quinta-feira, 7 de março de 2013

Os reis do futebol

A primeira grande aventura do futebol brasileiro ao “velho continente” aconteceu somente 30 anos após a introdução do esporte no país. E o protagonista desta história foi o Clube Atlético Paulistano, único tetracampeão consecutivo do Campeonato Paulista (1916 a 1919), e melhor equipe do estado com onze títulos (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929) contra sete do Corinthians e três do Palestra.

Na Europa, acabaram coroados "reis do futebol".  Foram 10 jogos, contra franceses, suíços e portugueses. O saldo incrível foi de nove vitórias e apenas uma derrota, 31 gols marcados e oito sofridos. Os jogos foram esses:


15/03/1925 Paris Paulistano 7 X 1 Seleção da França
22/03/1925 Paris Paulistano 3 X 1 Stade Français
28/03/1925 Cette Paulsitano 0 X 1 Cette
02/04/1925 Bordeaux Paulistano 4 X 0 Bastidienne
04/04/1925 Havre Paulistano 2 X 1 Havre/Normandie XI
10/04/1925 Strasbourg Paulistano 2 x 1 Strasbourg
11/04/1925 Berna Paulistano 2 X 0 Auto Tour
13/04/1925 Zurich Paulistano 1 X 0 Seleção da Suiça
19/04/1925 Rouen Paulistano 3 X 2 Rouen
28/04/1925 Lisboa Paulistano 6 X 0 Seleção de Portugal
 
Foram mais de 20 dias de viagem até o desembarque em Paris. Uma viagem bem diferente das atuais: sem concentração, bicho e dinheiro. Cada atleta tinha de bancar seus gastos. A excursão foi “bancada” pelo Stade Français, equipe francesa, enquanto as despesas com transporte, hospedagem e alimentação, das rendas dos jogos e do bolso de Antonio Prado Junior, presidente do Paulistano.







Crédito (foto ao lado): 
Equipe que venceu o Stade Français por 3 a 1. Em pé: Antonio Prado Junior - Orlando Pereira - Amphilóquio Guarisi Marques (Filó) - Mário Andrada e Silva - Arthur Friedenreich - Durval Junqueira Machado - Ernesto Pujol Filho (Netinho) - Mariano Procópio e Juan Mestre Alijostes. Agachados: Bartholomeu Vicente Gugani - Sérgio - Nondas - Júlio Kuntz Filho - Francisco Abate e Clodoaldo Caldeira.

No dia 8 de março aconteceu o primeiro treino e o primeiro jogo, no dia 15 de março de 1925, no estádio de Búfalos, em Mont Rouge, Paris. O adversário: a seleção da França.

O time do Paulistano deixou o futebol oficialmente em 15 de dezembro de 1929.

Toda essa façanha foi resgatada em um livro histórico, escrito curiosamente por um dos jogadores integrantes da equipe, Araken Patuska. “Os reis do futebol” demorou a ser lançado, em 1945, vinte anos após a importante conquista.

Literatura na Arquibancada agradece ao pesquisador e colecionador, José Renato Santiago pela cessão do exemplar raro de sua coleção.

Como pano de amostra de “Reis do Futebol”, o autor lançava na “Gazeta Esportiva”, de 11 de março de 1944 este artigo.

Por Araken Patuska


Estamos hoje a 19 anos de um dos maiores feitos do futebol brasileiro. Pois, meus leitores, por distinção do Sr. Antonio Prado Junior, presidente do C. A. Paulistano autor desta façanha, mereci a honra de ter sido incluído na luzida embaixada que conquistou para o Brasil um punhado de glórias e o título de “Reis do Futebol”. Justamente a 10 de fevereiro de 1925, embarcávamos em Santos, a bordo do vapor “Zeelandia”, do Loyd Real Holandês, com rumo a Cherburgo.

