sábado, 12 de maio de 2012

Footballmania: o verdadeiro futebol brasileiro


São poucos os estudos acadêmicos que, quando transformados em livros, seduzem o “leitor comum”. Quando cumprem sua missão na academia, normalmente, precisam de adaptações para ir às livrarias. A razão é simples. Existem regras e formalidades de conteúdo e estética exigidas pelas bancas avaliadoras que, em geral, acabam deixando o texto final com linguagem acadêmica.

Mas na literatura esportiva um estudo espetacular publicado no ano 2.000 acabou provando exatamente o contrário a essa quase regra. “Footballmania – Uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938”, tese de doutorado em história social defendida por Leonardo Affonso de Miranda Pereira não só agradou o tal “leitor comum” como acabou recebendo um dos mais importantes prêmios literários do país, o Jabuti, em 2001, na categoria Ciências Humanas.

Para você, leitor, que quer entender como o Brasil conseguiu em apenas 30 anos transformar-se no “país do futebol”, o livro é esse. Footballmania é uma obra-prima para leigos e iniciados no tema futebol. E o mais curioso é que não era esse o tema que Leonardo pretendia defender em sua tese. Tudo aconteceu por acaso, como ele explica no começo de seu texto de apresentação da obra. Mais abaixo, reproduzimos o texto de introdução de Footballmania, um resumo do que o leitor encontrará na obra, mas muito distante da riqueza de conteúdo e prosa que o autor exibe ao longo dos capítulos:

"Este trabalho é fruto de uma pesquisa que teve seu início ainda nos primeiros meses de 1994. Ingressante no doutorado em histórica social da Unicamp, propunha-me analisar a consolidação do nacionalismo nas primeiras décadas do século 20, usando para isso os festejos do Carnaval carioca – sobre o qual já havia desenvolvido um trabalho anterior. Enfiado nos arquivos e bibliotecas do Rio de Janeiro, fui, porém, sendo vítima progressiva de um estranho fenômeno: como se fosse uma conspiração orquestrada pelo destino, caíam em minhas mãos os mais variados documentos relativos ao futebol no Rio de Janeiro em suas primeiras décadas.

A princípio, tratava-se, para mim, de uma mera curiosidade. Escaldado com a experiência de pesquisa sobre a festa de Momo, que já rendera as mais diversas ironias de parte de amigos e colegas de profissão, não me atreveria assim tão facilmente a me entregar a um tema que aparentemente se mostrava ainda menos respeitável. Minha resistência, no entanto, não durou muito. Mostrando-se um mundo sobre o qual, até então, eu nunca refletira com maior seriedade, uma infinidade de relatórios policiais, artigos e livros conseguiu, aos poucos, minar minhas certezas.

Fluminense de 1907
Quando vi, já era sobre o futebol que concentrava a maior e melhor parte de minhas atenções e esforços. Consternado, acabei por vencer meus próprios preconceitos, e aceitei o conselho daqueles que, há tempos, já me diziam ser mesmo sobre o jogo da bola o trabalho que eu desenvolvia.

A escolha mostrou-se, nos anos seguintes, bastante proveitosa. Ao fazer do futebol um tema de pesquisa histórica, eu me juntava a uma infinidade de aficionados pelo jogo que, há tempos, já desfrutavam de uma certeza que parece clara para qualquer torcedor que se esprema pelas arquibancadas: a de quem pelo menos no Brasil, o futebol é coisa muito séria”.

Introdução

Getúlio Vargas
Depois de um dia de pouco movimento no palácio presidencial, Getúlio Vargas recolhia-se aos seus aposentos para deixar marcadas, em um diário, as impressões sobre aquele 16 de junho de 1938. 

