sexta-feira, 5 de abril de 2013

Psicologia de Alto Rendimento - PAR



Um projeto inovador que todo clube esportivo deveria conhecer. Trata-se do PAR, abreviatura de Psicologia de Alto Rendimento, criado e desenvolvido pelo psicólogo e pedagogo Mario Rodrigues. Segundo ele, o “alto rendimento pode ser alcançado por todos os atletas por meio de recursos do pensamento”. Passo a passo, com teorização e prática, Mario Rodrigues mostra os caminhos de um vencedor. Bem fácil de acreditar, pois Mario Rodrigues também foi atleta e sabe das dificuldades da associação entre teoria e realidade.

Projeto PAR
Psicologia de Alto Rendimento
"Do Brasil para o mundo."
Por Mario Rodrigues


Para acabar com uma lenda que se tornou comum no ambiente do futebol, delegar à sorte ou azar a responsabilidade dos resultados, a única saída é investir no campo científico. O Projeto PAR abriu duas frentes pouco exploradas ao longo da história do futebol: o comportamento e o movimento.
Afinal, o que mobiliza o atleta dentro do campo na busca dos seus objetivos individuais? De que maneira suas habilidades pessoais podem favorecer a performance coletiva da equipe? 

Para o psicólogo e pedagogo Mario Rodrigues, o alto rendimento pode ser alcançado por todos os atletas por meio dos recursos do pensamento. “Os atletas pouco pensam quando estão na prática". Isto justifica pela ocorrência de tantos acontecimentos negativos que ocorrem nos jogos
(desentendimentos por disputa de bola, faltas excessivas, falhas individuais não aceitas pelos demais membros da equipe e por aí vai). A maneira como cada atleta utiliza seu potencial vai garantir atingir melhores resultados ou não.

Em 1987, Mario Rodrigues, ex-atleta de tênis de campo, futebol, futsal, formado em psicologia e pedagogia, criou no Santos Futebol Clube o 1º Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Comportamento e Rendimento do Atleta de Futebol, uma iniciativa inédita na época e ainda nos dias atuais, visto que a área do comportamento ainda é pouco explorada, haja visto sua importância na performance de um atleta ou equipe. A iniciativa na época o premiou com uma medalha condecorativa do clube. Posteriormente, a convite do presidente do Orange F.C. (Los Angeles-USA), realizou os primeiros estudos científicos em atletas norte-americanos para comprovar e chegar nas conclusões científicas atuais sobre a regularidade de rendimento.

Mario Rodrigues e atletas do Orange FC.

Após retorno dos EUA, Mario Rodrigues iniciou a divulgação do Projeto PAR em jornais, programas esportivos de rádio, TV, palestras e apresentações em clubes. Detalhes adicionais sobre a metodologia científica do Projeto PAR podem ser encontrados na página de seu facebook
(www.facebook.com/projetopar). Clique em “sobre” e confira metodologia, além de fotos,
reportagens, vídeo-reportagens e experiência nos EUA.

Diante das divulgações em mídia, o ex-atleta Jonas Eduardo Américo, o Edu, ponta-esquerda do Santos F.C. e da Seleção Brasileira se interessou pelo conteúdo e oficializou seu apoio ao conteúdo desenvolvido pelo Projeto PAR.

Entre 2010 e 2012 o Projeto PAR foi apresentado ao Santos FC, que considerou um conteúdo ousado e revolucionário. A implantação no clube ainda segue indefinida. Outros clubes também estão demonstrando interesse pelo conteúdo do Projeto PAR.


O Projeto PAR – Psicologia de Alto Rendimento se baseia no estudo, análise e utilização dos recursos do pensamento, integrando-se com a Pedagogia. Trabalha com 3 eixos fundamentais no exame observatório do pensamento:

AMBIENTABILIDADE (revelam o universo no qual o atleta está inserido);

FUNCIONABILIDADE (observa os modos de ser constituídos pelo atleta a partir das vivências relatadas em sua historicidade);

REACIONALIDADE (as formas que o atleta possui para lidar com a relação emoção x raciocínio).

O Projeto PAR é um projeto gestor de alto rendimento, que vai além da psicologia tradicional e trata a regularidade de rendimento integrando os conceitos práticos do futebol com a psicologia e a pedagogia, estabelecendo em suas diretrizes a adoção do Princípio da Previsibilidade durante a prática.

Os resultados práticos alcançados por treinamentos tradicionais estão aquém da necessidade de se atingir regularidade e alto rendimento, devidamente comprovados no dia-a-dia. A realidade mostra a necessidade.

O PAR é um projeto que transita desde as primeiras categorias até a categoria profissional, capacitando atletas e treinadores a atuarem dentro de uma linha científica, proporcionando a capacitação dos atletas dentro de um perfil funcional padrão de alto rendimento.

Nosso objetivo é ajudar no aperfeiçoamento da técnica através de uma melhor exploração dos recursos do pensamento. Os atletas utilizam menos de 1/3 de seus recursos provenientes do pensamento.