Chefiava a embaixada Orlando Pereira, veterano campeão do clube e diretor esportivo na época. Compunham a comitiva: arqueiros: Nestor de Almeida e Julio Kuntz, este já falecido; zagueiros: Clodoaldo e Caetano Caldeira, Luiz Lopes de Andrade e Bartholomeu Vicente Gugani, mais conhecido por Barthô, também falecidos, médios. Sérgio Pereira, Epaminondas Motta (Nondas), Francisco Abate, Maurício Vilela, Juan Mestres Alijostes e Seabra jogador do C.R. Flamengo, do Rio de Janeiro, atacantes: Amphilóquio Marques (Filó), Mario de Andrade e Silva, Arthur Friedenreich, Araken Patusca, do Santos F.C,  Ernesto Pujol Neto (Netinho), Antonio Carlos Seixas, Durval Junqueira, do C.R. Flamengo, e Miguel Feite, do C.A. Ipiranga.

A imprensa era representada pelos srs. Americo Neto, do Estado de São Paulo, e Mario Vespaziano de Macedo, do S. Paulo Esportivo, jornal de esportes daquele tempo, acompanhavam-nos ainda as sras. Mario Vespaziano de Macedo, Julio Kuntz e Sergio Pereira, com seu filhinho.


A bordo, o nosso “Chorinho” foi logo organizado. Fried ao violão, Miguel ao violino, Guarani, ao piano, Netinho na caixa de fósforos, que já era batida, acompanhando os sambinhas, e Araken Patusca, de chocalho em punho, era o “canteiro”. Grandes sucessos, bailes, exibições de maxixe, conquistas e “otras cositas”...foi mato...E quais arrojados bandeirantes, em busca de glórias, recebendo os rapazes do C. A. Paulistano, em Santos, Rio de Janeiro, em Salvador da Bahia, e Recife, os adeuses dos patrícios e os votos de vitórias, fomos até nosso destino.

De Cherburgo, onde tivemos que deixar os cigarros que lavávamos na Alfandega, ou pagar direitos para passar com eles, fomos a Paris. Noitinha, 7 horas, “gare du Nord”, primeira grande impressão da Cidade-Luz, movimento, corre-corre, trens que chegam e saem, tudo barulhento, tudo grandioso, escadas que levam às plataformas sem que necessitemos mover as pernas, taxis, destino Hotel du Mont Thabor. Juntinho à Praça da Concordia, a maior do mundo, jardim das tolherias cheio de história e poesia, mais de mil faróis de automóveis nos cegam na enorme praça, correm em todas as direções. Fim de inverno, capotas de carros ainda cobertas de neve, impressão primeira e maravilhosa. Um bom chá...cama e cansaço do dia de viagem por terra nos domina, dormimos sonhando com o nosso Brasil e o que se poderia fazer em Paris. Pela manhã, passeios de reconhecimento. Divisamos pertinho do hotel, o Café da Paz, centro dos brasileiros em Paris. Os grupos se dividem. Miguel Feite e Abate, mais afoitos, se metem pelos trens subterrâneos, e resulta que ficaram 3 horas, lá por baixo, fazendo baldeações e baldeações, estudando mapas, sem encontrar o caminho do hotel. Os grandes “boulevards” estão a dois passos. Paris é nosso...mas, há sempre o mas...seu Antonio nos chama, nada de ilusões, meninos, vamos mover as pernas, não bailando nos cafés, e sim em Saint Cloud, onde o Stade Français, clube que nos recebe, tem seu estádio.


Tomamos o ônibus, que nos leva a Floresta, agasalhados em excesso, frio intenso, gelados quase, saímos do carro, para o grande campo de esportes. Treinos, inverno a acabar, pernas duras da viagem, terreno naturalmente lamacento, ginástica e massagens para nos animar, William Gueraud, posto à nossa disposição, se mexe, Barthô sempre alegre, o apelida logo “Pilantrão”, ele gosta do apelido e ri satisfeito, torna-se grande amigo da rapaziada; nos serviu muito.

Ao deixarmos o campo acontece a primeira; foi com Netinho. Rumo aos vestiários, na porta está atravancando o caminho um rapaz simpático e sorridente. Netinho chega-se a ele, e diz, todo mesura e gentileza, permite a passagem, seu trouxa...e empalidece ao ouvir a resposta: –  “Pois não, meu caro patrício”!

