sábado, 29 de dezembro de 2012

Megafone do esporte: a nova diretoria do Flamengo

Arte Zuca Sardan
Desde o dia 15/12/2012, um espaço nobre dentro do conteúdo do Literatura na Arquibancada. Deixa Falar: o megafone do esporte surgiu da cabeça de um mestre, o historiador e apaixonado pelo esporte (especialmente quando o tema for o seu querido Botafogo), Raul Milliet Filho.


Deixa Falar: o megafone do esporte é um espaço que estará aqui no Literatura na Arquibancada , no blog do Juca e na Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br) quinzenalmente, sábado sim, sábado não, debatendo o esporte em geral e o futebol em particular, dialogando com a História, Política, Música, Economia, Literatura, Cinema, Teatro, Humor etc.

O Megafone do esporte não tem medo de bola dividida e não vai tirar o pé diante de fatos cotidianos polêmicos, como a privatização do Maracanã e os mandatos quase vitalícios de cartolas em seus cargos.

Arte Zuca Sardan

Mas tudo sempre pautado pelo bom humor e aberto ao contraditório, pois Megafone que se preze não é dono da verdade: Deixa Falar.

O time do Deixa Falar: o megafone do esporte tem treze participantes (confira no final o time de craques). O grupo é plural, com opiniões diferentes nos assuntosnas ideias e também nas idades de seus componentes, que variam dos 30 aos 80 anos.

Nesta segunda edição, a reflexão sobre os novos rumos do clube de maior torcida no Brasil, o Flamengo, com a eleição de Eduardo Bandeira de Mello, ex-diretor do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento.

E a modernização voltou ...(sobre a nova diretoria do Flamengo)
Por Luiz Carlos Ribeiro

Arte Zuca Sardan

O entusiasmo do jornalista Juca Kfouri em relação à eleição da nova diretoria do Flamengo, ocorrida em três de dezembro último, dá alguma mostra de como o conceito de “modernização” tornou-se banal no futebol brasileiro.

Juca foi um dos primeiros jornalistas profissionais a levantar a bandeira da modernização do nosso macunaímico futebol.

A conjuntura era o final dos anos 80 quando alguns diretores de clubes, aproveitando a crise financeira e política que passava a CBF, resolveram organizar por conta própria o campeonato brasileiro e, por extensão, fundar uma liga independente, que ficou conhecida como Clube dos 13. Na ocasião Juca era diretor de uma das mais influentes mídias esportivas, a revista Placar (Grupo Abril) e não apenas apoiou a “Copa União”, como via na embrionária liga um sinal de rompimento com a arcaica e corrupta CBF, bem como a perspectiva de alcançar a desejada modernização do futebol brasileiro.

Quando em 2011 uma nova crise atingiu no Clube dos 13 – que acabou resultando no seu fim trágico – Juca Kfouri (em tom melancólico, como exigia a ocasião), vaticinou a morte da modernidade que a liga, afinal, nunca havia completada. O título de sua crônica era emblemático: “Nascimento e agonia do Clube dos 13”.

“Conto aqui o que vi, e poucas coisas vi tão por dentro em minha vida de jornalista como o nascimento do Clube dos 13 e da Copa União. Como vi o começo lento e gradual de sua decadência. Curiosa e dramaticamente, sua implosão se dá quando parecia ressurgir, embora, agora, pareça mais que tenha sido aquela famosa melhora do doente antes de morrer”.(1)

Eduardo Bandeira de Mello

Agora, quando eleita a nova diretoria do Flamengo, reaparece o velho discurso da modernidade. O presidente eleito, Eduardo Bandeira de Mello (ex-diretor BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento), montou uma equipe composta de pesos pesados do empresariado nacional. De acordo com o noticiado pela imprensa, nomes como Flavio Godinho, executivo da MPX; Rodolfo Landim, ex-executivo da BR Distribuidora e OGX; Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky e Carlos Geraldo Langoni, ex-presidente do Banco Central do Brasil serão os arquitetos da neomodernidade flamenguista.

