segunda-feira, 4 de junho de 2012

Especial Copas (1): o épico Brasil 6x5 Polônia.


A partir de hoje, Literatura na Arquibancada começa uma série especial de artigos sobre a participação do Brasil em Copas do Mundo. Nos meses de junho e julho foram disputados os jogos de todos mundiais anteriores. Em cada participação brasileira, uma história para relembrar. Passados oitenta e quatro anos da estreia brasileira, na Copa de 1930, teremos o resgate de um personagem, de um jogo, de uma curiosidade referente a esse verdadeiro “Diário das Copas” do Literatura na Arquibancada.

Uma série para guardar, pois, muitas obras foram publicadas a respeito desses jogos e personagens que protagonizaram o maior evento esportivo do planeta. E para começar, voltamos no dia 5 de junho de 1938, a primeira Copa que o Brasil teve seu primeiro grande resultado (nas Copas anteriores, 1930 e 1934, foram pífias as atuações), com um terceiro lugar. Apesar de o título não chegar, voltamos da França deixando para o resto do mundo a certeza da descoberta de nossa primeira grande “joia” mundial, o nosso primeiro “Pelé”. E tudo começou por causa do primeiro jogo disputado pelos brasileiros na Copa de 1938 contra a Polônia. Um jogo épico que entrou para a história das Copas do Mundo.


O texto abaixo faz parte da obra “Diamante Negro” (Cia dos Livros), de André Ribeiro, lançada originalmente em 1998 e reeditada com atualizações em 2010.

“O clima entre os jogadores era de euforia, pela primeira vez o Brasil jogaria com os melhores atletas do país, sem brigas políticas para atrapalhar. Por melhores jogadores do país entenda-se os melhores do Rio e de São Paulo, pois a seleção era formada apenas por atletas dessas duas cidades. A única exceção era Argemiro, médio-esquerdo da Portuguesa de Santos, litoral paulista. De São Paulo foram convocados Brandão e Lopes, do Corinthians, e Luizinho, meia-direita, do Palestra.

Do Rio foram chamados os goleiros Batatais, do Fluminense, e Valter, do Flamengo; os zagueiros Domingos da Guia, do Flamengo, Jaú, do Vasco, Machado, do Fluminense, e Nariz, do Botafogo; para o meio-campo, Zezé Procópio, Martim e Perácio, do Botafogo, Brito, do América, Afonso e Roberto, do São Cristóvão, Tim e Romeu Pelliciari do Fluminense; para as extremas, Patesko, ponta-direita do Botafogo, e Hércules, ponta-esquerda do Fluminense; e os dois centroavantes, Niginho, do Vasco, e Leônidas do Flamengo.

Delegação Brasileira na Copa de 1938, na França.

Leônidas era a grande estrela da equipe brasileira. Sua fama era impressionante. Tanto que, na época, vários críticos afirmaram que o homem mais famoso do Brasil era Leônidas da Silva, e não Getúlio Vargas, o presidente do Brasil. O velho político, como tantos outros presidentes fariam, não perdeu a chance de usar a seleção para obter apoio popular. Antes do embarque para a França, Getúlio fez questão de receber os jogadores, principalmente Leônidas, que afirmava não conhecer. Na ocasião, fez algumas recomendações e pediu, especialmente a Leônidas, que voltassem campeões mundiais, pois um título, naquele momento, seria de importância vital para o futuro do país.

O embarque estava marcado para o dia 30 de abril de 1938 e nem mesmo a chuva impediu que milhares de pessoas fossem ao cais para dar adeus aos craques brasileiros. A seleção saiu do Rio de Janeiro a bordo do navio Arlanza, e antes de tomar a rota para a Europa, fez algumas escalas em portos do litoral brasileiro, aumentando a expectativa da torcida, que acreditava na conquista inédita de um título mundial.

Leônidas da Silva e Getúlio Vargas, no embarque da Seleção.

