sábado, 25 de agosto de 2012

Centenário do Fla x Flu: "Perder é do jogo"


Um dos clássicos mais importantes e tradicionais do futebol brasileiro acaba de ganhar mais um livro fundamental para a bibliografia da literatura esportiva. “Perder é do jogo” (Editora Multifoco) foi escrito por uma dupla apaixonada por futebol. Alisson Matos e Danilo Quintal optaram por uma temática pouquíssima explorada pelos editores: “as tragédias do futebol”.
Um livro imperdível.

Sinopse (da editora):

“Em Perder é do Jogo - As Maiores Tragédias de Flamengo e Fluminense, os autores se deparam com um desafio incomum: escrever sobre os principais reveses de dois gigantes do futebol brasileiro. A escolha das partidas, que não fora fácil, foi feita após pesquisa realizada junto a torcedores de ambas as equipes. Como em qualquer obra deste tipo haverá quem sinta falta de um ou outro jogo, assim como ocorre em livros que elegem os grandes craques, os maiores camisas 10 ou as melhores seleções de todos os tempos. A intenção, aqui, não é ter a verdade absoluta em que todos concordam. Até porque, como escreveu Nelson Rodrigues, ‘toda unanimidade é burra’".

No prefácio assinado pelo craque do jornalismo Xico Sá, “Perder é do Jogo”, as lembranças de um personagem fundamental na história da rivalidade deste clássico: Nelson Rodrigues, que acaba de se tornar centenário, assim como o clássico “inventado” por seu irmão, Mário Filho.

Por
Xico Sá

“Os ‘idiotas da objetividade’, como definia o tio Nelson Rodrigues, bem que tentaram e continuam tentando dominar toda a cena. Cada vez mais amparado em números, estatísticas, gráficos e tira-teimas, eles veem o jogo com a frieza de uma múmia egípcia de museu.

O bom é que os “idiotas da objetividade” não podem berrar nunca um “tá tudo dominado”. Não. Sempre aparecem uns abusados, uns resistentes, uns quixotescos, para devolver à crônica esportiva uma outra maneira de ver o jogo. Um olhar capaz de enxergar, na mais sórdida das peladas, toda uma complexidade shakespereana.

Aí é que entram em campo estes dois jovens colegas de ofício. Alisson Matos e Danilo Quintal, com este “Perder é do Jogo” – As maiores tragédias de Flamengo e Fluminense”, e enchem de orgulho quem não se entrega ao falso domínio dos jornalistas que se contentam com a ilusão dos esquemas táticos e da obviedade dos triunfos. Jogam para a torcida.

A dor de uma derrota é muito mais sábia. Não dá para, nessa hora, esquecer jamais o nosso guia no gênero, o tio Nelson, repito. Repare no que ele dizia sobre o assunto: “O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor… Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza …”

Nelson, Fluminense obsessivo, estava se referindo ao torcedor do seu rival Flamengo. É esse espírito que está neste livro dos novos cronistas. Com dores iguais para os dois lados neste Fla x Flu de lágrimas. Tem até aquele acachapante 6×0 do Botafogo sobre o rubronegro. Não falta também a derrota do tricolor na invasão corintiana de 1976.

Enfim, um livro sobre derrota que nos enche de esperança. Não propriamente pela lição que nos deixa um revés do nosso time. Mas pela alegria de saber que a crônica subjetiva e romântica –termo que usam para nos acusar de nostálgicos e obsoletos- está viva, vivíssima na caneta desses caras.

Com um abraço ludopédico, Xico Sá”.

O lançamento do livro “Perder é do jogo” acontece no dia 28 de agosto, no Rio de Janeiro, acompanhado de uma importante mesa de debates. O time não poderia deixar de ser “de primeira”...






Serviço:

PERDER É DO JOGO - As Maiores Tragédias de Flamengo e Fluminense

Lançamento: 28 de agosto, terça-feira

Local: Espaço Multifoco – Av. Mem de Sá 126, Lapa, Rio de Janeiro

Hora: das 18h às 21h

Mesa-redonda: 19h30

Mesa-redonda
Os 100 anos do Fla x Flu e as maiores derrotas de dois gigantes do futebol brasileiro

Participação:

Marcos Eduardo Neves
Escritor e jornalista esportivo, Marcos Eduardo Neves trabalhou como assessor de imprensa e, mais tarde, como repórter e editor em importantes veículos de comunicação. Autor com livros no Brasil e no exterior escreveu, entre outras obras, as biografias de Heleno de Freitas (Nunca houve um homem como Heleno) e do publicitário Roberto Medina (Vendedor de sonhos, no Brasil e em Portugal, e Vendedor de Sueños, na Espanha). Hoje é diretor-chefe da MEN PRODUÇÕES JORNALÍSTICAS e sócio na ROTATIVA.ART.BR.




Cesar Oliveira
Carioca, quase sessentão, editor de livros de futebol, botafoguense militante, mangueirense apaixonado, tarado por bossa nova, sushi e sorvete, cozinheiro razoável. Marido de Marcia. Pai de Bernardo, Rodrigo, Diogo e Thiago.









Alisson Matos
Alisson Matos (esq) e Danilo Quintal.
Jornalista antes de ser flamenguista. Nasceu em Nanuque, interior de Minas Gerais, em 1988. Escolheu a cidade de São Paulo para seguir o seu rumo. Metido à escriba, resolveu se enveredar pelo futebol, pela poesia e pela crônica. Utópico à moda antiga, tem convicção de que faz o que gosta. E, para ele, é o que importa. Custa a crer que realizou um sonho.

Danilo Quintal
Poeta e jornalista. Paulista de natureza e sãopaulino de coração. Apaixonado por futebol, pelo cotidiano e pelo universo das letras. Faz da escrita, antes de tudo, uma filosofia de vida. Para ele, ser jornalista é uma responsabilidade social. E a convicção de buscar um mundo justo é o que faz suas letras respirarem.

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