Após narrar muito rapidamente seu despacho com os ministros militares, passou a tratar do grande evento do dia – a disputa entre os selecionados brasileiro e italiano, pela Copa do Mundo de 1938:

“O jogo monopolizou as atenções. A perda do team brasileiro para o italiano causou uma grande decepção e tristeza no espírito público, como se tratasse de uma desgraça nacional”. 
(Diário Getúlio Vargas, Ed.Siciliano, 1995)



Brasil x Itália, Copa 1938.
A atenção dedicada ao jogo parecia tão grande quanto o estranhamento frente à reação que ele causara. Mais que o resultado da partida, que tirava o time brasileiro da competição, era a comoção social causada pela derrota que parecia impressionar o presidente. Adepto de esportes como o golf, ele não demonstrava ter no jogo da bola uma de suas paixões, intrigando-se com a destemperada reação da torcida. Afinal, como um simples esporte poderia ter força suficiente para atrair todas as atenções, transformando-se em um problema nacional?

Essa era uma questão que vinha, há algum tempo, despertando a atenção de Getúlio. Já em 1936, ele tratava em seu gabinete de questões relacionadas ao esporte, em especial nas audiências com Lulu Aranha – presidente da Confederação Brasileira de Desportos e irmão do ministro Osvaldo Aranha. No ano seguinte, chamara a sua atenção um incidente ocorrido em uma partida entre argentinos e brasileiros em Buenos Aires: “transmitida por informantes exaltados”, ela dera início no Rio de Janeiro “a algumas explosões inconvenientes” contra a nação argentina – em um caso que, mostrando a grande importância social do futebol, poderia, segundo o presidente, ter causado “estremecimento de relações” entre os dois países.

Seleção Brasileira 1938
Era mesmo a Copa de 1938, porém, que consolidaria para ele esse movimento. No primeiro jogo brasileiro, contra os poloneses, notou que a população da capital ficara “empolgada pela descrição da partida, ouvida através do rádio, até que essa se decidisse pela vitória dos brasileiros”; o jogo seguinte, contra os tchecos, teria absorvido todas as atenções da cidade, que protestava contra a “parcialidade do juiz e a brutalidade dos contendores”; a vitória contra o mesmo time no jogo seguinte teria sido, assim, um “acontecimento sensacional”.

Ao registrar as impressões causadas por cada um dos jogos brasileiros naquela Copa do Mundo, Getúlio mostrava-se atento para o grande potencial articulador do futebol: revelando-se capaz de levantar paixões e ódios, ele assumia a feição de uma força motriz da nacionalidade.

Tal percepção, reafirmada no período por muitos intelectuais e escritores, não era infundada. Compartilhada por torcedores de diferentes origens e posições sociais, a torcida intensa pelo selecionado parecia capaz de unir todos os brasileiros em uma mesma emoção. Com uma dimensão nunca antes vista na capital da República, a empolgação geral pela campanha do time brasileiro na Copa de 1938 consolidava um sentimento que, na atualidade, parece natural para qualquer brasileiro que assista aos jogos da seleção ou orgulhe-se no exterior do reconhecimento imediato de jogadores de destaque como Pelé ou Ronaldinho.

Ao transformar o esporte em uma prática definidora da cultura local, esse processo faz os brasileiros se autorrepresentarem como os mestres supremos do futebol – a partir da suposição de um talento para o jogo que, aparecendo como uma característica quase natural, confirmaria e daria um sentido inquestionável ao sentimento de identidade que une os habitantes do país. Triunfos como o tetracampeonato mundial ou a eleição de brasileiros radicados na Europa como os melhores jogadores do mundo aparecem, assim, como mera consequência dessa harmoniosa mistura racial que teria feito dos habitantes do país craques em potencial, em uma superioridade inata que faria do Brasil o país do futebol.