Perguntado em entrevista ao LANCE!Net sobre qual o carro-chefe da sua proposta, Bandeira de Mello afirma entusiasmado:

“É a equipe que nós temos e a proposta de modernidade e foco na gestão. Queremos a profissionalização do clube. Temos uma equipe de executivos bem-sucedidos na vida empresarial. Ao anunciar um vice-presidente eu me sinto como se fosse o Presidente da República anunciando um ministro. Esse nosso time poderia compor um ministério da República ou secretariado importante. O Flamengo nunca teve em sua administração pessoas do calibre, da competência e da credibilidade desses vice-presidentes que estamos anunciando aos poucos”.(2)


Sobre a dívida financeira que acumula o clube, Bandeira de Mello não é menos modesto: “Nosso homem da reestruturação da dívida será o professor Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e que lidou com a dívida externa na época mais barra pesada que remonta às negociações com o FMI e o Clube de Paris.”

Sobre essa postura de modernidade e profissionalização, Juca é mais reticente que entusiasmado. Afinal, não seria esse apenas mais um discurso?

“Eduardo Bandeira de Mello é o nome da nova esperança da maior torcida do Brasil, a do Flamengo. (...) Bandeira de Mello, ex-diretor do BNDES, ganhou com facilidade com 1.414 votos do total de 2.675 eleitores, e promete profissionalizar o Flamengo, com apoio do ídolo Zico. Tomara que cumpra e que não seja mais uma decepção, como a própria Patrícia Amorim” (...) (3)

De forma diversa, chama atenção o entusiasmo de um personagem chave nessa curta e mal-aventurada modernização do futebol brasileiro, o empresário e escritor da área de marketing, João Henrique Areias:

“As entidades esportivas brasileiras (clubes, federações e confederações) precisam rever e modernizar seus sistemas de gestão para fazer frente aos novos desafios da indústria do esporte. Profissionalização, boa governança, credibilidade, são mais que atributos, são fatores críticos de sucesso para o desenvolvimento do esporte nacional.

Por esta razão, não tive dúvidas em apoiar e ajudar na coordenação do Eduardo Bandeira de Mello, de forma voluntária.

Ele e o grupo formado por empresários de reconhecida competência, são uma benção não só para nosso Flamengo, mas com capacidade de influenciar e modificar usos e costumes viciados do nosso esporte”.(4)

Arte Zuca Sardan

Areias, para quem não lembra, foi figura decisiva, anos de 80, na construção do sistema de venda dos jogos para as redes de TV, em especial a Rede Globo. Era uma parceria que fazia parte do pacote da modernização, pois teoricamente possibilitaria aos clubes aumentar suas rendas e sair da miséria e do endividamento.

Desse então, muita coisa mudou, mas a divisão entre o arcaico e o moderno continua uma linha tênue e quase invisível. Os ventos que sopram da CBF, sob a presidência de José Maria Marin, e as promíscuas relações entre público e privado, envolvendo os gastos com Copa de 14, entusiasmam menos ainda. Nesse sentido, acompanho o ceticismo de Juca Kfouri.

(1)    Folha de S.Paulo. 1º mar. 2011. Disponível em: <http://blogdojuca.uol.com.br/2011/03/nascimento-e-agonia-do-clube-dos-13/>. Acesso em 13 abr. 2011
(4)    Areias, João Henrique. Por que votar na Chapa Azul nas eleições do Flamengo. Blog do Juca Kfouri, 30.11.2012.

Sobre Luiz Carlos Ribeiro:

Luiz Carlos Ribeiro é professor do Departamento de História da UFPR e coordenador do Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade.

*Deixa Falar: o megafone do esporte, espaço de debates idealizado e editado por Raul Milliet Filho.  






Sobre os autores do Megafone do Esporte:


Ademir Gebara – graduado em História e Educação Física, mestre em História pela USP, PH D em História pela London School of Economics and Political Science, ex-diretor e coordenador de Pós da FEF Unicamp, professor visitante Universidade Federal da Grande Dourados.





Antonio Edmilson Rodrigues – é América, livre docente em História, professor da UERJ e da PUC-RJ, pesquisador de História do Rio de Janeiro, escritor de temas vinculados à história urbana, coordenador do projeto Conversa de Botequim e autor de João do Rio, a cidade e o poeta.




Bernardo Buarque – professor da Escola Superior de Ciências Sociais (FGV) e pesquisador do CPDOC/FGV. `É editor da coleção Visão de Campo (7 Letras). Em 2012, publicou o livro ABC de José Lins do Rego (Editora José Olympio).






Flavio Carneiro – é botafoguense, além de escritor, roteirista e professor de literatura na UERJ.www.flaviocarneiro.com.br.