Netinho não se dá por achado, abraça-o e tudo é levado em brincadeira, e como estas, dezenas delas. Voltamos a treinar sempre em S. Cloud, enquanto os uruguaios venciam quadros e quadros franceses por resultados pequenos e bastante difíceis. No dia 14 de março, somos chamados no hotel pelo nosso presidente, que nos diz: – Chegou a hora; vamos jogar amanhã e mister é que não se esqueçam que no Brasil estão de olhos fitos em nós; precisamos honrar nossas tradições de paulistanos e de brasileiros. Emoção na turma. Quem irá jogar, perguntamos a nós mesmos, alguns torcendo para não figurar e outros ansiando por ouvir seus nomes. Afinal, estoura a bomba. Vão jogar amanhã os seguintes rapazes. Silêncio, de ouvir o voar dos mosquitos. Sai o primeiro nome: Nestor, treme o garoto de 18 anos; Clodoaldo e Barthô, alegria nos dois zagueiros; Sergio, Nondas e Abate, satisfação. Agora os atacantes. Filó, outros dezoito anos em festa, Mario, Fried, Araken e Netinho. Abraços de boa sorte dos que não vão vestir as camisetas do Paulistano; não há substituição, por isso não há reservas.


A guerra de nervos aí iniciada só terminou quando, depois de ouvirmos postados diante da tribuna de honra de Bufalo, o estádio onde jogamos contra a seleção da França, o nosso Hino Nacional Brasileiro, com lágrimas nos olhos, vimos Mario de Andrade, 16 segundos após sofrermos o primeiro tento, empatar a partida; aí nos refizemos, aí surgimos como verdadeiramente éramos. O que foi a nossa reação, nos conta o resultado final, 7 a 2, com maior riqueza de detalhes que poderia contar a palavra aqui escrita. Um episódio contado por um jornal da época, diz o que foi essa luta titânica que nos premiou com o título dado pela crítica francesa de “Le rois du football” (Os reis do futebol). No estádio de Bufalo, o quadro brasileiro do C. A. Paulistano enfrentou a seleção da França. Nas arquibancadas estavam sentados junto a um grupo de brasileiros um senhor e sua gentil filha; ela mignon, delicada, fina e palradora, ele grandalhão, cabeleira, bigodes bastos e sarrentos – retira do canto da boca um respeitável cachimbo e refestelado na sua sapiência, obtemperou:

– Pardon, monsieur; le Brésil c’est une colonie argentine qui est um grand pays de L’Amérique du Sud. (Perdão, senhor; o Brasil é uma colônia argentina que é um grande país da América do Sul)
– Il n’y a pas de quoi. (Não tem de quê)
– Ah! Merci. (Oh!, obrigado)

Nesse momento, entram pelo pseudo gramado os brasileiros, na imaculada brancura de seu fardamento, intangidos de frio.


Desse modo, eles pareciam mais débeis e franzinos e davam-nos a ideia de um bando de níveas garças encorujadas pelo açoite cruel das nevadas...

Um sussurro, um murmúrio perpassou pelos espectadores: toda aquela mole humana parecia ter uma surpresa, um sentimento de alívio ao depará-los.

Apenas umas chochas palmas de pragmática saudaram-nos.

A nossa francesinha, não contendo a sua estupefação exclamou:

– Mon Dieu de la France! Ils sont trop petits! Mais ils sont blancs et pas sauvages… (Meu Deus da França! Eles são muito pequenos! Mas eles são brancos e não são violentos...)
  C’est vrai! (É verdade!) – respondeu o pai.
  Je crois que la victore est a la France: ils sont trop petits. (Eu creio que a vitória será da França: eles são muito pequenos.)
  Certainement! (Certamente)

Assomam ao campo os gauleses: estrugem os aplausos calorosos e a alma parisiense vibra em hinos de incitamento a seus defensores.

