela enorme maioria dos torcedores brasileiros. Ficou como fenômeno provinciano, estadual e quase que exclusivamente paulistano.

Do mesmo modo, os cantores famosos em São Paulo na época – Sólon Sales, Hebe Camargo, Wilma Bentivegna, Bárbara Ardanuy ou mesmo Roberto Luna e outros ilustres desconhecidos no país como um todo – de maneira nenhuma podiam concorrer nacionalmente com Cauby Peixoto ou Ângela Maria, para não falar de Emilinha Borba ou Marlene, por exemplo. Os cantores paulistas que se tornaram conhecidos nacionalmente conseguiram, antes, situar-se no Rio, como Dalva de Oliveira e Isaurinha Garcia. De modo que, como no futebol, a cidade de São Paulo estava ilhada em sua música popular, num fenômeno talvez inédito em outros países: havia os cantores nacionais, vindos de todas as partes do país para o Rio, e havia os paulistanos. Estes cantores só cantavam em rádios de São Paulo, e seus discos praticamente não se vendiam fora da cidade. O jeito de concorrer, depois, com a bossa nova carioca, foi através, já na era da televisão, da americanizada jovem guarda de Roberto e Erasmo Carlos.

No futebol, durante os anos de Canhoteiro, ocorreu a ascensão do Santos, time de outra cidade, que foi campeão paulista pela primeira vez em 1955, ano da estreia de Canhoteiro como titular, e de Pelé, que estreou como titular em 1957, ano em que o São Paulo de Canhoteiro é que foi campeão (pela última vez, até reconquistar o título em 1970, com Canhoteiro já uma figura do passado). Assim, Canhoteiro surgiu num vazio: o vazio nacional do futebol paulista e o vazio do time do São Paulo, que ficou inteiramente obscurecido, durante a carreira do ponta maranhense, pelo domínio duplo do Santos de Pelé e da Academia do Palmeiras, e, talvez principalmente, pela concentração de suas energias na construção do Estádio do Morumbi. Restava a Canhoteiro prestar-se a melindrar ainda mais o Corinthians, também em fase obscura, que durou ainda mais tempo sem ser campeão, de 1954 a 1977, do que o eclipse são-paulino.

Em números, a trajetória de Canhoteiro, no futebol paulista, no brasileiro e no mexicano, não é das mais expressivas: José Ribamar de Oliveira, nascido em Coroatá – uma cidadezinha no interior do Maranhão, com a cidade maior de Bacabal a oeste, sendo Coroatá tão pequena que seu bispado só foi criado em 1977, quando o craque já havia morrido; o Coroatá FC só foi fundado em 1986, com camisas verdes, mas sobre a cidade falaremos mais adiante, voltemos a Canhoteiro, nascido, a 24 de setembro de 1932 e falecido a 16 de agosto de 1974, jovem, de derrame cerebral, às vésperas de completar 42 anos, jogou no São Paulo durante oito temporadas, de 1955 a 1963, tendo atuado em 415 partidas (o décimo quinto são-paulino em número de partidas em toda a história, sendo Valdir Peres o primeiro, com 597 jogos), com 102 gols. Uma média bastante modesta, para um ponta-esquerda que jogava avançado, sempre rumo ao gol, de apenas um gol a cada quatro jogos; mais ainda, desse total, boa parte foi durante o ano de 1957, em que o técnico húngaro Bela Gutman o forçou, como os demais jogadores, a treinar a pontaria rumo ao gol. Durante todo esse tempo, durante toda a sua carreira, afinal não tão curta, Canhoteiro conseguiu apenas um, e tão-somente um, título importante: o de campeão paulista, em 1957, mais os títulos pouco significativos de dois torneios internacionais interclubes caça-níqueis, os de campeão do Torneio de Jarrito, no México, em 1955, e o da chamada Pequena Taça do Mundo, na Venezuela, em 1956.

Atuou 16 vezes pela seleção brasileira, com tão-somente um gol – num empate de 3 a 3 contra o Paraguai no Pacaembu, segundo a maioria dos testemunhos e dos registros. Na verdade, na seleção, Canhoteiro teve pouco brilho, ao atuar no Campeonato Sul-Americano de 1956, em janeiro, no Uruguai, em jogos em que uma equipe formada só de paulistas perdeu de 4 a 1 do Chile, ganhou de 2 a 1 do Peru, de 1 a 0 da Argentina e empatou por 2 a 2 com o Paraguai. O Brasil alcançou um modesto quarto lugar nesse Sul-Americano, e Canhoteiro, como toda a equipe de paulistas, não se destacou nessa ocasião – tanto que, em março seguinte, para o Pan-Americano no México, foi enviada uma seleção só de gaúchos.