José Paulo Pessoa – é botafoguense, ator, advogado, que achava o Didi mais impressionante que o Garrincha (que foi o maior que já vi!). Diretor, cantor e compositor do Bloco das Carmelitas, de Santa Teresa (RJ).








José Sebastião Witter – é torcedor do São Paulo, professor emérito da USP e professor normalista.









Marcelo W. Proni – economista, doutor em Educação Física pela Unicamp, professor do Instituto de Economia da Unicamp, torcedor do Botafogo de Ribeirão Preto.









Marcos Alvito – é carioca de Botafogo e Flamengo até morrer.  É um antropólogo que dá aula de História na UFF desde o longínquo ano de 1984.  Perna-de-pau consagrado, estuda um jogo que nunca conseguiu jogar direito: o futebol. Mas encara qualquer um no futebol de botão.






Ricardo Oliveira – é Vasco, jornalista, educador da prefeitura do Rio de Janeiro e pesquisador da História do futebol. Coordenador da pesquisa do livro Vida que Segue: João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970.






Wanderley Marchi Jr – doutor em Educação Física e Sociologia do Esporte e professor da Universidade Federal do Paraná/BRA e da West Virginia University/USA.








Raul Milliet Filho – é botafoguense, mestre em História Política pela UERJ, doutor em História Social pela USP. Como professor, pesquisador e autor prioriza a cultura popular. Gestor de políticas sociais, idealizou e coordenou o Recriança, projeto de democratização esportiva para crianças e jovens. Escreveu Mario Monicelli e o samba carioca: um diálogo possível e irreverente, para o  XXVI  Simpósio Nacional da Anpuh( Associação Nacional de Historia) em 2011 e que pode ser acessado aqui: http://www.snh2011.anpuh.org/resources/anais/14/1308100822_ARQUIVO_MarioMonicellieosambacarioca.pdf.


Zuca Sardan (Carlos Felipe Saldanha) – Nasceu no Rio de Janeiro em 1933, mas vive em Hamburgo. Estudou arquitetura, mas fez diplomacia. Estudou desenho, mas fez letras. Hoje dedica-se a desenhos, vinhetas, poesias e folhetins. Entre seus livros, estão: Ás de colete, poesias, desenhos e Osso do Coração.






Confira os outros artigos já publicados do Deixa Falar: o megafone do esporte:


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Luiz Noriega: Onde você está?


O jornalismo esportivo perdeu nesta semana uma de suas referências. Luiz Noriega fez parte de uma das equipes mais famosas da TV brasileira, quando era narrador na TV Cultura de São Paulo, na década de 1970. Criador de um estilo incomparável na narração do gol, no futebol, Noriega deixou, além de sua história no jornalismo esportivo, a herança de seu DNA, com o seu filho Maurício Noriega, comentarista esportivo do canal SPORTV e da Rede Globo. “Nori”, como é tratado pelos mais próximos, apesar da dor da perda, deixou para a literatura esportiva uma belíssima crônica sobre a partida do pai. O texto foi publicado em seu excelente blog, http://blogdonori.blogspot.com.br/2012/12/onde-voce-esta-eu-atendia-o-chamado-no.html

Onde você está?
Por Maurício Noriega


Eu atendia o chamado no telefone e vinha aquela voz potente, de trovão:

- Onde você está?

- Em casa, pai, você ligou para minha casa.

Ríamos juntos disso, incontáveis vezes.

E foi assim durante muitos anos.

Eterno desligado, meu pai sempre me telefonava em minha casa e perguntava onde eu estava, pensando que tinha ligado para o celular.

Talvez tenha sido o instinto paternal, que ele sempre teve aflorado.

Hoje sou eu que pergunto: onde você está?

Choro ao saber que não ouvirei mais aquela linda voz ao telefone, e pessoalmente.


Mas sei que ele está coberto de luz, acompanhado por seus amigos e familiares que o antecederam nesse processo.

A resposta está nas lembranças que temos e teremos aos milhares.

Fecho os olhos e o escuto me chamar de Piqueta, a solução que encontrei para a dificuldade de falar Picareta quando era criança, e ele transformou em apelido.

Vejo a relação especial que ele tem com minha mãe, um companheirismo firme e amoroso. Porque sei que ele estará sempre por aqui com sua presença.

Mas, que diabos!

Como dói saber que a voz agora está nas fitas, no Youtube, na memória afetiva de milhões.