Leônidas da Silva, na Copa de 1938.
Este sentimento não é, no entanto, tão natural quanto pode parecer para muitos dos que vibram em frente à televisão a cada gol da Seleção. Embora enraizado na percepção de cada brasileiro que torça pelo seu sucesso, ele está longe de ser um desígnio divino ou uma dádiva da natureza. Resultado de décadas de embates e tensões dentro e fora dos campos, ele tem uma história. Ainda que essa apareça muitas vezes obscurecida frente à emoção vivida por cada brasileiro na torcida pela sua Seleção ou pela certeza desses torcedores de ter no sangue a mesma mistura que por décadas formou jogadores como Zizinho, Garrincha e Romário, ela pode nos ajudar a entender a própria lógica que originou a formação dessa identidade. Através da experiência dos muitos sujeitos que, por décadas, disputaram em torno de uma bola muito mais do que um jogo, podemos buscar os fios que deram a esse processo, na tentativa de compreender o movimento que alimentou a consolidação do futebol no país.

Apesar do sucesso alcançado pelo esporte, essa é uma questão que só recentemente começa a merecer por parte de pesquisadores e estudiosos maiores atenções. No caso brasileiro, esse descaso reflete-se na desimportância que o tema assumiu na historiografia. Por mais que o jogo seja vivido como um fenômeno nacional, poucos são os trabalhos que tem procurado formar sobre ele uma compreensão histórica mais aprofundada. Mesmo esses parecem, porém, manter entre si muitos pontos de contato.

Apesar de suas diferenças, eles tem como matriz comum a obra O negro no futebol brasileiro, publicada em 1947 pelo jornalista Mario Filho. Centrando sua atenção sobre a cidade do Rio de Janeiro, onde construiu bem-sucedida carreira de cronista esportivo, definia para o futebol praticado no país uma periodização clara, que dividia sua história em três períodos: no primeiro, que iria dos primeiros anos do século até meados da década de 1910, o futebol seria um jogo de elite, praticado somente pelos jovens elegantes que se associavam aos principais clubes da cidade; o segundo, que iria deste momento até o final da década de 1920, definiria o momento de aproximação de outras camadas sociais, sendo marcado pelo impulso sistemático de exclusão dos negros e pobres que começavam a se envolver com o jogo; por fim, um último período, que se iniciava na década de 1930, assinalava finalmente a efetivação da presença negra nos campos, na concretização do que o próprio autor chamaria de “ascensão social do negro”.

Mario Filho
Por mais correta que esteja, se olhada do ponto de vista de cronistas esportivos ou dos sócios dos clubes elegantes da cidade, tal periodização não deixa de ter seus limites. Embora tenha definido os marcos sobre os quais se construiriam muitas das análises posteriores sobre o jogo, ele centra sua atenção prioritariamente na forma pela qual a presença de negros e pobres foi percebida por aqueles que a viam como um grande inconveniente. Seu livro realiza, de maneira exemplar, uma história sobre a aceitação da presença negra por parte dessas camadas; não leva em conta no entanto outras possibilidades de percepção desse processo por parte daqueles que eram os alvos dessa exclusão. Figura central no processo de consolidação do jogo em terras brasileiras nas décadas de 1930 e 1940, o jornalista dava assim com sua obra um testemunho particular sobre ele, relacionado com suas crenças e aspirações em relação ao jogo e ao próprio país.


Estádio das Laranjeiras.
Mesmo sem deixar por escrito seus relatos e opiniões, muitos outros sujeitos, entretanto, participaram também desse movimento, atribuindo-lhe sentidos diferenciados. Fosse nos campos ou nas arquibancadas, iam fazendo do jogo ao longo desse período muito mais do que pareciam perceber, naquele momento, escritores como Mario Filho. Habitantes de uma cidade que se assemelhava nas primeiras décadas do século a uma torre de babel, na qual negros recém-egressos da escravidão misturavam-se com imigrantes de nacionalidade diversa, tais amantes do jogo da bola tinham no futebol um de seus principais pontos de contato.

Constituindo-se em um eficaz meio de comunicação entre esses grupos, ele mostrava-se capaz de articular diferenças e identidades, assumindo papel central na vida carioca das primeiras décadas do século – o que permitiria que, nos anos seguintes, autores como Mario Filho tentassem fazer da capital da República uma vitrine para a tentativa de construção, através do jogo, de uma imagem harmônica e coesa do país.

