quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Jogos Memoráveis


Quem, que goste de futebol, não tem guardado em algum cantinho da memória um jogo inesquecível? Não qualquer jogo, mas aquele que traga algum significado para retratar tamanha paixão. Por incrível que pareça, para o fanático torcedor brasileiro, nem sempre esses jogos são feitos de vitórias ou conquistas de títulos.

Por isso a importância de livros como esse: “Jogos Memoráveis do Botafogo” (Editora iVentura), de Auriel de Almeida. Que outros grandes clubes brasileiros revivam e eternizem esses momentos mágicos de tantos torcedores. Vale lembrar que a iVentura já publicou o “Jogos Memoráveis do Vasco”, o “Almanaque dos velhos Brasileirões” e vários outros títulos importantes para a literatura esportiva brasileira. Confira em http://www.iventura.com.br/ .

Sinopse (da Editora):

Participe de uma deliciosa jornada pelos jogos que marcaram época na história do Botafogo de Futebol e Regatas. No livro, que tem orelha do jornalista Mauricio Fonseca, prefácio de Rui Moura e depoimentos na quarta capa de Sonja Martinelli, torcedora símbolo do Botafogo na conquista do título de 1989, da cantora e compositora Isabella Taviani, do jornalista Roby Porto, e da atriz, piloto e jornalista Suzane Carvalho, são descritas 30 partidas inesquecíveis do clube.

Escolher os jogos memoráveis de um grande clube ao longo de mais de 100 anos não é uma tarefa fácil, mas necessária quando se pretende manter vivo para o torcedor atuações de gala dos jogadores, vitórias inesquecíveis, períodos sublimes e curiosidades que marcaram todos que estiveram presentes nos momentos narrados ou tomaram conhecimento, seja através da TV, do rádio, da internet, do jornal impresso ou de uma revista esportiva.

Baseado em um denso e cuidadoso trabalho de pesquisa, a obra nos brinda com passagens
emocionantes que enchem de orgulho o torcedor. A viagem do leitor tem início em setembro de 1907, passa pelas vitórias dos anos 1930, avança pelos anos de ouro do fantástico time que tinha Garrincha, Nilton Santos e inúmeros outros craques, mostra partidas importantes da trajetória alvinegra nos anos 1960, detalha a conquista histórica de 1989 e termina com o título carioca de 2010.

Prepare-se para participar de uma deliciosa jornada pelos jogos que marcaram época na história do “Glorioso”.

Apresentação
Por Carlos Fernando Rego Monteiro

Somente muito idealismo e amor ao esporte poderia concretizar o objetivo de lançar uma coleção falando dos jogos memoráveis de grandes clubes do futebol brasileiro. A “Coleção Grandes Jogos” nasce para ajudar na preservação da memória do esporte bretão em nosso país pois, lamentavelmente, a documentação da história do nosso futebol ainda é escassa, apesar do interesse crescente.

Escolher os jogos memoráveis dos clubes ao longo de mais de 100 anos não é uma tarefa fácil, mas necessária, quando se pretende manter vivos para o torcedor atuações de gala dos jogadores, vitórias inesquecíveis, períodos sublimes e curiosidades que marcaram todos que estiveram presentes nos momentos narrados ou tomaram conhecimento, seja através da TV, do rádio, da internet, do jornal impresso ou de uma revista esportiva.

Fonte de conhecimento e consulta para os amantes do futebol e de deleite para os apaixonados pelo clube do coração, a “Coleção Grandes Jogos” lança, agora, o segundo volume da série: “Jogos Memoráveis do Botafogo”, descrevendo 30 partidas inesquecíveis do Botafogo de Futebol e Regatas. Baseada em um denso e cuidadoso trabalho de pesquisa, a obra nos brinda com passagens emocionantes que enchem de orgulho o torcedor.

Neste segundo livro da coleção, a viagem do leitor tem início em setembro de 1907, passa pelas vitórias dos anos 1930, avança pelos anos de ouro do fantástico time que tinha Garrincha, Nilton Santos e inúmeros outros craques, mostra partidas importantes da trajetória alvinegra nos anos 1960, detalha a conquista histórica de 1989 e termina com o título carioca de 2010.

Então, prepare-se para participar de uma deliciosa jornada pelos jogos que marcaram época na história do “Glorioso”.

Prefácio
Por Rui Moura

Auriel de Almeida é um botafoguense apaixonadíssimo que nasceu há quase três décadas na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Botafoguense desde sempre?... Não exatamente. Embora seja filho de um torcedor do Glorioso, o nosso “investigador-escritor” tinha outras “fervorosas” influências familiares muito próximas e teve que lutar contra as tendências que o rodeavam, incluindo as dos colegas de escola, que o instigavam para outra escolha.

Inicialmente, o pequeno Auriel cedeu às pressões, mas a sua paixão por escudos mirava sempre o que ele considerava mais lindo: o da Estrela Solitária. E a camisa alvinegra também se mostrava mais bela do que as outras. Quando inquirido pelo seu pai sobre a razão da sua escolha inicial, Auriel respondeu que era porque se tratava da “maioria”. Papai, inteligente, respondeu-lhe que a maioria nem sempre faz a melhor escolha, e exemplificou o raciocínio. Então, as profundas dúvidas do nosso pequeno rapaz cresceram ainda mais.

Em 1990, após o bicampeonato carioca, Auriel já era realmente botafoguense, mas… como dizê-lo aos outros?... Eis que, em 1992, se mudou para o bairro da Tijuca e na nova escola assumiu-se orgulhosamente como botafoguense – definitivamente. A consolidação chegou em 1993 quando, ao lado do pai, vibrou com a disputa de pênaltis que levou o Glorioso à conquista da Copa Conmebol. Faltava algo mais para que a paixão absoluta tomasse conta da mente, do coração e da alma do nosso pequeno Auriel?

Sim… faltava… Túlio “Maravilha”! Em 1994, com o seu jeito fanfarrão e goleador, o craque encantou o nosso futuro “investigador-escritor”. Seguiram os títulos de 1995 a 1998 e, nos anos seguintes, Auriel assumiu o notável estoicismo botafoguense de resistir à escassez de títulos, passando com distinção a última grande prova e tornando-se um botafoguense da cabeça aos pés. E Auriel transformou o “sofrimento clubista” em uma espécie de “luxo da dor” com a sua incomensurável paixão pelo Glorioso – paixão sublimada muito acima da dor das derrotas ou do prazer das vitórias.

Entretanto, a sua curiosidade e a paixão pelo futebol e pelo Botafogo (pleonasmo?...) abriram-lhe novos horizontes. Da atração profunda pelos escudos que colecionava, Auriel passou à investigação em livros e revistas e, mais tarde, à Internet. Descobriu as cisões amadoras e profissionais, a história da Taça Brasil e tornou-se uma pequena enciclopédia para os seus amigos do colégio, descrevendo, de memória, os títulos dos clubes, os anos das conquistas, os nomes e a história de jogadores antigos, os causos curiosos etc.

A universidade “agravou” a paixão pelo futebol, porque Auriel descobriu o método científico e pôde tornar-se uma espécie de “profissional” da investigação futebolística. Foi um caminho sem regresso: Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional, membro da RSSSF, colaboração em portais e páginas da Internet e, finalmente, o seu primeiro livro, publicado em 2011: “Passos do Campeão”, obra em que narra a par e passo a formidável conquista da Taça Brasil de 1968.

O profundo prazer de Auriel ao escrever sobre o Botafogo e o sucesso público da sua obra fê-lo trilhar um novo rumo sem bilhete de volta: a publicação editorial. E eis que num curto espaço de tempo concretiza a segunda ideia: foco nos “jogos memoráveis” do Botafogo de Futebol e Regatas.

Nesta magnífica obra, Auriel descreve brilhantemente 30 jogos memoráveis do futebol botafoguense, incluindo as decisões de muitos títulos importantes e outros jogos, tais como a maior goleada de todos os tempos no futebol brasileiro, o 1º clássico com o Flamengo, a 1ª taça Rio-São Paulo de 1930, o 1º jogo profissional, o “jogo do senta”, duas goleadas inesquecíveis sobre os flamenguistas, o título continental e os títulos nacionais, a extraordinária decisão contra a Juventus no Troféu Tereza Herrera, a inauguração do Engenhão e… o último título carioca com direito a uma “cavadinha” que abateu o Flamengo e um pênalti defendido pelo grande goleiro botafoguense.

A dificuldade de Auriel de Almeida foi na escolha dos 30 jogos, porque o Glorioso tem mais dezenas de títulos e jogos memoráveis na sua centenária e lendária história futebolística. De fora ficaram partidas relativas a alguns títulos estaduais e interestaduais, tais como os jogos decisivos dos títulos estaduais de 1912, 1930, o tri de 1932-33-34 e o título de 2006. Também não foram incluídas diversas decisões da Taça Guanabara e da Taça Rio nem do Torneio Rio-São Paulo de 1966 e 1998, assim como dezenas de decisões em que conquistamos títulos oficiosos de nível mundial, defrontando e vencendo equipes como o Barcelona, Bayern München, Benfica, Borussia Mönchengladbach, Leeds United, Anderlecht, Peñarol, River Plate, Boca Juniors, River Plate, Independiente e até seleções nacionais como as da Argentina, da União Soviética, do México ou de Cuba.

Porém, os leitores fãs de Auriel de Almeida podem ficar tranquilos quanto ao futuro, porque este é apenas o seu segundo livro e as glórias botafoguenses continuarão a brotar da “pena inflamada” do nosso “investigador-escritor”.

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