Tantos jogos que vimos juntos, tantas férias, tantas viagens, conversas, taças de vinho, abraços, olhares.


Felizmente, ao contrário do andróide de Blade Runner, elas não se perderam no tempo, como lágrimas na chuva.

Como Diana Ross cantou para Marvin Gaye, eu tentei estar aí, mas você não me deixaria entrar.

Como Phil Collins cantou, ouvindo discos enquanto você assistia TV, não passei o tempo que poderia ter passado.

Ou melhor, passei, sim. Passei, passamos eu, você, mamãe, irmãs, família, amigos. Porque sabemos lá como passa o tempo?

Lembro de ver o Pelé tratando o Luiz como um velho amigo, do Moreno pedindo conselhos, do Marcel chamando você de senhor, do Adhemar Ferreira da Silva te abraçando como velho amigo, da Paula te dando um beijo carinhoso de filha, do Brandão telefonando em casa.


Dos churrascos em Indaiatuba, das árvores que você plantou, dos conselhos, das críticas pontuais, dos trotes que você passava nos amigos, do seu espanhol perfeito, das músicas do Alberto Cortez que você ouvia chorando, lembrando do vovô Epifanio e da sua amada Espanha.

Agora sou eu que pergunto onde você está?

Fecho os olhos e sei que você responde, com esse vozeirão maravilhoso:

- Com Deus e com vocês.

Sobre Maurício Noriega, acessar artigo do Literatura na Arquibancada:


Retrospectiva LA: 2012 o ano de vários centenários



Na série especial Retrospectiva do Literatura na Arquibancada, 2012 foi um ano marcado pela comemoração de vários “centenários”. De clubes a personagens históricos do futebol e da literatura brasileira.


Um dos artigos mais acessados neste curto espaço de tempo de existência do Literatura na Arquibancada continua a ser sobre o mestre da literatura Jorge Amado:


Outro mestre que completaria 100 anos em 2012, só que dentro das quatro linhas, é Domingos da Guia, um dos maiores zagueiros na história do futebol mundial:


2012 também foi o ano do centenário do maior cronista da literatura esportiva: Nelson Rodrigues. Literatura na Arquibancada, infelizmente, não conseguiu viabilizar (como havia prometido) o evento presencial em sua homenagem, mas deixou aqui vários artigos especiais em sua memória. Abaixo, todos os artigos que o LA publicou. Destaque para a mais acessada de todos, a última crônica escrita por Nelson Rodrigues:










O irmão de Nelson Rodrigues, Mário Filho, certamente ficou feliz, lá do céu, com a efeméride do centenário do maior clássico do futebol brasileiro criado por ele: 100 anos do FlaxFlu.





Mário Filho

E um artigo especial sobre o “pai” do FlaxFlu, Mário Filho, “o criador das multidões”:



2012 também foi ano de comemorar o centenário do primeiro jogo disputado pelo Flamengo. Na série especial, livros e personagens históricos do rubro-negro:










Outro clube centenário em 2012 é o Santos Futebol Clube, de Pelé, Neymar e companhia. Literatura na Arquibancada destacou os vários lançamentos de livros importantes para a literatura esportiva brasileira:







quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Retrospectiva LA: os lançamentos de 2012


No terceiro artigo da Retrospectiva 2012 do Literatura na Arquibancada, algumas dicas de livros lançados neste ano que enriqueceram as prateleiras dos amantes da literatura esportiva. Boas dicas para leitura durante as próximas férias. Entre no site e pesquise outros lançamentos: www.literaturanaarquibancada.com


Sócrates e suas crônicas publicadas na revista CartaCapital: "Sócrates, Brasileiro".


Vampeta, o “velho Vamp”, em um livro para torcedor de qualquer time morrer de rir e conhecer os bastidores do mundo da bola: "Vampeta - Memórias do Velho Vamp".


Os vinte anos da conquista mundial do São Paulo Futebol Clube: “1992 – O mundo em três cores”.


A biografia do goleiro Marcos, escrita por Mauro Beting: “Nunca fui santo”.


E ainda outro livro sobre o goleiro santo, escrito por Celso de Matos Jr: “São Marcos - De Palestra Itália”.


Um livro obrigatório para estudiosos dos vários fenômenos do futebol brasileiro. O mais terrível deles, a violência no futebol, é analisada em detalhes pelo craque da academia, Maurício Murad: “A violência no futebol”.


