terça-feira, 1 de maio de 2012

O sindicalismo no futebol brasileiro


São raros os livros sobre o sindicalismo esportivo brasileiro. Nem a maior entidade da classe, instalada em São Paulo tinha sua própria história documentada, até que em 2007, quando o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo (Sapesp) completava 60 anos decidiu resgatar suas origens.

O livro “Uma ponte para o futuro” (Gryphus/Sapesp, 2007) traz muito mais do que a história da entidade, mas a evolução do sindicalismo e das leis esportivas no país. Assim como as regras criadas há mais de um século, demorou muito para que o futebol tivesse leis claras que beneficiassem uma categoria enorme, afinal, existem centenas de milhares de atletas profissionais espalhados pelo gigantesco Brasil.


Uma “categoria” que sofre com as diferenças entre “profissionais”: apenas uma pequena parcela (menos de 5%) deste enorme contingente representa as grandes estrelas, os grandes salários, enquanto a grande maioria, batalhadores que correm atrás do sonho da fama e fortuna chegam a passar fome e vivem desprotegidos dos benefícios de qualquer benefício legal.

Na segunda metade do século 20 o futebol evoluiu lentamente nesta área trabalhista. Desde a criação do CND, Conselho Nacional do Desporto, passando pela criação das polêmicas leis que tentaram organizar ou reorganizar o esporte no país como Lei Zico, Pelé, Estatuto do Esporte, Estatuto do Torcedor, etc.


Para se ter ideia deste atraso na conquista de benefícios, a profissão de “jogador de futebol” só foi reconhecida legalmente ou regulamentada em 1976. Em São Paulo, cidade com o maior contingente de jogadores de futebol profissional, apenas no início da década de 1940, ou seja, meio século após a criação "oficial” do futebol no país, surgiu uma organização para lutar e reivindicar seus direitos trabalhistas. E tudo começou com um goleiro, curiosamente, o último obstáculo a ser transposto em um jogo, a posição no futebol onde o atleta deve defender seus companheiros impedindo o gol adversário. No campo do sindicalismo, ele foi muito mais do que um goleiro, um pioneiro que abriu as portas para muitas conquistas profissionais.

Uma ponte para o futuro
Por Denise Góes e Laís Duarte Mota

Caxambu

“Leônidas da Silva era, disparado, o maior salário do São Paulo Futebol Clube, em 1942, ano que chegou para jogar no tricolor paulista. Além do contrato milionário, tinha mordomias permitidas somente às estrelas do futebol brasileiro. Uma boa comparação é o valor do contrato assinado por um goleiro que estava no clube tricolor havia cinco anos.

Hélio Geraldo Caxambu era a grande revelação do futebol paulista no ano de 1937. Jogava pelas equipes juvenis da Portuguesa desde 1932, quando o São Paulo decidiu contratá-lo pela “fortuna” de 300 mil réis.

A vida do goleiro Caxambu começou ainda antes dos juvenis do time do bairro do Canindé. No início da década de 1930, quando era um garoto de apenas 10 anos jogava pelos campos de várzea paulistana defendendo a equipe da empresa Eucalol. Jogar em uma equipe como o São Paulo era o sonho de qualquer garoto, um passaporte para fortes emoções contra as poderosas equipes do Corinthians, Palestra Itália e os principais clubes do Rio de Janeiro. A entrada do São Paulo Futebol Clube na disputa no Campeonato Paulista fez surgir a famosa expressão “trio de ferro”, composto pelo tricolor, Corinthians e Palestra Itália.


O grande problema é que nessa época o time tricolor tinha estrutura precária, apesar da fama com que se apresentara no cenário futebolístico da época. O campo de treinamento e a concentração ficavam no Canindé, um bairro nas margens do Rio Tietê, bem próximo de onde hoje se encontra instalado o estádio da Portuguesa.

Caxambu percebeu que a crise do São Paulo era grave, quando, em 1938, Corinthians e Palestra Itália tiveram de realizar jogos beneficentes para ajudar a equipe tricolor. Para chegar ao local de treinamento e voltar para a casa, Caxambu e seus companheiros de equipe utilizavam os bondes que transitavam pelas ruas de São Paulo. Como a grana que recebiam era pra lá de curta, o jeito era escapar dos bancos disponíveis na parte da frente dos bondes, único meio de transporte disponível para um jogador de futebol, e correr lá para o fundão para ficar longe da cobrança dos fiscais.


Mesmo sofrendo com todo tipo de dificuldade, o sonho de seguir carreira, como jogador de futebol profissional era muito maior.

Dois anos depois de assinar seu primeiro contrato profissional, em 1939, Caxambu era convocado pela primeira vez para defender o gol da Seleção Paulista. Era também a primeira vez que um goleiro de apenas 19 anos recebia esse “prêmio”.