Estádio das Laranjeiras.
Essa é uma história que teve seu início ainda nos primeiros anos do século 20, e pode ser grosso modo resumida em quatro momentos, que formam cada uma das partes deste trabalho. O primeiro deles, analisado no capítulo inicial, acontecia já no início deste século, quando o futebol surgia no Rio de Janeiro como uma novidade moderna e elegante. Introduzido no Brasil por imigrantes europeus e por jovens que traziam da Europa as novidades do moderno esporte, os primeiros anos do futebol na cidade ganharam na historiografia, como vimos, a marca de um jogo de elite, um fidalgo esporte inacessível a negros e a trabalhadores em geral – na reafirmação de uma imagem construída, no período, pelos próprios admiradores do jogo que se reuniam nos recém-fundados clubes da Zona Sul. Para entender a lógica dessa construção, a atenção será centrada então nesses jovens sportmen que, na posteridade, ficariam imortalizados como os grandes iniciadores do futebol no Brasil, buscando os motivos de sua devoção ao jogo e o sentido da operação que realizavam.

Torcedores empoleirados nos morros para assistir aos
jogos do Sul-Americano de 1919, no Rio de Janeiro.
Crédito: livro Footballmania
Não demoraria, porém, para que o novo esporte perdesse a marca elitista construída em seus primeiros anos. Já no fim da década de 1910 o entusiasmo que ele causava na cidade não permitiria mais aos contemporâneos caracterizá-lo como uma prática restrita ao grupo dos esportistas filiados aos clubes elegantes da cidade. Tornando-se cada vez mais evidente a participação no jogo dos negros e dos operários que se tentava excluir, esse processo teria como consequência mais visível o crescente entusiasmo gerado pelos jogos dos selecionados nacionais, formados ainda somente por jogadores do Rio e de São Paulo. Ao voltar-se para esse processo, o segundo capítulo tenta entender como, através do jogo, se consolidava uma identidade geral entre os brasileiros do Rio de Janeiro, na constituição de um nacionalismo compartilhado por indivíduos de diferentes etnias e profissões.

Ao torcer ardentemente pelo time nacional, fazendo dos jogadores de outras equipes os seus adversários, esses torcedores evidenciavam a importância que o sentimento nacional ia assumindo entre diversos segmentos da população carioca. Seu próprio processo de consolidação indicava, entretanto, as fissuras e ambiguidades de sua construção – que faziam dele um campo de disputas em torno de outros objetivos, além da bola. Mediado por identidades diversas, tal sentimento nacional ganhava um perfil muito menos homogêneo do que desejariam muitos dos intelectuais que, no período, defendiam ardorosamente o patriotismo e o civismo. Trata-se assim de adentrar o tema do nacionalismo buscando, mais do que a lógica dos projetos nacionais construídos pelos escritores do período, os sentidos que ele poderia assumir para aqueles que se limitavam a torcer, das arquibancadas ou das gerais, pela vitória de um time no qual viam a representação da própria nação.

Crédito: livro Footballmania
O fato de que compartilhassem a torcida por um mesmo selecionado não anulava, entretanto, a possibilidade de que os torcedores cariocas construíssem diferentes significados para o futebol. Objeto de grandes discussões entre literatos e médicos, o esporte servia a eles como uma forma de efetivação de variadas propostas para a sociedade. Sem aceitar passivamente essas construções, os admiradores do jogo, reunidos nos centros esportivos formados nos subúrbios ou nos seus locais de trabalho, iam fazendo dele um meio de efetivação de suas aspirações sociais específicas. Tendo no futebol um elemento importante de sua experiência, eles apropriaram-se da imagem positiva formulada para o jogo por seus ideólogos, imprimindo-lhe novos significados que o colocavam a serviço de suas próprias causas. Como código comum compartilhado por grupos diversos, o futebol transformava-se em um bom meio de exprimir suas diferenças e embates – efetivando uma tensa comunicação, analisada no terceiro capítulo, entre os projetos letrados e as visões de mundo dos muitos operários e suburbanos que se entregavam à sua prática.