Durante o embarque no Rio de Janeiro, uma história ficou guardada na memória de Leônidas. O cozinheiro refinado do Botafogo, contratado pela CBD, não chegou a tempo e ficou para trás. Leônidas nunca mais se esqueceu do episódio:

“Sujeitinho folgado, sem muita pressa, acabou perdendo o embarque. A afobação foi enorme: O cozinheiro ficou! O cozinheiro ficou! Mas o navio já estava no mar alto. Então o que fizeram? Meteram o homem num avião rumo a Salvador e somente ali foi que embarcou conosco. Embarcado e satisfeito, foi preparar-se então para sua tarefa: cozinhar. No entanto, nada disso aconteceu. Marinheiro de primeira viagem, sentiu-se mal desde o início, passando o resto do percurso estirado num catre, como um verdadeiro turista. Era só ver o azulzinho do mar e já começava a ter ânsias”.

A viagem durou quase duas semanas e, para não repetir os problemas ocorridos em 1934, quando os jogadores chegaram em cima da hora do jogo de estreia, a seleção de 1938 desembarcou em Paris no dia 15 de maio, 20 dias antes do primeiro jogo na Copa. Haveria tempo suficiente para se prepararem e não repetirem o vexame do último mundial, quando o Brasil foi eliminado pela Espanha no primeiro jogo. Tempo suficiente, também, para que os primeiros problemas de relacionamento entre os jogadores viessem à tona.

A seleção ficou hospedada no Pavillon Henry IV, em Saint Germain, um bairro parisiense, fato que não agradou muito a delegação, pois a maioria pensava ficar no centro da capital francesa. Liberados para passear pela cidade, os jogadores se conformaram com a escolha. Só não gostaram do privilégio dos chefes da delegação que, com exceção do técnico Adhemar Pimenta, dormiam em local separado dos atletas.

Parte da delegação brasileira de 1938 que teve até cozinheiro.

A ideia era deixar, como acontece hoje, todos os jogadores juntos para haver entrosamento, pelo menos nas conversas de quarto. Dessa iniciativa surgiu a primeira confusão. Luizinho, meia-direita do Palestra, e Nariz, zagueiro do Botafogo e médico da equipe, decidiram ficar em quartos separados, com as respectivas esposas. Claro que a maioria, principalmente Leônidas, chegada a uma polêmica, não concordava com a exceção. José Maria Castelo Branco, chefe da delegação brasileira, teve que intervir para resolver a questão.

Questão resolvida, todos juntos novamente, o Brasil partiu para os treinamentos. A concentração ficava na estação balneária do hotel de Niederbrun, a 100 quilômetros de Estrasburgo, local do primeiro jogo da Copa. A disputa por uma vaga no time que estrearia contra a Polônia era grande. Adhemar Pimenta decidiu montar duas equipes: a primeira, considerada titular, seria chamada de Azul e a reserva, de Branca. Ary Silva, jornalista esportivo da época, lembra que, ainda no Brasil, durante os treinos que acompanhara, Adhemar preferia chamar esses dois times de Leve e Pesado.

A teoria de Adhemar era que o Brasil tinha que ter duas equipes preparadas para enfrentar adversários com estilos de jogo diferentes. Mais tarde essa ideia provaria ser eficiente. Leônidas fazia parte da equipe Azul, definida com Batatais no gol, Domingos e Machado na defesa, no meio-campo, Zezé Procópio, Martim e Afonsinho, e no ataque, Lopes, Romeu, Leônidas, Perácio e Hércules. A equipe Branca, reserva, tinha Valter no gol, Jaú e Nariz; Brito, Brandão e Argemiro; Roberto, Luizinho, Niginho, Tim e Patesko.

Adhemar Pimenta, técnico da seleção brasileira (2º da
esquerda para a direita, com boné na mão),
ao lado de Leônidas da Silva.