Não foi por acaso a convocação de Caxambu. Algumas de suas defesas eram tão espetaculares que, uma delas, acabou originando uma expressão muito famosa do futebol brasileiro. Fazer uma “ponte” era sinal de elasticidade, sinônimo de um bom goleiro, ainda mais se a defesa fosse feita em um clássico. Naquela tarde de domingo, do dia 2 de julho de 1939, no campo do Canindé, o Palmeiras estreava o centroavante Echevarrieta, dono de cabeçadas certeiras, praticamente indefensáveis, menos para Caxambu, que jamais se esqueceu daquele dia: “Quando corri para cobrir o canto direito, o centroavante argentino cabeceou para o lado oposto. Torci o corpo todo e voando fui buscar a bola, sem largá-la. Por muito tempo se falou dessa defesa, já que os goleiros, em jogadas parecidas, recorriam às rebatidas, pois as bolas mais leves tornavam as coisas mais difíceis”.


Em 1944, ano em que Leônidas e vários jogadores como Sastre, Noronha, Bauer, Zezé Procópio, Rui e Teixeirinha começavam a formar a equipe que ganhou fama como “Rolo Compressor”, por ter conquistado os títulos paulistas de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949, Caxambu deixava o São Paulo para retornar ao gol da Portuguesa de Desportos. Poderia parecer que o goleiro estava regredindo profissionalmente, mas a Portuguesa dos anos 1940 tinha uma equipe forte, famosa por nomes como Pinga I, Pinga II, Nininho, Brandãozinho e Simão.

Caxambu jogou até 1950 na Portuguesa e antes de encerrar definitivamente a carreira, vestiu a camisa do Juventus até 1952. A prova de que o período no gol da Portuguesa não foi prejudicial era o reconhecimento de torcedores e mídia sobre os quatro melhores goleiros do País, pouco antes do início da Copa de 1950, realizada no Brasil: Barbosa, que acabou titular do gol brasileiro; Castilho, reserva de Barbosa; Oberdan Catani, goleiro do Palmeiras; e ele, Caxambu.

Caxambu e Oberdã Catani.

Desde o início de sua carreira, nos juvenis da Portuguesa, Caxambu não conseguia entender porque no futebol brasileiro poucos ganhavam muito e muitos ganhavam pouco. Ganhar salários indecentes não era nada perto da falta de estrutura que os clubes colocavam a disposição de seus atletas. Caxambu sabia também que, mesmo com dificuldades, poderia se considerar um privilegiado por jogar em grandes equipes da capital paulista. Difícil mesmo era a vida dos milhares de pequenos clubes espalhados pelo interior do Brasil.

Nas andanças que fez pelo Brasil, jogando com equipes de diversos estados, especialmente do interior paulista, Caxambu teve a certeza de que algo precisava ser feito para tentar mudar essa situação.

Mas o problema é que todos os jogadores, pelo menos aqueles considerados “famosos” no meio futebolístico, também sabiam disso, e nada, nunca foi feito. O que faltava para conseguirem mudar a realidade que viviam?

Aurélio Campos

A resposta começou a surgir em encontros casuais com uma estrela do rádio brasileiro. Aurélio Campos era formado em Direito, pela USP, do Largo de São Francisco, mas rapidamente descobriu que seu talento para o rádio era muito maior. Primeiro, na década de 1930, fez sucesso na rádio PRA-5, Rádio São Paulo, com o programa “Teatro Alegre” e pouco tempo depois já se transformava, além de apresentador, em diretor artístico da emissora.  

Em 1945 o grande salto na carreira de Aurélio. A rádio Tupi, mais uma empresa dos Diários Associados, pertencente ao poderoso Assis Chateaubriand, entrava para valer na cobertura do futebol paulista. Aurélio, além de diretor artístico da emissora, começava a participar das transmissões esportivas do rádio e, pouco depois, com o surgimento da primeira televisão no Brasil, a Tupi, comandou o game-show de maior sucesso durante décadas chamado “O céu é o limite”.

O contato com o mundo do futebol não era novidade, pois desde 1941, Aurélio era vice-presidente da ACEESP, Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo que acabara de ser criada.


Certo dia, o famoso cronista esportivo recebeu a visita de um grupo de jogadores interessados em mudar as relações entre clubes e atletas do futebol. Aurélio afirmou que o primeiro passo a ser dado era criar uma entidade organizada, caso contrário, dirigentes jamais aceitariam negociar.

Caxambu era um desses 15 jogadores interessados em mudar a ordem do futebol paulista. Antes de formalizar a criação da tal entidade, foram necessários vários encontros, que eram feitos no auditório da Rádio Difusora Tupi. No dia 23 de julho de 1947, o grupo estava reunido na sede da Associação Comercial, na rua Libero Badaró, no centro de São Paulo, para criar oficialmente a “Associação dos Jogadores de Futebol”.