Vasco da Gama de 1923.
Por fim, um último capítulo de caráter conclusivo centrará sua atenção no processo que, nas décadas de 1920 e 1930, permitiria que toda essa diversidade e polissemia resultasse na transformação do jogo em uma força motriz do sentimento nacional ainda hoje a ele associado. Antes do apito final, era necessário mostrar como foi possível construir para uma prática que se prestava a apropriações tão díspares uma imagem unívoca, que resultaria na transformação definitiva do “foot-ball” no abrasileirado “futebol”. Mais do que um meio de afirmação da identidade entre os brasileiros, como nas disputas realizadas pelo selecionado representativo do país, o jogo ganharia então contornos de um esporte tido como autenticamente nacional. Na base desse processo estava um movimento mais geral, que tinha em Gilberto Freyre um de seus artífices principais.

Gilberto Freyre
Passando a ver a herança negra do país não mais como um problema, mas como uma grande vantagem, esse movimento levantava para os times brasileiros a possibilidade de construção de um outro modelo de futebol. Ao naturalizar nos negros e mestiços características tidas como imanentes à sua raça, como a ginga e a malandragem, firmava-se a visão que fazia do futebol praticado no país a junção da técnica e da disciplina europeia com a malemolência africana, na constituição de um modelo verdadeiramente brasileiro de lidar com a bola. Como resultado direto dessa imagem, o jogo logo passaria a ser considerado um esporte nacional – no qual os brasileiros seriam não mais os aprendizes, como acontecia antes, mas os grandes mestres. Resultado de uma longa história de disputas em torno da devoção geral pelos selecionados representativos do país, essa consolidação da presença negra no jogo mostrava o dinamismo da relação contraditória que, há anos, vinha igualando grupos diversos em uma mesma torcida, na constituição de uma identidade comum.

Getúlio Vargas ao lado de Leônidas da Silva.
Buscam-se assim, nessas páginas, os fios que deram forma à construção social do amplo sentimento nacional testemunhado por Getúlio Vargas em 1938 – o qual, seja nas disputas esportivas seja em outros momentos cívicos, mostra ainda na atualidade toda a sua força. Vendo a cultura não como um campo de construção de harmonias e consensos, na reafirmação de uma lógica expressa há décadas pelo próprio Gilberto Freyre e seus seguidores, mas como um meio de efetivação de disputas e embates entre diferentes práticas e tradições, esse trabalho procura na experiência de sujeitos diversos as múltiplas possibilidades de significado que se engendravam no próprio processo de construção da nacionalidade. Ao recompor suas tramas, podemos tentar entender esse movimento de outros pontos de vista, que não tenham necessariamente na cadeira presidencial ou na pena dos escritores que ao longo desse período se entregaram à sua análise os únicos pontos privilegiados de observação.

Sobre o autor:
Leonardo Affonso de Miranda Pereira possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp - 1991), mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente é professor do quadro permanente do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). Atua na área de História do Brasil, em especial no Segundo Reinado e na Primeira República. Pesquisa temas como os costumes e tradições dos trabalhadores, o associativismo, o lazer e a literatura. Venceu em 1993 o Prêmio Carioca de Monografia com o livro O carnaval das letras (Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, 1994). Junto com Sidney Chalhoub organizou a coletânea A História contada: capítulos de história social da Literatura no Brasil (Nova Fronteira, 1998). Em 2002, publicou As Barricadas da saúde - Vacina e protesto popular no Rio de Janeiro da primeira República (Editora Fundação Perseu Abramo). Em 2005, organizou junto com Sidney Chalhoub História em cousas miúdas - Capítulos de história social da crônica no Brasil (Editora Unicamp). E em 2009 publicou História de quinze dias (Editora Unicamp).

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