Adhemar decidiu, também, que o time que estrearia no Mundial da França seria o Azul. Nessa fase, o rótulo de jogador polêmico deixa de ser de Leônidas. Em seu lugar surge a figura do jogador Tim. Uma história curiosa, que Leônidas só revelou muito tempo depois, em 1950, num bate-papo com Friedenreich, Ademir de Menezes e o jornalista Geraldo Romualdo da Silva, lembrada pelo radialista carioca Luiz Mendes. Dizia-se, na época, que Pimenta tinha preferência por Perácio na equipe titular. Na verdade, contou Leônidas, o técnico não preferia o meio-campista, ele não gostava é de Tim, que, para a maioria, era muito melhor do que Perácio, que só tinha o chute mais forte. Além do comportamento rebelde, o treinador não engolia as escapadas de Tim durante as noites de concentração. Segundo Leônidas, Tim costumava pular as janelas do hotel para poder aproveitar as “delícias” da noite francesa.

Adhemar Pimenta tinha outros dois problemas nas mãos às vésperas da estreia na Copa. O primeiro era Niginho, reserva de Leônidas, que foi proibido pela Fifa de participar do Mundial. Leônidas nunca entendeu por que os dirigentes, ao saberem do veto, não chamaram outro jogador para o lugar de Niginho. No Brasil, havia excelentes atletas como Plácido, Carvalho Leite ou Caxambu, que poderiam substituí-lo sem problemas. Mesmo sabendo da proibição, optaram por deixá-lo no grupo. A alegação era de que ninguém na delegação brasileira tinha sido notificado sobre a decisão, sabia-se da notícia por comentários, mas nada oficial.

Apesar de todos os cuidados que a CBD teve para que nada faltasse aos jogadores, esqueceram de um detalhe fundamental. A equipe não tinha massagista! O jeito seria arrumar algum profissional que estivesse por lá, para resolver os problemas que pudessem surgir durante a competição. Carlos Volante, um jogador sul-americano, que há anos jogava no futebol italiano, estava na França para acompanhar o Mundial.

Carlos Martin Volante jogou no futebol argentino
e transferiu-se para a Europa, em 1931. Jogou no
Napoli, Livorno e Torino. Foi para o futebol francês
onde jogou pelo Rennes, Lille e CA Paris. Após a
Copa de 1938, transferiu-se para o Flamengo,
jogando até 1943, provavelmente, em recompensa
pelos serviços prestados durante a Copa.

Não se sabe bem até hoje como tudo aconteceu, mas Leônidas, em depoimento à TV Cultura de São Paulo, no início dos anos 1970, contou que Volante tinha prestígio entre os dirigentes brasileiros por, aparentemente, conhecer o futebol europeu. Alguém da comissão técnica teria pedido a Volante sugestão de um nome para o cargo de massagista na seleção. Ele teria ficado indignado com tal esquecimento; queria saber por que não tinham levado um massagista para a Copa. A resposta foi simples: não havia dinheiro. Volante teria dito então que sabia de um nome. Os dirigentes quiseram saber quem era e ele respondeu enfático: “Eu sei fazer massagem”.

Leônidas sabia que Volante tinha apenas o físico tradicional dos massagistas, mas que de massagem mesmo ele não entendia nada. E, realmente, a máscara do falso massagista cairia em breve, quando o Brasil precisou de seus falsos conhecimentos. O fato é que Volante foi integrado à delegação brasileira.