Nesses primeiros dias de vida, Caxambu teve ao seu lado a colaboração de um velho companheiro dos gramados. Zezé Procópio, ídolo tricolor e craque da Seleção Brasileira de 1938 acabou recebendo a carteirinha de sócio número 1 da nova entidade e Caxambu, a de número 2, além do cargo de presidente na nova entidade.

Caxambu, na década de 1930, garoto
propaganda de uma casa lotérica no centro de SP.

Esses “malucos” que se atreveram a desafiar dirigentes sabiam que a luta não seria fácil. Nos primeiros meses de vida a desconfiança dos cartolas e dos próprios atletas profissionais eram enormes. Ninguém sabia qual seria a verdadeira função de uma Associação criada para defender os interesses dos atletas profissionais do futebol paulista. Para os dirigentes, os clubes não teriam condições de cumprir muitas das exigências que passariam a ser feitas pelos líderes da nova Associação. A primeira medida dos cartolas foi, então, evitar que a Associação se transformasse em algo mais poderoso como um Sindicato: “Fui ameaçado pelos clubes de que deveria transformar a entidade em uma Associação, não em Sindicato. Seríamos uma associação beneficente ajudada pela Federação Paulista de Futebol, receberíamos, uma vez por ano, a renda de uma partida de futebol”, recordou Caxambu na festa de 50 anos de criação do Sindicato dos Atletas Profissionais.

A força do dinheiro não prevaleceu. Caxambu e Zezé Procópio recusaram a oferta tentadora, mesmo sabendo da necessidade de dinheiro que tinham naquele momento. Não foram poucas as vezes que ambos tiveram de enfiar a mão no bolso para ter de pagar as despesas de aluguel e manutenção da sede da Associação.

De nada adiantou a pressão feita pelos dirigentes. No dia 11 de outubro de 1949 era concedida a carta Sindical, que elevou a Associação à categoria de Sindicato.


Mesmo com essa vitória da categoria, faltava ainda que os principais interessados na vida do Sindicato passassem a se envolver diretamente nas discussões sobre o futuro do futebol em São Paulo. Mais do que isso, precisavam entender a necessidade de colaborarem financeiramente com a nova entidade, pagando em dia suas mensalidades. Para tentar resolver essa questão, Caxambu nomeou um representante em cada clube para poder receber as mensalidades dos filiados.

Não adiantou, e o jeito foi apelar aos dirigentes dos clubes para que fizessem o desconto da contribuição no dia do pagamento dos atletas. O primeiro clube a entender a situação foi o Palmeiras que, além de apoiar o acordo, prestou uma homenagem inesquecível para os dirigentes do Sindicato. No auditório da Rádio Panamericana, no centro da capital paulistana, era formalizada a entrega da carta Sindical a Caxambu e seus companheiros e como forma de reconhecimento, uma flâmula era entregue pelos dirigentes palmeirenses.


Não se sabe exatamente quais os interesses dos dirigentes em tal atitude, mas a verdade é que, pelo menos no Palmeiras, o apoio à nova entidade era declarado. Tanto que dois meses depois, exatamente em dezembro de 1949, o dirigente palmeirense Jordão Bruno Sacomani, que viria a se tornar mais tarde presidente do clube, fechou acordo com o Sindicato com uma parceria inédita até aquele momento.

Para promover sua fábrica “Balas Futebol”, Sacomani pensou em criar um álbum de figurinhas com os jogadores de futebol da época, e em troca, pelo uso da imagem dos atletas, comprometeu-se com o Sindicato a repassar uma verba para a entidade.

Jamais, em 55 anos de história oficial do futebol no Brasil, tal acordo havia sido firmado. Usava-se a imagem do atleta para vender de tudo. Os mais famosos então, eram assediados constantemente para “emprestar” sua imagem a produtos.


Leônidas da Silva, por exemplo, cedeu à empresa Lacta, fabricante do chocolate Diamante Negro, o uso de seu apelido por apenas 5 contos de réis. Nunca mais recebeu nenhum centavo pelo uso de sua marca registrada até sua morte, em 2004. Segundo cálculo feito pelo jornal Gazeta Mercantil, na época do lançamento de sua biografia, em 1998, Leônidas equivaleria a pelo menos três Ronaldos Fenômeno se tivesse recebido alguma participação em cada chocolate vendido pela empresa.

Costurar acordos para tentar resgatar os direitos dos atletas era apenas uma das missões do novo Sindicato. Para tentar provar aos dirigentes, especialmente da Federação Paulista de Futebol, que o Sindicato não chegava apenas para atrapalhar as relações entre clubes e atletas, Caxambu conseguiu outra grande vitória logo nos primeiros anos de vida da entidade. Roberto Gomes Pedrosa não acreditava nesse discurso dos dirigentes do Sapesp, e para testá-los, decidiu telefonar a Caxambu para que o dirigente intercedesse no caso de uma greve que os jogadores do Jabaquara, do litoral santista, prometiam fazer por causa de salários atrasados.