Colocam-se os contendores. Começa a peleja. “Les petits” (Os pequenos) mal se sustentam de pé: escorregam, fazem piruetas, patinam sobre um lençol de lama que lhes macula a brancura de suas vestes. E diante daquela assistência se não hostil, contudo indiferente – são tomados de indefinível nervosismo; suas pernas fraquejam, seus músculos bambeiam e a vista anuvia-se...Barthô, ao primeiro impulso escorrega e cai fragorosamente com grande gozo da assistência. Clodoaldo vem em seu auxílio e repete-lhe o feito: o povo não se contem e chasquea-os em vaias estrepitosas e chalaças cruéis.


Bardot, que carregava a bola, não encontra obstáculos ao seu desiderato e, sozinho, diante de Nestor envia-lhe formidável arremesso que ele não pode conter, devido ao estado precário do terreno. Um delírio inenarrável se apossa daquela colossal massa humana. Ouvem-se os comentários mais desairosos a nosso respeito: Hes ne sont pas les maitres du foot-ball! C’est um grand bluff. (Eles não são mestres do futebol! São um grande blefe.)

Amortecem os aplausos e, repentinamente, rompe o espaço um vibrante grito: Viva o Brasil!
Era a voz súplice da pátria distante. Como que um raio de energia suprema invadiu a alma daqueles “petits brèsiliens” (pequenos brasileiros), seus músculos se retezam, suas pernas se perfilam, e seus olhos se desanuviaram. E desse momento, eles só divisavam o auri-verde pendão da nossa terra a sossobrar...Fried grita: “o Brasil precisa vencer”, e célere toma da bola e relampejando passa a Araken e este ameaça arremessa-la e manda-la a Mario que por sua vez finta três adversários e estremece a rede francesa. E certamente ela teria dito: Les français ne sont pas grands...(Os franceses não são grandes). Eram passados 16 segundos do feito de Bardot. Os assistentes se estatelam de espanto. A tal francesinha emudece e de seus olhos se desfia um copioso rosário de pérolas.

Contudo, num esforço supremo, o mesmo Bardot, consegue, mais uma vez, vencer a habilidade de Nestor. Todavia, a voz da Pátria já se fizera ouvir e seus filhos não podiam renegá-la.


Fried após um rasgo fulmineo de perfectibilidade técnica faz a rede francesa dançar. O grupo de torcedores brasileiros delira de entusiasmo inaudito. E o público francês começa a compreender que “les brésiliens ne sont pas trop petits” (Os brasileiros não são muito pequenos).

Araken por duas vezes e magistralmente abate a maestria de Cottenet. Fried imita-o, e finalmente Filó como grande mestre, encerra a soberba contagem elevando-a 7 a 2. A nossa meiga francesinha, ainda palida e com os olhos em mar de lágrimas, apesar da dor intensa que lhe embarga a voz, balbucia: – Papa! les petits brésiliens sont de petits géants, et ils sont blacs et pas sauvages! (Pai, os pequenos brasileiros são pequenos gigantes, e eles são brancos e não violentos)

E depois abraços, somos cumprimentados pelo Duque de Orleans, e o príncipe D. Pedro não tomou conhecimento da lama, que nos sujara, e assim enlameados, mesmo, somos abraçados por sua alteza, num contentamento que jamais olvidamos. E depois festejamos nossa primeira vitória no dia 15 de março de 1925.

Abaixo, Literatura na Arquibancada resgata texto também publicado na obra de autoria do escritor Coelho Neto.

O “Grande Coelho Neto” escreveu


“O Clube Atlético Paulistano” entrou com o pé direito em Paris. No princípio do jogo, com o pé no lodo, como se achou, meteu os pés pelas mãos, não fazendo mais do que cair, não só no chão, enlameado, como no ridículo.

A assistência, diante de tantos e tão seguidos trambolhões rompeu em assuada vendo que os nossos rapazes, mais do que a bola de couro, andavam no campo aos boléos. De repente, porém, a um brado enérgico do capitão, que via as coisas em mau pé, puseram-se todos os do grupo firmes, tomando pé e começou desde logo a investida.

Ponta pé à bola era “goal” na certa e, do pé para a mão, os que já eram vaiados com o “vae victis!” passaram a ser aplaudidos e aclamados como senhores da situação. E não houve mais pôr-lhes pé adiante.