Com todas essas trapalhadas, é fácil imaginar que o clima entre os jogadores estaria bem confuso. Porém, o que se via era justamente o contrário. Os jogadores pareciam descontraídos. Leônidas lembrou uma passagem hilariante, que mostrava bem o ambiente entre os jogadores:

Perácio

“Eu, Romeu e Afonsinho quisemos conhecer o quarto em que se instalara Martim Silveira, o janota [engomadinho] da delegação, e Perácio. Após sermos recebidos com a costumeira gentileza por Martim, solicitou este a Perácio que pedisse à telefonista do hotel que nos fosse fornecido um café com pão. Perácio respondeu-lhe que não falava francês, mas Martim insistiu dizendo-lhe que era um hotel internacional e a telefonista haveria de entendê-lo. Perácio animou-se e foi ao telefone:
– Senhorita, quer mandar aqui pro quarto cinco cafés com pão e manteiga?
Naturalmente, a telefonista respondeu-lhe:
Je ne comprends pas, monsieur.
O que fez com que Perácio explodisse.
– Hotel de luxo? Onze horas da manhã e ainda não compraram pão!”

Outra questão delicada que Adhemar Pimenta tinha que administrar era o consumo de bebidas. O vinho, ou melhor, uma taça de vinho durante as refeições era permitido – era até uma recomendação do técnico. Os jogadores, muito espertos, dispensavam a bebida e pediam somente água. Tempos depois, descobriu-se que o hotel tinha uma adega no subsolo e era ali, bem escondidinho dos olhos da comissão técnica, que eles quebravam o jejum.

Domingos da Guia

Nessa altura, a seleção estava quase pronta para o jogo contra a Polônia. Quase... Domingos da Guia, o principal defensor, pegou uma forte gripe, deixando todo o grupo na dúvida. Ele poderia ou não entrar em campo para o jogo de estreia? Jaú, seu substituto direto, já estava sendo preparado para qualquer emergência.

Chegava, afinal, o momento de a seleção entrar em campo, hora de acabar de vez com a expectativa que todos tinham em relação ao time brasileiro. Confiança nos jogadores, a maioria tinha. O que não havia, em função da deficiência dos meios de comunicação, era informação sobre os adversários, principalmente o da estreia, a Polônia. Os brasileiros estavam todos ansiosos, com o coração nas mãos e o ouvido coladinho em qualquer rádio que estivesse por perto. O Brasil tinha apanhado nas Copas de 1930 e 1934, mas aquela, com Leônidas, Hércules, Domingos, Martim e tantos outros craques, com certeza, seria a Copa da reabilitação.

O Diamante francês

Os jornais e as rádios no Brasil não falavam em outra coisa a não ser no jogo entre Brasil e Polônia. Por puro desconhecimento, a maior parte das pessoas acreditava na vitória fácil do time brasileiro, de 6,7 ou talvez até de 8 a 0. Na França, tudo estava pronto; Domingos, mesmo gripado ia jogar.

O capitão brasileiro, Martim Silveira,
antes do início do jogo contra a Polônia.

No dia 5 de junho, quando o árbitro sueco I. Ecklind apitou o início da partida, ninguém no estádio do Racing FC, em Estrasburgo, poderia supor que aquele jogo entraria para a história do futebol brasileiro. Para grande parte dos críticos internacionais, o Brasil era uma equipe desconhecida e as chances de sucesso, nulas.

Quando o placar final do jogo indicava 6 a 5 para o Brasil, o mundo começou a reverenciar o futebol brasileiro, e o que era melhor, a Copa da França consagrava o primeiro rei do futebol: Leônidas da Silva.

Parece exagero, mas a atuação de Leônidas foi semelhante à de Romário na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando o baixinho ganhou praticamente sozinho todos os jogos. Em 1938, foi um negro de nariz arrebitado quem encantou o mundo com seus gols e suas jogadas espetaculares.

Leônidas driblando poloneses, na Copa de 1938.

As previsões dos torcedores brasileiros antes do jogo contra a Polônia pareciam corretas. Os primeiros 45 minutos mostraram ao público europeu um futebol jamais visto. Os torcedores estavam embasbacados com as jogadas da seleção. No final do primeiro tempo, a equipe brasileira vencia por 3 a 1, mas poderia ter feito 4, 5 ou até mesmo 6, como previam os mais otimistas, não fosse o preciosismo dos atacantes.

