segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O maior Botafogo de todos os tempos



Mais um livro para a vasta bibliografia sobre o Botafogo, time da estrela solitária. Mais um título do editor botafoguense, Cesar Oliveira, da LivrosdeFutebol.com.  

“O maior Botafogo de todos os tempos”, pelo fanatismo do torcedor-leitor botafoguense promete polêmica por conta das escolhas do autor, ninguém menos do que Roberto Porto, um dos maiores jornalistas esportivos do país.

Sinopse (da editora):

Neste livro, sem medo de polêmica e críticas, Roberto Porto, do alto do seu tremendo DNA botafoguense, aproveitando a inimputabilidade dos mais de 70 anos de idade, assume todos os riscos para indicar aquele que, em sua abalizada opinião, seria o esquadrão que conquistou o título mais importante da gloriosa história do Botafogo.

Como indicar um em meio a tantos esquadrões poderosos, bases da Seleção Brasileira, povoados por uma legião interminável de ídolos, craques e lendas do futebol brasileiro e mundial? Como escolher um time entre tantos sem correr o risco da polêmica. Está aberta a polêmica. Porto sabe que corre riscos, ainda mais perante uma torcida tão politizada e desbragadamente crítica como a da Estrela Solitária.

Uma paixão, quatro livros
Por Roberto Porto

Arte: Ique
Este é, simplesmente, o quarto livro que escrevo, com depoimentos de alvinegros fanáticos, sobre o Botafogo de Futebol e Regatas, a maior e insuperável paixão imaterial de minha vida. É óbvio que não posso falar sobre a trajetória dos 108 anos da história do clube. Analiso – ou pretendo analisar – apenas as mais de seis décadas que dele conheço, primeiro como simples torcedor e, mais tarde, como jornalista profissional. Mas confesso aos leitores que, com os craques que vestiram a gloriosa camisa alvinegra, não me conformo que o Botafogo tenha apenas 19 títulos do Campeonato Carioca, contra 23 do Vasco, 30 do Fluminense e 31 do Flamengo.

Sei muito bem que o Botafogo – apontado pela FIFA em 2000 com um dos 12 maiores clubes do Século XX – teve, a partir da década de 40, uma infinidade de êxitos, no Brasil e no exterior, vitórias espetaculares sobre seus mais temíveis adversários, um título brasileiro (1968), dado politicamente pela CBF, três bicampeonatos cariocas, seis conquistas da Taça Guanabara, cinco da Taça Rio e nada menos do que um tetracampeonato do Torneio Rio-São Paulo e ainda uma Conmebol.

Botafogo, 1962
Mas para mim, o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira e que foi a base da equipe que conquistou o bicampeonato mundial no Chile – com Nilton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo – e mais três na Copa do Mundo do México – Paulo Cezar, Roberto Miranda e Jairzinho – é pouco, muito pouco.

Qual a razão? Não sei explicar. Vocação para o erro? Disputas internas? A perda de General Severiano e os 21 anos sem títulos? Superstições em excesso? Falta de comando no departamento de futebol? Pouco profissionalismo? Sigo sem entender.

É por isso que, sob a presidência de Carlos Augusto Montenegro e o comando técnico de Paulo Autuori, considero o maior Botafogo de todos os tempos (de 1940 até hoje) o que obteve o Campeonato Brasileiro de 1995, em pleno Pacaembu, diante do Santos.

Botafogo, campeão brasileiro 1995
Aquele Botafogo tinha jogadores fora de série? Talvez Donizete, Gottardo, Gonçalves e o mais que famoso Túlio Maravilha. Mas havia entre todos uma vontade férrea de chegar ao título. Ninguém fraquejou diante de um Santos, cujos jogadores, mascarados, pintaram seus cabelos de vermelho, num menosprezo ao Botafogo.

Alguns torcedores alvinegros podem discordar de mim. É um direito que lhes assiste.

Mas pergunto: de que adiantaram craques fervilhando em General Severiano, Marechal Hermes e Caio Martins? Rigorosamente pouca coisa.

Quem duvidar de mim, que duvide. Mas de Botafogo entendo um pouco. Não tanto quanto gostaria. Mas o bastante a partir do momento em que por ele me apaixonei...

Sobre Roberto Porto:
Jornalista, escritor e historiador botafoguense. Trabalhou em todos os jornais cariocas e na revista "Fatos & Fotos". Pai de Roby Porto, narrador; irmão de Carlos Porto, arquiteto do Engenhão. É autor de vários livros sobre o Botafogo, seus feitos e personagens: "Didi: treino é treino, jogo é jogo" (série "Perfis do Rio", da editora Relume Dumará); "Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições" (Revan, 2005); "Botafogo: o Glorioso!", da série "Paixão entre linhas" (Leitura, 2009). Atualmente, é um "louco por futebol" da ESPN Brasil.

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