 
Baseado nisso, abriu duas frentes nunca exploradas cientificamente: o comportamento e o movimento. Por meio de cinco experiências (3 práticas e 2 teóricas), criou o Princípio da Previsibilidade no futebol, dividida em três áreas: afetiva, cognitiva e espaço-corporal. O PAR considera que o alto rendimento está ligado diretamente ao relacionamento de atletas, as falhas estão ligadas à mobilidade natural do pensamento, que vai para o passado e para o futuro inúmeras vezes e também pela deficiente percepção de movimentos na prática. Explica o domínio da técnica através dos recursos do pensamento, através do Princípio da Previsibilidade Afetiva (prever acontecimentos no jogo), Cognitiva (prever movimentos de si próprio e do outro) e Espaço-Corporal (percepção do espaço que um ocupa). 

O PRINCÍPIO DA PREVISIBILIDADE AFETIVA prevê a identificação das consequências dos atos dos atletas no campo prático (relacionamento com colegas da equipe, oponentes e arbitragem, que constituem os três pontos de conflito durante a prática). O oponente é o grande aliado do atleta para buscar seu alto rendimento.

O alto rendimento não tem sua referência externa (cobrar o árbitro solicitando faltas, cobrar o colega de algo que também não domina e reclamar com o oponente, pois ele tem as mesmas possibilidades na prática). Tudo isso causa um stress muito acentuado e prejudica a operação do raciocínio e o controle emocional na prática, fundamental para o êxito. Portanto, a relação com o oponente deve ser pautada no antagonismo aliança x frieza. 

A integração de um grupo é muito relevante e a maneira como os atletas buscam essa convivência diariamente deve ser explorada cientificamente. A proposta do projeto PAR enfatiza o controle dos resíduos emocionais de véspera de jogo (stress causado por sobrecarga de acontecimentos e incapacidade de lidar com os mesmos), que interferem na capacidade de prever movimentos e determinam as falhas, além da ansiedade pela espera de acontecimentos futuros que ainda não se materializaram. Futebol é, antes de tudo, relacionamento interpessoal. Caso contrário, teríamos sempre uma regularidade, mas não é isso que acontece.


Os acontecimentos emocionais diários interferem no pensamento dos atletas e devem ser identificados periodicamente de forma a serem controlados. O Projeto PAR trabalha com pensamento condicionado dentro do estágio da previsibilidade (pós-presente - intermediário entre o presente e o futuro), que é o estágio do alto rendimento e da regularidade, onde os atletas aprendem a antever acontecimentos e movimentos que sejam úteis para neutralizar os oponentes. Por isso, os atletas tem obrigatoriamente que se situarem no pós-presente, que é o estágio da previsibilidade, para alcançar o alto rendimento na prática.

A parte funcional do pensamento exerce uma grande influência na atividade. O pensamento é móvel e flutuante e sofre a interferência das emoções. O atleta perde em vários momentos sua capacidade de atenção e raciocínio durante a prática, o que ocasiona as falhas no decorrer do jogo. Temos comprovado isto cientificamente e podemos controlar o nível de atenção concentrada do atleta com atividades específicas, como o aperfeiçoamento da previsibilidade do pensamento. Existe uma grande verdade no esporte e, especificamente, no futebol. Os atletas oscilam no rendimento porque o pensamento sofre a influência da emoção, ou seja, eventos passados e futuros ocupam em diversos momentos a mente do atleta no jogo (resíduos emocionais). Ocorrendo isso, ele perde o poder de prever e o raciocínio é comprometido, o que é crucial nos momentos decisivos de uma partida, porque acabam acontecendo as falhas. As falhas comprometem a integração do grupo na partida, fundamental para o êxito. Controlar o pensamento da interferência de eventos emocionais é a proposta do Projeto PAR.

Não existe concentração no futebol  (e também em nenhuma atividade funcional humana), porque o pensamento é móvel e sofre a influência das emoções que invariavelmente levam a falhas técnicas. Todo plano tático passa primeiro necessariamente pela dinâmica de relacionamento dos atletas, onde "o servir e ser servido" passa a ser uma regra social e desportiva obrigatória e tem que ser acompanhada em sua dinâmica prática de treinamentos e jogos.

O Projeto PAR tem comprovado cientificamente que a obrigação de vencer ou não perder acarreta uma grande ansiedade nos atletas e influencia diretamente a operação do raciocínio na prática, com a perda de mais de 70% da capacidade do mesmo.

 
O PRINCÍPIO DA PREVISIBILIDADE COGNITIVA, que diz respeito à identificação dos movimentos do oponente. O Projeto PAR orienta sobre os tipos básicos de movimentos dos membros inferiores que identificam a trajetória do oponente, garantindo um maior domínio sobre o poder de desarme, além de tornar o atleta mais eficaz nos passes, dribles e chutes e aproximando-se mais da perfeição e do alto rendimento. Garante o desenvolvimento do raciocínio com previsibilidade e a memória. Ensinamos os atletas a atuarem com pensamento previsível (pós-presente), que é o estágio da regularidade.