A rodada de final de semana do Campeonato Paulista estava ameaçada, caso os jogadores do Jabaquara realmente não entrassem em campo. Caxambu, Zezé Procópio e o dirigente Hélio Augusto Silveira partiram para a cidade de Santos e conseguiram o acordo com os atletas. Além de colocarem o salário no bolso, os jogadores do Jabaquara conseguiram também a vitória sobre a equipe do Atlético Ipiranga.

Caxambu, goleiro da Portuguesa.

Pedrosa, presidente da Federação Paulista de Futebol, bem como vários dirigentes esportivos dos clubes paulistas, começaram a perceber que a presença de um Sindicato de Atletas não era tão assustadora assim. Para eles que imaginavam greves e constantes brigas com os presidentes de clube, o Sindicato surgia conciliador, uma entidade de cooperação e colaboração.

Com os jogadores também foi assim. No início ficaram ressabiados com a verdadeira finalidade da entidade, até perceberem que nos encontros semanais, realizados todas as segundas-feiras, poderiam trocar ideias livremente sobre os problemas que os incomodavam dentro e fora dos gramados. Afinal, ser visto pelas ruas ou restaurantes com um atleta rival, de outro grande clube da capital, era sinal de que poderiam estar “combinando resultados”.

Caxambu, de terno, técnico do infantil do SPFC em 1958.

Essas primeiras lutas de Caxambu a frente do Sindicato aconteceram em uma época em que ele ainda jogava futebol pela Portuguesa. Em pouco tempo, o goleiro percebeu que a cada dia ficava mais difícil manter a vida profissional dentro dos gramados e as responsabilidades de líder do Sindicato. Em 1952, Caxambu abandonou definitivamente os gramados, para ficar a frente do Sapesp. Quando deixou a presidência do Sindicato, Caxambu sentiu saudades dos gramados, e por isso, decidiu aceitar o desafio de virar treinador. Foi técnico do São Paulo nos anos de 1957 e 1961.


Quando Caxambu completou 78 anos, em 1997, o Sindicato dos Atletas organizou festa comemorativa pelos 50 anos da entidade. 

No evento que marcava o Jubileu de Ouro do Sapesp, Caxambu mostrava-se feliz por tudo que ajudara a fazer para manter viva a entidade de sua classe profissional. 

Mal sabia ele que, mais do que comemorar a importante data, todos estavam ali para reverenciá-lo como o homem que primeiro lutou para que o Sindicato de sua categoria profissional fosse sempre respeitado.


José Rinaldo Martorelli, presidente do Sapesp.

Quis também o destino que pouco depois, Caxambu partisse para seu descanso eterno. 

Coincidência ou não, o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo estava nas mãos de um outro goleiro, como Caxambu. 

José Rinaldo Martorelli entregou o troféu para Caxambu na certeza de que as defesas dentro dos gramados são muito mais fáceis do que a luta nos bastidores do futebol”.

Sobre as autoras
Denise Góes

É socióloga formada pela USP e jornalista. Trabalhou durante 15 anos no jornal O Estado de S. Paulo e Agência Estado. Foi sub-editora da Revista Cult e responsável pela preparação dos textos de diversas publicações da Editora Moderna. É autora do livro Climatempo, 20 anos de Tempo Bom e, em parceria com André Ribeiro, Biografia de Leopoldo Américo Miguez de Mello, patrono do Centro de Pesquisas da Petrobras (Petrobras, 2010) e Uma ponte para o futuro (Editora Gryphus, 2007). Atualmente, é editora da Agência Estado.


Laís Duarte Mota

Jornalista desde 1996 formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é repórter da TV Cultura de São Paulo. Começou a vida profissional nas redações da TV Globo em Minas como repórter, produtora, editora e apresentadora de programas jornalísticos, culturais, ambientais e esportivos. É co-autora de “Serra da Canastra: Diversidade Infinita” com Adriano Gambarini e Rogério Cunha de Paula.

3 comentários:

  1. Muito boa a descrição da história do meu tio.Gostei.

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  2. Olá meu amigo.
    Nada mais apropriado nesta data tão importante.
    Gosto de ficar na arquibancada lendo e aprendendo...
    Bela a história do Caxambu. Não conhecia.
    Obrigada por me apresentar
    Bom feriado.
    Um abraço.

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  3. Eu tenho!
    Ganhei de presente do autor. Um tal de Andre, de um blogue que admiro muito: Literatura na Arquibancada... rsrs
    Já li e reli.
    Obrigada.
    Espelhada!
    Beijo.

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