Canhoteiro voltou à seleção em abril seguinte, num amistoso contra a seleção pernambucana, vencido pela seleção nacional por 2 a 0, mas com Canhoteiro tendo sido substituído por Escurinho, que fez um dos gols. Nessa seleção já havia um embrião do escrete de 1958, com Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos e Didi; o técnico era Flávio Costa, derrotado em 1950, mas ainda altamente considerado, principalmente porque Zezé Moreira, seu substituto, havia sido derrotado em 1954, e porque ainda era impensável que o técnico da seleção nacional não fosse do Rio de Janeiro.

Ainda em abril, em Lisboa, Canhoteiro participou da vitória do Brasil sobre Portugal, por 1 a 0, gol de seu companheiro do São Paulo – Gino Orlandi ganhou fama de cabeceador goleador, segundo ele próprio, “porque era servido pelos cruzamentos do Canhoteiro”. O ponta maranhense foi substituído por Escurinho, no jogo seguinte, o empate de 1 a 1 com a Suíça em Zurique. Iniciou a partida, em Viena, em que o Brasil venceu a Áustria por 3 a 2, mas durante o jogo foi substituído por Escurinho. A mesma substituição ocorreu em Praga, no empate de 0 a 0 contra a então Tchecoslováquia. Não atuou na derrota de 3 a 0 para a Itália, em Milão, nem, já em maio, na vitória de 1 a 0 contra a Turquia, em Istambul, mas estava presente na derrota de 4 a 2 para a Inglaterra, em Wembley. Em junho seguinte, não atuou nos dois jogos da Taça Osvaldo Cruz, no Paraguai, vencidos pelo Brasil por 2 a 0 e 5 a 2 – o ponta-esquerda Ferreira fez três dos sete gols brasileiros e continuou atuando nos jogos seguintes, em junho e julho, nas vitórias, ambas de 2 a 0, contra o Uruguai e a Itália, os dois jogos no Maracanã; no empate de 0 a 0 contra a Argentina em Buenos Aires (durante este jogo, Ferreira foi substituído por Pepe). Em agosto, na derrota de 1 a 0 para a antiga Tchecoslováquia no Maracanã, e na vitória contra os tchecoslovacos por 4 a 1 no Pacaembu, em São Paulo, o ponta-esquerda foi Pepe, que já havia despontado como grande craque. Em 1957, a seleção jogou a partir de março – o ponta-esquerda no Sul-Americano de Lima foi Pepe contra o Chile, Equador, Colômbia, Uruguai, Peru, Argentina; em dois outros jogos contra o Peru, o ponta-esquerda foi...Garrincha!!! 

Canhoteiro, porém, jogou na vitória do Brasil por 2 a 1 contra Portugal, no Maracanã, mas no jogo seguinte, também contra Portugal, em São Paulo, o ponta-esquerda foi Tite (que, além de jogar na esquerda, também foi ponta-direita no Santos), assim como em seguida num jogo contra a Argentina. Nos dois jogos seguintes, contra o Chile, só atuaram jogadores do futebol baiano, nas últimas partidas da seleção, em setembro de 1957. Na seleção de 1958, a primeira a se tornar campeã do mundo, Canhoteiro atuou apenas em alguns jogos – em maio de 1958, contra o Paraguai, o titular já era Zagallo; no jogo seguinte, também contra o Paraguai, Canhoteiro entrou durante o jogo no lugar de Moacir, na ponta-direita, enquanto Zagallo atuava pela esquerda. Canhoteiro começou o jogo contra a Bulgária, mas foi substituído por Pepe durante a partida – nesse jogo, Canhoteiro começou a perder definitivamente a vaga na seleção que iria disputar a Copa, pois, como o titular deveria ser Pepe, Canhoteiro estava sem uniforme, apenas de agasalho, quando foi chamado para entrar em campo. Teve de descer ao vestiário, para vestir a sunga e o calção. Isso foi considerado um desleixo injustificável (por atitudes semelhantes, Canhoteiro foi multado várias vezes no São Paulo, a ponto de isso ter se tornado quase uma rotina).