Para os rubro-negros o ano foi de fartura. Vários livros lançados, especialmente em homenagem a conquista do mundial interclubes de 1981. Mas há também a reedição de um livro histórico: “O vermelho e o negro – Pequena grande história do Flamengo”, de Ruy Castro.


No ano do centenário do Santos Futebol Clube, um livro fundamental para se compreender a genialidade de Pelé e do Santos na década de 1960 é a biografia do parceiro do rei, Coutinho: “9 de ouro – Coutinho, o Gênio da Área”.


O filme estourou nos cinemas. E o roteiro foi inspirado em um livro obrigatório: “Nunca houve um homem como Heleno”.  Marcos Eduardo Neves é o autor da biografia de Heleno de Freitas, um craque genial e genioso.


Tostão, um dos craques na conquista do tricampeonato mundial brasileiro de 1970, deixou os gramados e virou um dos maiores cronistas do país. Cronista no melhor sentido da palavra: um dos poucos profissionais a refletir em prosa o futebol mundial: “A perfeição não existe”, uma coletânea das crônicas de Tostão no jornal Folha de S. Paulo.



E nos esportes olímpicos, imperdível é a obra da psicóloga do esporte, Dra. Katia Rubio:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Retrospectiva LA: craques das palavras


Mais um post da Retrospectiva 2012 do Literatura na Arquibancada. Na verdade, apresentamos abaixo personagens que tiveram suas atuações profissionais destacadas, na literatura ou no jornalismo esportivo, desde o início das atividades do Literatura na Arquibancada, em outubro de 2011. Nomes consagrados com histórias de vida inspiradoras.


Milton Leite, narrador do canal SPORTV e da Rede Globo é até hoje um dos posts recordistas do LA:


Companheiro de Milton Leite no canal SPORTV, o jornalista Maurício Noriega é o que podemos definir como a grande revelação do jornalismo esportivo nestes últimos anos. Um comentarista de primeira:


Ele passou recentemente uma grande dor. Mauro Beting, o multimídia do esporte brasileiro, perdeu a referência inspiradora do pai, Joelmir, mas segue com seus inúmeros projetos na literatura, jornalismo, cinema e o que pintar pela frente:


Um repórter de altíssimo nível e com muitas histórias para contar. Wanderley Nogueira é “o repórter”:


São raros os jornalistas que sabem separar a paixão clubística no exercício da profissão. Uma das raras exceções é Celso Unzelte, corintianíssimo assumido, já escreveu livros sobre alguns dos principais clubes brasileiros. E com a categoria de sempre. Não é a toa que é um “louco por futebol”.


Ex-jogadores sempre tentam seguir carreira fora dos gramados na imprensa esportiva. São raros os nomes que conseguem sucesso na nova profissão. Um deles é Tostão, um cronista de mão cheia.


Ele é um dos críticos mais rigorosos das estruturas do futebol brasileiro. Juca Kfouri tem muita história para contar no jornalismo esportivo. Muitas delas já viraram livros.


Um dos jornalistas brasileiros com maior número de livros publicados na literatura esportiva é Orlando Duarte, uma verdadeira lenda do jornalismo brasileiro. Mais do que isso, uma verdadeira Enciclopédia.


Ele foi um dos homenageados de Natal do Literatura na Arquibancada, em 2012. Teixeira Heizer, 80 anos de amor ao futebol.


O segundo homenageado de Natal do Literatura na Arquibancada é José Renato Sátiro, dono do maior acervo histórico do futebol brasileiro.


E um dos homens responsáveis pela sobrevivência da literatura esportiva no mercado de livros é José Pontes, um apaixonado pelo mundo dos livros.


Outro livreiro camisa 10 da literatura esportiva é do litoral paulista. José Luiz Tahan, o “Zé”, para os mais íntimos. Ele e sua Realejo não deixam o mercado esfriar.


Ele é um batalhador incansável do mundo dos livros esportivos. César Oliveira, editor da Livros de Futebol.com não desiste. E a todo instante surge com uma nova história para ser publicada, apesar de todas as dificuldades enfrentadas neste restrito mercado brasileiro:


A história da seleção brasileira também está em boas mãos, com Ivan Sotter:


Nos esportes olímpicos, a difícil tarefa está com a psicóloga do esporte, Dra. Katia Rubio:


E para encerrar, a homenagem a um ícone do jornalismo esportivo, o eterno Luiz Mendes: