quarta-feira, 4 de abril de 2012

Santos FC: 100 em tudo


Amantes da literatura esportiva, atenção! Mais um livro que não pode faltar em sua biblioteca. Mais um livro sobre o centenário do Santos FC que será lançado na próxima semana, no dia 10 de abril na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em São Paulo. Quem assina “Santos 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, (Editora Gutenberg) dispensa comentários: Celso Unzelte e Odir Cunha, uma dupla de jornalistas que tabelam como Pelé e Coutinho.

Não é a primeira vez que ambos assinam uma obra juntos. Há dois anos lançaram “O grande jogo”, sobre a história do clássico entre Santos e Corinthians. 

Isso porque Odir Cunha é santista e Celso Unzelte, corintiano. No caso de Unzelte, ele mostra a torcedores e editores que essa história de que jornalistas que assumem o time pelo qual torcem, podem fazer obras tão perfeitas como esse “Santos 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”.

Odir e Unzelte na apresentação do livro,
em reunião do Memofut,  no Museu do Futebol, SP.
Unzelte ficou responsável pela elaboração do texto das cinco primeiras décadas da história do Santos. A obra tem um tratamento gráfico impecável e o conteúdo...não precisa dizer, fantástico, uma fonte inesgotável de informação. 

É o tipo de livro que não precisa ser lido tradicionalmente do começo ao fim, mas para abri-lo quando quiser, em qualquer página para conhecer histórias interessantes sobre o Santos e por tabela do futebol brasileiro.

Sinopse editora

Santos, 1912. Há 100 anos, a cidade que procurava um clube à altura de sua importância acabou dando ao mundo o time de futebol mais famoso de todos os tempos. Grande, porém, o Santos F. C. sempre foi. Desde os tempos dos pioneiros Millon e Arnaldo. Do ataque dos 100 gols de 1927.

Do primeiro título de campeão paulista, conquistado em 1935. Do bi de 1955/56, com Formiga, Tite, Del Vecchio, Vasconcelos, Zito, Jair Rosa Pinto e Pepe, todos precursores ou contemporâneos da Era Pelé. E quando o melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos ganhou um lugar no time, já de 1957, o que era bom ficou melhor ainda. O Santos passaria a encantar o Brasil, a América do Sul e o mundo – que conquistou duas vezes.

Depois do Rei (que neste livro ganha um capítulo à parte), o Santos seguiu enorme, ao ritmo do futebol discoteca dos Meninos da Vila, em 1978; no embalo dos gols de Serginho Chulapa, em 1984; contando com a juventude em doses duplas de Diego e Robinho, Ganso e Neymar, neste novo milênio. Aqui, esses 100 anos são contados por meio de100 jogos, 100 ídolos e milhões de emoções.
fonte:

Literatura na Arquibancada traz para você a apresentação da obra feita pela dupla Celso e Odir.

Pelé e mais 100
Celso Unzelte
“Aos amigos, costumo dizer que, para mim, quando o assunto é futebol, só uma coisa pode se comparar ao amor por um clube: o amor pela história desse esporte. E que bela e apaixonante história apresenta o Santos ao completar 100 anos.

Um dos amigos com quem partilho o amor pela história do futebol é Odir Cunha. Com ele, já tive o prazer de assinar um livro, O grande jogo, sobre os clássicos entre Corinthians e Santos. Agora, juntos, contamos aqui os 100 anos do próprio Alvinegro Praiano, por meio de 100 jogos e 100 ídolos.

O Santos é o time da Era Pelé e do bi mundial de 1962/63, sim, com muito orgulho. Mas, antes disso, já era o time de Millon, Arnaldo e dos dois campeonatos santistas conquistados com apenas três anos de vida, em 1913 e 1915. De Feitiço, Araken e do ataque que fez 100 gols no Campeonato Paulista de 1927. Do goleiro Ciro, do artilheiro Raul e do histórico primeiro título paulista, em 1935. De Formiga, Tite, Zito, Del Vecchio, Pepe, Vasconcelos e tantos outros que, com o bicampeonato de 1955/56, fizeram a taça de campeão paulista voltar duas décadas depois à Vila Belmiro, antes mesmo que Pelé se firmasse por lá.

Depois, viriam os Meninos da Vila – Nilton Batata, Juary, Pita, João Paulo – e o inesquecível estadual de 1978.  Serginho Chulapa e o Paulistão de 1984. Diego, Robinho e o título brasileiro conquistado às pedaladas em 2002. Ganso, Neymar e o tri da Libertadores em 2011.

Resolvemos deixar o Rei do Futebol de fora da conta, como uma espécie de hors-concours. Ele ganha um capítulo à parte, e mais um ídolo ganha espaço nesta já extensa galeria. Afinal, são tantos outros jogos marcantes e tantos outros ídolos que você vai precisar de um livro inteiro para conhecê-los melhor. Como este.