Em maio, no jogo-treino da seleção brasileira contra o Corinthians, o ponta-esquerda foi Pepe; logo em seguida Canhoteiro foi cortado. Isso por duas razões: em primeiro lugar, após o jogo, Canhoteiro deixou a concentração no hotel Danúbio, na avenida Brigadeiro Luís Antônio, no Centro Velho de São Paulo, e partiu para a noite, em companhia de Jadir e do goleiro Gilmar (“Na verdade, seria exagero classificar Canhoteiro como beberão”, diz o jornalista Sérgio Baklanos, já falecido, que entre outras publicações trabalhou em A Gazeta Esportiva. “Os próprios companheiros contam que dois copos de cerveja bastavam para deixá-lo tonto.”). Gilmar voltou à concentração no horário combinado, Jadir e Canhoteiro não. Em segundo lugar, poucos dias depois, saiu num jornal a foto de Canhoteiro com o companheiro são-paulino Zezinho numa boate. (Aliás, consta que, quando o São Paulo contratava um novato, Canhoteiro costumava levá-lo para a noite, “para conhecer as cinco melhores boates de São Paulo”, segundo Baklanos.). A foto com Zezinho em uma mesa cheia de garrafas foi a gota d’água: na convocação definitiva, não constava o nome de Canhoteiro. No ano seguinte à sua não-participação na primeira Copa vencida pelo Brasil, das 22 partidas da seleção brasileira em 1959, atuou em apenas três, e apenas numa, na vitória contra a Inglaterra por 2 a 0 no Rio, jogou a partida inteira, nas outras duas tendo apenas substituído Pelé (?!) e Zagallo, respectivamente nas vitórias de 7 a 1 e 1 a 0 contra o Chile, a primeira no Rio e a segunda em São Paulo.

Em suma, durante o auge de sua carreira como jogador do São Paulo, tendo como ponto alto o ano de 1957, Canhoteiro não teve maior destaque na seleção. A rigor, Canhoteiro se inibia e se sentia desconfortável na seleção, onde julgava que tinha de jogar “sério” e portanto não podia fazer suas brincadeiras e suas molecagens, mesmo porque jogava ao lado de jogadores que não conhecia e que lhe pareciam pouco apreciadores de suas firulas e suas filustrias. Mais ainda, sentia-se mal na seleção porque achava que a seleção, como em 1950 e 1954, e na verdade já desde os anos 1930, estava fadada ao fracasso em nível internacional, e ele não queria ser responsabilizado por isso, como acontecera com Barbosa, em escala menor com Bigode, e, em escala menor ainda, com Juvenal, três defensores da seleção de 1950. Assim, em números concretos, Canhoteiro tinha, no que se referia à carreira, tudo para ser apenas um obscuro nome do passado, tal como aconteceu com a maioria dos jogadores do São Paulo de sua época, com poucas exceções.

No entanto, seu boné, três décadas após sua morte, ainda é vendido, em pleno século XXI, nas lojas esportivas de São Paulo, a 8,50 reais, comparados com os 17 reais do boné de Kaká ou os 12 reais do boné infantil de França, Zizinho, um jogador que não poderia ser mais carioca do que sempre foi, disse com todas as letras que “Canhoteiro fazia pela esquerda o que Garrincha fazia pela direita”, e até mais, pois Zizinho também disse: “Nunca vi um driblador igual a Canhoteiro.”

Sobre Renato Pompeu:
Nasceu em Campinas, SP, em 1941, mas sempre morou em São Paulo. Em 1960 entrou no curso de Ciências Sociais da USP e no mesmo ano começou a trabalhar como jornalista, tendo atuado na Folha de S. Paulo, na revista Veja e no Jornal da Tarde, além de outras publicações. Ganhou três Prêmios Abril e um Prêmio Esso de Jornalismo, por trabalhos sobre males do coração, males do tabaco e futebol. Como escritor, tem 22 livros publicados, entre ficção e não-ficção. Atualmente colabora na Caros Amigos, Carta Capital, Diário do Comércio e Diário de S. Paulo, além do blog. Dos 22 livros publicados, destacam-se os romances "Quatro Olhos" (1976), "Samba-Enredo" (1992), ambos pela Editora Alfa-Ômega, e "O Mundo como Obra de Arte Criada pelo Brasil" (2008), pela Editora Casa Amarela. De não-ficção, "Memórias da Loucura" (1983), pela Alfa-Ômega, "Globalização e Justiça Social" (1996), pela Editora Scortecci, e "Canhoteiro, o Homem que Driblou a Glória" (2002), Ediouro.

Um comentário:

  1. para mim canhoteiro foi um craque sim e jamais esquecido por mim como zizinho,nunca os vi jogar mas sempre li sobre eles quando criança e hoje tenho 50 anos,ja joguei tambem no brasil e em portugal,hoje em dia faço um trabalho de descobrir novos craques e treina-los para tal,pois estamos num brasil sem referencias de craques no futebol e o pouco que faço com certeza descubrirei novos craques que nao deixarei no esquecimento e sim nas suas glorias

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