Todos os atletas (defensores ou atacantes) necessitam desta habilidade para atingir o alto rendimento. Dentro desta proposta, não tomar gols é algo absolutamente atingível, o que torna possível uma equipe, no mínimo, empatar um jogo. O que uma equipe realizar eficazmente em termos de imprevisibilidade pode credenciá-la a obter o objetivo final do jogo que é “fazer gols”. Hoje em dia a imprevisibilidade dos atacantes é enaltecida porque a previsibilidade dos defensores é deficitária. Quando se exaltam alguns e menosprezam os demais o futebol perde em essência, em brilho. As disputas estão cada vez menos acirradas pela técnica porque predominam atos que não condizem com a arte do jogo. Cabe destacar que este princípio cognitivo não desmerece o atacante, pois para ele improvisar sua arte ele necessita da previsibilidade, ou seja, o atacante precisa antever situações para mostrar a sua arte, funcionando como a criação mental de várias cenas no pensamento, mais ou menos como histórias em quadrinhos. A imprevisibilidade é ilimitada e requer uma infinidade de exercícios criativos de cenas.

O PRINCÍPIO DA PREVISIBILIDADE ESPAÇO-CORPORAL, que trata da utilização do recurso físico em benefício próprio, acompanhando mais o oponente ao invés de cometer faltas desnecessárias, além do desenvolvimento da percepção espaço-corporal, aprimorando no atleta sua capacidade visual de perceber-se no espaço, evitando, com isso, choques corporais e posicionamentos incorretos, pois 100% dos gols sofridos por uma equipe são originários da incapacidade dos atletas - deficiente percepção espaço-viso-corporal. Os atletas devem aprimorar a percepção do seu movimento e do oponente e do espaço que ocupa no campo.

 
O Projeto PAR orienta e desenvolve exercícios práticos com os atletas quanto ao tempo máximo permitido para olhar para a bola durante uma partida – aproximadamente 3 min. 

Dentre as atividades desenvolvidas pelo Projeto PAR destacam-se atendimento individual aos atletas, acompanhamento da dinâmica de relacionamento das atividades de treinos e jogos, aplicação de exercícios de percepção espaço-corporal (garante à equipe não sofrer gols) e exercícios de observação de movimentos (favorece o desarme e a retomada da bola).

Além disso, o Projeto PAR ainda conta com a aplicação e mensuração do teste TPL-PAR, que identifica o perfil psicológico ideal para o alto rendimento, que identifica modelos de liderança e a dinâmica de relacionamento e postura dos atletas em diferentes situações de jogo (favorável no resultado, desfavorável no resultado, pressão do oponente, conflitos com oponente). Conta igualmente com o teste TMOP-PAR, que mede a oscilação do pensamento durante a prática.

O Projeto PAR explora o antagonismo nas atividades. O futebol é um confronto contínuo entre a imprevisibilidade e a previsibilidade, ou seja, uma equipe que não consegue prever os movimentos do oponente e que não cria movimentos imprevisíveis não tem muita chance de alcançar o objetivo do jogo. Os atletas não tem o senso de previsibilidade apurado, conforme nossos estudos. Isto porque isso nunca foi ensinado. Técnicos são ex-atletas com os mesmos hábitos. Portanto irão transmitir pela lógica os mesmos hábitos. A previsibilidade é o principal fator dentro de um campo para desarticular um oponente.

 
A técnica depende de como o atleta opera seu raciocínio na prática. E a pedagogia, que é a ciência que cuida do processo de aprendizagem e da operação do raciocínio na prática, tem um papel relevante nesse processo, pois o pensamento é oscilante por natureza e prejudica a operação do raciocínio. E a tática depende de como o atleta se relaciona no grupo. E a psicologia, que é a ciência que cuida dos relacionamentos humanos, tem um papel também relevante nesse processo. É preciso orientá-los quanto à importância do "servir para ser servido" e muitos não estão preparados para isso.

Mais que um projeto de alto rendimento, o Projeto PAR utiliza o antagonismo para explicar o rendimento. Tudo é originário do pensamento, o comportamento e o movimento. Tanto o atleta pode ser bem sucedido utilizando a imprevisibilidade dos dribles, como também pode ser bem sucedido por utilizar a previsibilidade no desarme.

Isso garante a justiça e o equilíbrio nas ações, inibe conflitos, favorece a aliança com o oponente, mas também impõe limites ao oponente porque mostra as habilidades adquiridas.

Sobre o autor do projeto:
 
Mario Rodrigues é ex-atleta de tênis de campo, tendo atuado dos 4 aos 13 anos de idade pelo Clube Internacional de Regatas (Santos-SP). Posteriormente, foi atleta da base do Santos FC, atuando como centroavante e meia-atacante. Durante o período universitário, foi atleta de futsal do Citrosuco Paulista, atuando com ala e pivô. É graduado em Psicologia e Pedagogia pela UNISANTOS (1985 / 1994), além de ser pós-graduado em Marketing pela ESPM-SP (1989). Para maiores informações e agendamento de palestra: mrpsicologo@hotmail.com

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