Leônidas parecia estar com o diabo no corpo. Brincava com a bola na frente dos adversários. Fazia o público delirar. Com certeza nunca tinham visto jogador com tamanha habilidade e agilidade. Foi de Leônidas o primeiro gol do jogo. No segundo tempo, a seleção da Polônia voltou “mordida”, não era possível estar perdendo de 3 a 1 para um time de desconhecidos como o brasileiro.

                                          Vídeo do jogo Brasil 6 x 5 Polônia

Pior para o Brasil, que tinha Domingos da Guia fortemente gripado. O segundo tempo começou com uma chuva forte; a cada instante piorava o estado físico de Domingos. A empolgação e a força levaram os poloneses ao segundo gol. Em seguida, Leônidas marcou o quarto e, quando o jogo parecia liquidado, a Polônia, com seu artilheiro Willimowski, reagiu de forma espetacular. O quarto gol, de empate, aconteceu faltando 30 segundos para o jogo terminar.

O Brasil foi para a prorrogação num jogo que estava praticamente ganho, mas de novo Leônidas ia fazer a diferença. Os jogadores estavam exaustos ou melhor “pregados” como Leônidas confessou tempos depois. A descrição da importância desse jogador nos minutos finais feita pelo jornalista Thomas Mazzoni, que cobria a Copa pelo jornal A Gazeta, é memorável:

"Simplesmente assombroso. Foi a ponta de dinamite do nosso quadro. Em improvisação, Leônidas fez o impossível. Cada lance do avante flamenguista era uma corrente elétrica de entusiasmo na multidão! Arte de bruxaria (...) E Leônidas – vejam mais esta – era guardado por três policiais poloneses, que o tratavam sem cerimônia, recebendo, porém sempre com o troco (...) Sim: Leônidas desafiava os antagonistas no jogo agressivo! O negrinho”, sem poupar coragem, andou pisando”, para impor respeito (...) Tantas vezes o aterraram, tantas vezes se levantou.

                                          Depoimento de Leônidas da Silva sobre o gol histórico

O Brasil terminava o jogo com a vitória de 6 a 5. Era o fim da primeira batalha. Onze gols em um jogo desgastante, nervoso e eletrizante do começo ao fim. O último gol brasileiro feito por Leônidas consagrou o craque: de pé esquerdo e sem chuteiras. Isso mesmo, até gol descalço ele fez. O árbitro sueco não percebeu que, após um chute, Leônidas tinha perdido a chuteira. No rebote, mesmo descalço, foi na bola para marcar o sexto gol na partida. O gol foi confirmado garantindo a vitória brasileira.

A descrição da jogada feita pelo jornalista Geraldo Romualdo da Silva é encantadora:
No primeiro arremesso, o campo encharcado, a bola saiu junto com a chuteira. E rolou, meio morta, nas mãos tentaculares de Madejski [goleiro da Polônia]. Era de não se esperar mais nada. Madejski no entanto escorregou no tiro de meta. A bola subiu, subiu e caiu bem na frente de Leônidas. Numa fração de minuto, Leônidas se pôs de pé, e assim mesmo, na posição incômoda que se encontrava, não vacilou e emendou, direto, um sem-pulo seco e definitivo: rede. A batida, forte e inesperada, apanhou o pequeno estádio da cidade de Estrasburgo de boca aberta. Foi um estremecimento geral. Os comentaristas esportivos da Europa, que supunham ter visto tudo dentro das quatro linhas de um campo de futebol, reagiram com espanto, perplexidade e gritos de Bravo! Bravo! Bravo!

Leônidas da Silva, o "Homem Borracha",
o Diamante Negro.

As resenhas que eram passadas pelo telefone comentavam: “Acaba de acontecer o inusitado, um fato realmente novo e indescritível em Copa do Mundo: um “Homem de Borracha” como jamais existiu desde que o futebol foi inventado!”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário