sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Futebol: 10 x 0 no Estado de Direito

Muito próximo de o país sediar mais uma Copa do Mundo, o jornalista e escritor Luiz Peagê organiza uma obra fundamental, não apenas para a literatura como para o esporte mundial. “Futebol 10 x 0 no Estado de Direito” (Clínica Literária, 2013) é um mergulho profundo nos bastidores do poder (ou poderosos) do futebol. Um “time” de “craques” de primeiríssima linha traz reflexões importantíssimas para quem quer saber como alguns poucos se apoderaram do “evento” futebol.

Literatura na Arquibancada recomenda a visita ao site de Luis Peagê (www.luispeaze.com). Além da forma de como adquirir a obra, o leitor é brindado com belíssimas crônicas do autor, textos e muitas informações sobre diversas áreas.

Sinopse:


O Futebol dá uma goleada de 10 x 0 no Estado de Direito. Em pleno século XXI,  essa atividade humana coletiva, capaz de mobilizar milhões de pessoas, é comandada pelo IFAB, formado por quatro membros institucionais que se reúnem apenas duas vezes por ano, e um presidente, da FIFA, com poderes robustos eleito de modo discutível por alguns poucos indivíduos. Este é o fio condutor deste livro-reportagem que inclui importantes depoimentos: Profª Conceição Gomes, pesquisadora da Univ. Coimbra,  Zico, ícone mundial do futebol, Prof. Muniz Sodré, UFRJ, Andrew Jennings, jornalista da BBC que revelou escândalos da FIFA, Prof. Candido Mendes, reitor da Universidade Candido Mendes, membro da ABL e da Comissão Afonso Arinos, que inspirou nossa atual constituição, Prof. Dennis Coates, Universidade de Maryland, Renske Leijten, membro do Parlamento Holandês, único país que protestou contra as demandas draconianas da FIFA, e o renomado jornalista Juca Kfouri.

A propósito, o livro começa e termina com uma estocada na crônica esportiva. Futebol, Direito, Jornalismo esportivo e o grande público, assuntos de interesse de todos os cidadãos.


A franquia Futebol, multitudinária e multibilionária, gravita numa esfera paralela ao Estado de Direito, e apenas apropria-se de seus mecanismos. O aparato do Direito Desportivo funciona ora em harmonia, ora sob tensão dentro do pluralismo jurídico, mas não impede que o Futebol supere as bases do Constitucionalismo ao redor do mundo.

É muito poder concentrado, e é esta a lente de aumento que este livro-reportagem utiliza para investigar o assunto e sinalizar um caminho possível para a sociedade (re)instaurar o seu domínio sobre o patrimônio imaterial universal que é o Futebol.

Futebol 10 x 0 no Estado de Direito, Nos direitos de cada um de nós.

CONTRACAPA:


O jornalismo é responsável por boa parte desse fenômeno ambíguo que é o Futebol, que transporta significados positivos e, se não forem também negativos, no mínimo são muito difusos. O objetivo deste “livro-reportagem” é destacar esta face difusa, raramente percebida do grande público e mesmo dos seus atores principais. Um fenômeno de dimensão planetária.

***

Não há precedente desse fenômeno na história da nossa civilização: mesmo após inundar a paisagem mental coletiva – e não se trata aqui do inconsciente coletivo – o Futebol continuou sendo regulado pelos “guardiões das leis do jogo”, o IFAB e a FIFA, meia dúzia de indivíduos escolhidos ocasionalmente por outros poucos indivíduos. É muito poder concentrado e parece que ninguém contesta, pede mudanças, questiona todo esse poder.

***

Peazê traz à tona pontos emblemáticos das entranhas do futebol como ele realmente é, tentando provar o imenso poder concentrado nas mãos da FIFA e do IFAB; Juca Kfouri foi ao fundo das tripas onde as piores coisas acontecem neste esporte tão amado, que nos torna crianças, que nos seduz, que seduz o presidente de um país do mesmo modo que seduz um proletário; Andrew Jennings, jornalista escocês da BBC que investigou escândalos da FIFA e os revelou para o mundo, afirma que “a FIFA é uma organização do sindicato do crime”; Muniz Sodré faz uma análise filosófica e social do futebol mostrando os traços de seu sistema feudal de organização vigente até hoje; o Prof. Candido Mendes diz surpreso “isso não pode, a Constituição não permite!”; O Prof. Dennis Coates (EUA) aponta falsidades nas projeções dos benefícios dos mega eventos; Zico dá o seu depoimento e recomenda mudanças;

Orelha

Zico

“...muitas coisas podem e devem ser feitas para aperfeiçoar, sobretudo, as entidades de administração do futebol.”
Zico

– Não. O salário de ministro não é bom, não quero trocar São Paulo por Brasília, mas, principalmente porque não vou ter autonomia para ‘não´ receber o presidente da FIFA...; pior ainda, porque não será o ministro procurado, será o Presidente da República, que acolherá a FIFA“
Juca Kfouri (ao recusar convite de FHC para Secretário de Esporte)

“A política vigente no futebol corresponde a um comportamento social que se poderia chamar de “pré-capitalista – com a presença de “feudos” de poder na organização internacional do futebol”
Muniz Sodré

Profª Conceição Gomes

"o futebol de hoje é também o compadrio, a baixa política, a incompetência, os negócios escusos, em que milhões de pessoas projetam toda a insegurança, as carências e a subserviência até ao excesso da loucura. Será este o quadro social onde se insere o futebol dos nossos dias, nesta dinâmica controversa de paixões e de ídolos, imbrincados com altos interesses financeiros; longe da pureza que terá caracterizado os seus precursores e que alguns teimam em lhe reconhecer."
Profª Conceição Gomes - Observatório da Justiça de Portugal

Sobre o autor:

 
Luis Peazê é escritor, tradutor e jornalista. Publicou, entre outros, a História do gênero Crônica, O Elo Perdido da Medicina (co-autoria), Alvídia – Um Horizonte a Mais (aventura), Tabela Heurística do Treinador de Futebol e traduziu Por Quem os Sinos Dobram de Ernest Hemingway. 
www.luispeaze.com

Nota do autor:
A obra será inicialmente lançada em formato Kindle, exclusivo pela Amazon.com.br e Amazon.com . Subsequentemente, na versão impressa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário