quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fluminense: Duas vezes no céu


Nos últimos anos, para o bem da literatura esportiva, sempre que um clube conquista um título importante, seja ele nacional, estadual ou internacional, essa história acaba sendo transportada para as páginas de livros.

É o que o jornalista Paulo-Roberto Andel acaba de fazer, mais uma vez, com a dupla conquista do Fluminense. Ele acaba de lançar “Duas vezes no céu – Os campeões do Rio e do Brasil” (Editora 7Letras). Mais uma vez, porque ele já é autor de outro livro sobre o seu Tricolor, "Do inferno ao céu - A história de um time de guerreiros", também publicado pela editora 7Letras.

Literatura na Arquibancada apresenta abaixo as duas obras de Andel e ainda recomenda a visita ao blog www.panoramatricolor.com para o qual ele escreve regularmente.

Sinopse:

“Do inferno ao céu”

Dezembro de 2010. A torcida tricolor solta o grito de campeão brasileiro, após 38 partidas de muitas emoções, sofrimento, esperanças e luta, numa das maiores conquistas da história do clube. Arguto observador dos detalhes decisivos de cada confronto, legítimo seguidor da linhagem de Nelson Rodrigues, Paulo Andel é o perfeito cronista desta trajetória tricolor do inferno ao céu.

Seus textos foram escritos no calor da hora, a cada jogo, e retratam vividamente o carrossel de emoções que tomou conta da torcida desde a fuga do rebaixamento em 2009 até o tão sonhado título em 2010 – agora eternizado num livro que irá conquistar todos os tricolores de coração.


Sinopse:

Duas vezes no céu – Os campeões do Rio e do Brasil

Depois de conquistar os corações tricolores narrando a inesquecível saga do “time de guerreiros” – que saiu da lanterna em 2009 para o título em 2010 – no épico Do inferno ao céu, o cronista Paulo-Roberto Andel mostra mais uma vez que é pé-quente: agora em dose dupla, num ano mágico em que o Fluminense venceu o campeonato carioca e o brasileiro de 2012 sem dar chances aos adversários.

É esta nova saga de um time tantas vezes campeão que o leitor encontrará aqui, jogo a jogo, lance a lance: das defesas salvadoras de Diego Cavalieri aos golaços decisivos do artilheiro Fred, passando por um elenco de craques que soube honrar como poucos as três cores que traduzem tradição.

QUARTA CAPA

Duas vezes no céu – Os campeões do Rio e do Brasil

“Quarenta e três minutos do segundo tempo. Uma bola do meio para a direita. Jean, fera do começo ao fim do ano, dominou na lateral, ergueu a cabeça e viu Fred pedindo a bola na marca do pênalti.

Cruzou com eficiência. O artilheiro foi a própria águia do Atlântico Sul em campo: olhou, mirou e fuzilou Bruno sem piedade – de pé direito, no meio do gol – para levar o nosso amado time ao tetracampeonato que nos escapou pelos dedos ano passado.

O placar emblemático de 3x2 é uma tatuagem em nossa pele de glórias.

O chute de Fred foi um tiro de fuzil nos rancores, nas maledicências, no jogo torpe e vil que se estabeleceu nos meios de comunicação para tentar tirar do Fluminense o que pareceu tão óbvio desde o começo – a taça de maior do Brasil. Foi o suficiente para que nossa torcida gritasse a plenos pulmões pelos quatro cantos do continente.

No bar, trocamos um abraço sem fim, o abraço de um amor infinito que repousa no coração de todos aqueles que têm no Fluminense o seu exercício de beleza, poesia, paixão e fé. A fé que não costuma faiá.

A fé dos tetracampeões de corpo e alma.”

Crônica
Duas vezes no céu (publicado no www.panoramatricolor.com em 11/11/2012)
Por Paulo-Roberto Andel

Fluminense, campeão carioca 2012.
Não chegamos até aqui à toa. E nem foi a primeira vez este ano. O Fluminense começou 2012 como sempre: sob a desconfiança e as galhofas dos que se prostituem malversando o nome do jornalismo. E tropeçou. E quase não foi à final da Guanabara. Mas o Vasco foi gigante, teve dignidade, fizemos a nossa parte e vencemos o turno quando as luzes da cidades foram mais brilhantes.

Ao fim, os 4 x 1 demolidores comandados pelo golaço de Fred selaram o título tão esperado há sete anos. Moura deu o golpe final. Fomos os grandes campeões do Rio.

Mais uma vez, fizemos a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Num momento capital, sem nossos grandes craques, caímos de pé diante do gigante das América, o Boca Juniors, o mesmo que vencemos com tamanha autoridade em La Bombonera. O mundo já foi nosso e voltará a sê-lo. A América é questão de tempo – ela virá.

Veio o campeonato brasileiro que, ano passado, nos escapou pelos dedos. Rodada a rodada, fomos provando nossa força. Como sempre, o circo da “informação oficial” deu todo seu favoritismo ao Atlético Mineiro. “O São Paulo vai chegar!”, “O Grêmio é forte!”, “O Vasco está há 50 rodadas no G4”, “Dessa vez o Botafogo vai!”. O Fluminense não constava do circuito oficial de favoritos nem quando se tornou líder do campeonato.

Mas não precisamos disso. Não precisamos das redações, dos estúdios, da imprensa convencional em geral. Jogo após jogo, o Fluminense foi letal. Mortífero. Soube chegar ao topo para nunca mais largá-lo. A águia do Atlântico Sul deu seu bote primordial, levou sua presa para o fim e mergulhou no infinito do céu.

Duas vezes no céu.

Heróicos como sempre. Heróicos como em 1995, não à toa pelo placar emblemático de 3 x 2 que traz luto aos caluniadores. Quanto mais tentam menosprezar o Fluminense, ele se torna um gigante indestrutível de dois mil séculos.

Estamos duas vezes no céu neste ano. Viemos duas vezes. Permanecemos. É a nossa infinita sina. Há quem cante em vencer e vencer, nós nos satisfazemos com os títulos que temos.

Olhemos para 2008 e 2009. Vivemos alegrias, dores e delírios. Veio um 2010 fantástico. Em 2011, fizemos uma ótima campanha. Agora, o Rio e o Brasil são nossos.

Somos o azul da paz duas vezes no céu, com nossas cores tricolores.  Somos imortais. A morte não existe. Somos os campeões do Rio e do Brasil. Somos os campeões de terra, mar e ar.

O ódio, a infâmia e os descalabros dos falsos jornalistas estão ao chão, em pleno rastejamento. E como lhes dói essa vitória imperecível! E como remoem ao lado das carpideiras rancorosas e dos contras.

Daqui de cima, é fácil saber o que enxergamos: nós os rebaixamos para sempre. A série que lhes cabe pagar é a do descaso, a do descrédito. A campanha do penta com cinco não espera.

A Guanabara será ainda mais linda em 2012, como se fosse Juliana. O Brasil será pouco diante da grandeza do Fluminense. Permitam-me a economia das palavras. As lágrimas de um tetracampeão persistem.

Sobre Paulo-Roberto Andel:
Paulo-Roberto Andel escreve regularmente sobre o Fluminense e o futebol em geral no site Panorama Tricolor (www.panoramatricolor.com). Em 2010 publicou pela 7Letras
Do inferno ao céu – a história de um time de guerreiros, que contra a trajetória do Fluminense nos anos de 2009 e 2010.

Um comentário:

  1. O Fluminense é um time dos milagres mesmo e isso acontece desde a época do Tele como jogador rs.

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