Tão ágeis se mostraram os jogadores nos passes e arremessos que aos franceses maravilhados parecia que os pés que por ali andavam não eram de homens, mas de vento, principalmente os de Friedenreich que valiam por dois ciclones.

Chegada do Paulistano ao Brasil.

E a França, por mais que se esforçasse, fazendo finca pé para não ser levada de vencida, não teve remédio senão render-se ficando aos pés do Brasil que, desta vez provou, e perante juízes íntegros de várias nacionalidades constituindo um Conselho Supremo de Nações, ou Liga, como agora se diz em estilo jarreteiro, que o Brasil sabe, pelo menos, onde põe o pé.

Aquilo mesmo das escorregadelas e trambolhões iniciais tenho, para mim, que foi ardil ou “truc” dos rapazes, um meio astuto de esconder o jogo no começo para dar mais brilho à vitória final.

Assim entraram fazendo corpo mole, pisando em pés de lã para, a súbitas, darem aquela formidável rasteira pondo em pantana o famoso “scratch” com o “score” de 7 x 2. O que muitas das tais embaixadas diplomáticas, que nos custam os olhos da cara, não conseguiram fazer com a cabeça, com as mãos e até com a língua, araviando discursos simpáticos, realizaram em hora e meia os rapazes, e brilhantemente, com os pés.

O Brasil tem hoje um pé na Cidade Luz, é o pé do Paulistano e por esse pé fica o mundo conhecendo o valor do colosso sul-americano como, segundo o adágio, pelo dedo se conhece o gigante.

Paulistano: 1ª apresentação após o retorno ao Brasil.

Ora, sendo o pé a base do corpo, pode o Brasil dizer ufano que está com os alicerces da sua glória firmados no poleiro de Chantecler, podendo doravante, cantar de galo ele que, até bem pouco, nem como pinto piava.

Dirão, agora as más línguas – e elas são tantas e afiadíssimas prontas sempre a nos cortarem a pele ! – que esse jogo foi o pé de que se serviu o Brasil para tornar-se mundialmente conhecido.

Mas não foi ele o único que entrou de pés nas terras europeias – os uruguaios impuseram-se  nas Olimpíadas pelos pés e os argentinos vão também pisando louros no velho continente e, onde quer que apareçam sul-americanos , não há quem resista de pé aos “shoots” que os tornaram famosos.

Está a questão neste pé, felizmente esportivo e não de guerra, e os franceses, sentidos das derrotas que lhes têm infligido nos seus próprios campos os bárbaros cá desta banda, estudam meios de descalçar a bota que lhes aperta o calo do amor próprio, calo que deve doer como mil diabos.


Pode ser que consigam alguma coisa, mas os nossos, que não põem pé em ramo verde, estão também tratando de melhorar o “team”, substituindo nele certos jogadores que reputam fracos. É o que se chama um remonte.

Eu, capitão do “team”, não consentiria na mudança deixando as coisas no mesmo pé porque esse, enfim, já conhece o terreno em que vai pisar, daí...Quem anda é que sabe onde lhe aperta o sapato.

A França não contava com o resultado do jogo e quando os brasileiros tiraram o pé do lodo marcando sete “goals” sobre 2 a surpresa foi grande.

Conhecesse ela o rifão dos nossos maiores, que diz: “Debaixo dos pés se levantam desastres” e certo não cantaria vitória antes de tempo, guardando o riso e as vaias para depois da fritura dos ovos...

Mas o que passou, passou. A verdade é que conseguimos por os pés em Paris...tratemos agora de entrar com o resto do corpo...e de cabeça.


3 comentários:

  1. Grande matéria, André Ribeiro. Sua sensibilidade faz dos seus textos e reportagens terem um "algo a mais" quando lemos e assistimos (como esquecer do Programa Grandes Momentos do Esporte?).
    A excursão do Paulistano foi uma viagem heroica do time de Fridenreich, já que o futebol brasileiro era conhecido apenas na América do Sul, por causa das competições Sul-Americanas.
    Parabéns!

    Abraço do Maurício Sabará

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  2. quando falou que o Miguel Feite se perdeu no trem....tenho alguma coisa a ver com ele.

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