Espero que, ao lê-lo, você tenha o mesmo prazer que nós sentimos ao escrevê-lo.”

A melhor parte dos 100 anos
Odir Cunha
“De nada valem os grandes feitos se eles não puderem ser compartilhados com as gerações futuras. 

Se vivêssemos apenas do presente, a cada dia teríamos de aprender tudo de novo. Pois o passado ensina, orienta, educa, enobrece. 

Um livro como este, que divido com o amigo e notável pesquisador Celso Unzelte, é de um valor incalculável. O esmero que o Celso e a Gutenberg dedicaram a esta obra chega a ser comovente. 

Espero que os santistas elejam Santos: 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos como um de seus favoritos. A melhor parte desses primeiros 100 anos da rica história do nosso querido Alvinegro Praiano está aqui, com emoção e muita precisão.”

No capítulo referente aos “anos 10”, a origem do Santos, documentada com jornais de época.

“São aproximadamente 14 horas de um domingo, 14 de abril de 1912. 

Na antiga Rua do Rosário, número 10 (hoje Rua João Pessoa), então sede do clube Concórdia, em Santos, 39 pessoas se reúnem para fundar um time de futebol. 

Entre elas, está o futuro ídolo Adolpho Millon Junior, então com apenas 18 anos.

Vários nomes são sugeridos – e em seguida rejeitados –, como África Football Club, Associação Esportiva Brasil e Concórdia Futebol Clube, este último por iniciativa de Álvaro de Barros Fontes, em homenagem ao clube que emprestara seu salão para que aquela reunião pudesse se realizar. Até que Antônio de Araújo Cunha sugere: “Por que não chamarmos nosso clube de Santos Football Club?”. Eram 22h33. Acabara de ser fundado o Santos, primeiro clube paulista a adotar o nome de sua cidade com absoluto sucesso.”

Sobre os autores:
Celso Unzelte
Jornalista e pesquisador, nasceu em São Paulo (SP), no dia 27 de fevereiro de 1968. Iniciou a carreira como repórter da revista Placar, em 1990. Especializou-se na área de esportes, com ênfase na pesquisa histórica. Foi repórter da revista esportiva Ação (que substituiu a Placar) entre 1990 e 1991; editor da revista Veja Paraná (1991); da Placar (1991 a 1993 e 1997 a 2000); da editoria de Esportes do jornal Notícias Populares (1993); da revista Quatro Rodas (1993 a 1997); do site netgol.com (2000/2001); diretor da Revista Varig e da Revista da ABRALE(Associação Brasileira de Leucemia), em 2008. Atualmente, é comentarista das televisões por assinatura ESPN/ESPN Brasil, professor de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e editor do caderno semanal Esporte, do Diário do Comércio. Tem dez livros publicados na área esportiva: Almanaque do Timão (Editora Abril, 2000, reeditado em 2005), Almanaque do Palmeiras (Editora Abril, 2004, em parceria com Mário Sérgio Venditti), O livro de ouro do futebol (Ediouro, 2002), Grandes clubes brasileiros (produção independente, em parceria com Marcelo Migueres, 2002; reeditado em 2004), Os dez mais do Corinthians (2008), O grande jogo: o maior duelo alvinegro do futebol (2009, em parceria com Odir Cunha), Jornalismo esportivo: relatos de uma paixão (2009), Timão: 100 Anos, 100 Jogos, 100 Ídolos (2009), Flamengo: Rei do Rio (2009) e a Bíblia do Corintiano (2010). Foi consultor do Memorial do Corinthians, do Museu do Futebol do Pacaembu e corroteirista do documentário Todo Poderoso: 100 Anos de Timão (2010).

Odir Cunha
Nascido em São Paulo (SP), em 17 de setembro de 1952, formou-se em Jornalismo e atuou em jornais diários, revistas, emissoras de rádio e de TV. 

Ganhou os Prêmios Esso de Informação Esportiva em 1978 e 1979, além de três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte. 

Tem 18 livros publicados, dos quais 11 sobre esporte e sete sobre o Santos.  Entre eles, “Time dos Sonhos – A História Completa dos Santos Futebol Clube” e “Donos da Terra – A História do Primeiro Título Mundial do Santos”. Também adaptou para o Português “O Sorriso do Futebol”, biografia não autorizada de Ronaldinho Gaúcho, escrita pelo jornalista italiano Lucca Caioli.

Um comentário:

  1. Anônimo23:03

    Minhas duas paixões no futebol é o Bangu no Rio e o Santos em São Paulo.timaço do Bangu com paulo Borges, Aladim,cabralzinho e etc. é o grandioso Santos com Pelé me deixava muito feliz.

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