quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Almanaque do Santos FC


Atenção santistas do planeta bola. Uma obra fundamental, principalmente, para estudantes, pesquisadores, colecionadores e jornalistas esportivos. Após muitos anos de pesquisa, o professor Guilherme Nascimento e a editora Magma Cultural estão lançando o Almanaque do Santos FC. Uma obra de “fôlego”, com todas as partidas disputadas pelo clube em mais de 100 anos de história.

Nele, o leitor encontra quem jogou, quem fez o gol, quando e onde foi realizada a partida, assim como observações e curiosidades feitas pelo pesquisador e autor, Guilherme Nascimento. São mais de 5.600 fichas técnicas !!!


Entre tantos jogos, curiosidades desconhecidas até mesmo pelo clube, pelo menos até agora: uma vitória de 10 a 0, em 1919 e um jogo-treino na Costa do Marfim, na África, em que Pelé atuou como goleiro pelo Santos no primeiro tempo e, no segundo tempo, atuou ao lado dos africanos.

Um clube como o Santos FC, que já foi visto por mais de 18 milhões de pessoas em estádios  espalhados pelo mundo inteiro, merecia uma obra como essa. (Obs: a editora Magma Cultural informa que o livro estará a disposição para venda a partir do dia 16/01/2013, mas se você, leitor, quiser garantir o seu, pode acessar a pré-venda por aqui http://editoramagma.com.br/products/almanaque-do-santos-fc.html

Literatura na Arquibancada agradece ao professor Guilherme Nascimento pelo envio de seu texto de apresentação, além de uma das fichas técnicas publicadas na obra.

Sobre o Almanaque
Por Guilherme Nascimento


Caro amigo apaixonado pelo futebol brasileiro e pelo Santos FC: esse trabalho é para você.

Não é uma obra perfeita, isenta de falhas, porém, creio que seja um dos mais completos levantamentos de resultados de jogos produzidos para um clube brasileiro. É o fruto de mais de 40 anos de pesquisas intermináveis, iniciadas com a despretensiosa anotação dos jogos do alvinegro no ano de 1970, num caderno escolar, no meio das férias de verão.

Foi assim que nasceu esse levantamento... querendo saber quantos gols Pelé já tinha feito após o milésimo em 17 de novembro de 1969.

À medida que fui crescendo, as anotações foram ficando desatualizadas e era mais fácil simplesmente guardar as fichas das partidas, depois guardar livros, revistas e jornais que continham resultados de décadas anteriores.


Até que, após a conquista do Campeonato Brasileiro de 2004 (o oitavo título Brasileiro), resolvi montar o "Almanaque" do Santos FC! Acreditava que em um ou dois anos terminaria... Um engano terrível... foram 7 anos de correções, descobertas e um intercâmbio interminável com diversos pesquisadores, até chegar no material deste livro.

Posso dizer que não foi um trabalho exclusivamente individual, e sim, coletivo.

Vários santistas auxiliaram na busca de informações dadas como perdidas... é necessário citar o Guilherme Guarche, o Wesley Miranda, Pastor Evaldo, Almir "enciclopédia" Spínola, o incrível Marcelo Fernandes, o Carlos Alejandro e o Amauri Robinson. Assim como tenho que agradecer aos tricolores Marcos e Antonio (meus irmãos são-paulinos que forneceram diversas informações valiosas), ao tricolor Alexandre Magno (verdadeiro "Doutor" em Fluminense), além das dezenas de pesquisadores que pude trocar informações nestes últimos anos.


Porém, como já escrevi acima, o Almanaque não está "acabado"... equívocos podem e devem surgir. No entanto, o trabalho apresentado é fruto daquilo que foi pesquisado, anotado e descoberto nas leituras de jornais (A Tribuna, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil) na revista Placar, no arquivo de ofícios recebidos e enviados do Santos FC (período de 1912 a 1933) e na enorme quantidade de sites e blogs.

Muita polêmica, muitos debates antecederam a conclusão do Almanaque. Espero que o produto final esteja a altura da estupenda história do Santos FC.

Muito obrigado a todos.






A segunda década - O mítico ataque dos 100 gols
(2ª década - 1922/ 1931)

Santos FC década de 1920.

Os primeiros anos da 2ª década (1922, 1923 e 1924) foram bem difíceis... as derrotas se acumulavam e  o time não conseguia sequer a classificação para o 2º turno do Campeonato Paulista. Títulos apenas em Taças de partidas únicas, que serviam de consolo para os jovens dirigentes santistas.

No ano do centenário da Independência do Brasil (1922) um fato muito importante e pouco conhecido: jogos contra 3 seleções Sul-americanas, Chile, Paraguai e Argentina. Porém, essas partidas não são consideradas como oficiais, pois o alvinegro apresentou-se como um “combinado”. Um destes combinados foi com a seleção Argentina, contra o Paraguai (ver esses jogos na sessão “combinados”).

Araken Patuska surge em 1923, e em 1924, Omar, Siriri e Camarão são integrados ao elenco santista.  A linha mestra do ataque dos 100 gols começa a ser montada.

Araken Patuska

Ainda em 1924 uma nota muito triste: falece Ary Patuska, exímio cabeceador e grande goleador da primeira década.

A equipe santista vai ganhando entrosamento e chega à 4ª colocação nos Campeonatos Paulistas de 1924 e 1925.

A primeira excursão interestadual foi em 1926, com jogos em Curitiba. Ainda no mesmo ano, a conquista do Torneio Início Extra (Primeira competição de âmbito estadual vencida pelo alvinegro).

O ano de 1927 é um marco na história santista, com a solidificação do ataque dos 100 gols; participa da inauguração de São Januário (maior estádio do Brasil em 1927) e a presença de Feitiço é a principal marca do demolidor esquadrão santista. A campanha não é coroada com o título graças aos caprichos da arbitragem na partida final contra o Palestra Itália, na Vila Belmiro, já em 1928.

Feitiço

Feitiço é suspenso pela direção santista no final de 27, retornando à equipe apenas em 1928. Nesse intervalo de tempo o alvinegro vence mais um Torneio Início (1928).

Em 1929, conquista a Taça “A Capital”, pelo 3º Vice Campeonato Paulista consecutivo (1927, 1928 e 1929). Retorna a participar da Liga Santista, através do Santos-Extra e ganha (pela 3ª vez) o Campeonato de Santos. As partidas do Santos-Extra não são consideradas como oficiais.

O Campeonato Paulista de 1930 consagra a Via Belmiro com o apelido de “alçapão”, pois o alvinegro não perdia pontos em seu campo, ficando invicto ao longo do ano. Ainda em 1930, uma partida que figura entre as maiores glórias do alvinegro: a goleada sobre a Seleção da França (6x1)! Um baile, onde os franceses pensavam que haviam enfrentado a Seleção Brasileira.

Novamente é vice-campeão Paulista em 1931. A Vila Belmiro recebe iluminação artificial, num grande evento contra a Seleção Santista.

A década termina com a saída de Feitiço e a queda de rendimento do alvinegro.     

2 comentários:

  1. Excelente post. Já está marcado nos meus favoritos. Adorei este site ao ler vi que era o que eu estava procurando, Estou ansiosa para ler seu próximo artigo, parabéns.e muito Swing um abraço

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  2. Santos é realmente um gigante

    Mesmo sendo Acompanhante de SP sei disso

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