sexta-feira, 16 de março de 2012

Orlando Duarte: a Enciclopédia do esporte


Ele completou recentemente, no último dia 18 de fevereiro, 80 anos de vida. Orlando Duarte, o homem que veio do interior paulista, da cidade de Rancharia, tem uma das carreiras mais longas na história da imprensa esportiva brasileira. E na literatura esportiva é sem a menor dúvida o autor com maior número de livros publicados até hoje. Foram 30, pelo menos até agora, porque Orlando Duarte não para. Em alguns dias, lançará mais um título e tem mais dois prontinhos para os leitores.

Literatura na Arquibancada conversou com Orlando Duarte, considerado por muitos uma verdadeira Enciclopédia do esporte brasileiro.

Literatura na Arquibancada:
Você trabalhou na imprensa esportiva durante muitos anos e conhece bem esses personagens: por que Pelé x Fried? Quem foi maior?

Orlando Duarte:
Não se trata de maior. É que a Fifa tinha uma informação equivocada sobre o número de gols do Fried, o que era um absurdo. E como eu sabia que ele não tinha jogado tanto como Pelé, nem Copa do Mundo, nem nada, fiz com o Severino, lá de Teresina, uma pesquisa bem ampla sobre toda a carreira do Fried, comparando-a com a do Pelé e a diferença era grande.

Em gols eram mais de 500 a favor de Pelé. Mas Fried foi um grande astro, um grande craque, nada disso foi para diminuir o Fried que foi um ídolo nacional.

L.A:
Na parte de clubes seu trabalho também é um fenômeno porque você sabe como torcedor é passional. Você conseguiu em sua longa trajetória na literatura esportiva escrever sobre quase todos os grandes clubes de São Paulo. Como foi isso? Teve problemas com o torcedor apaixonado?

OD:
Eu nunca comparo o torcedor com o clube. Todos os clubes tem os seus torcedores de alta categoria, os seus maus torcedores, e nos últimos tempos um grande grupo de vândalos. Com essa gente eu não lido.

Tive amigos e fui associado do Palmeiras, amigos e associado no São Paulo, amigos e associado na Portuguesa, amigos do Santos. 

Eu tive amigos que eu os fiz através da minha condição de jornalista, então não vi nenhum problema de escrever sobre esses clubes, primeiro sobre a Lusa, o meu time de coração. 

Mas eu vou continuar escrevendo porque os clubes merecem total respeito.

Não fosse os clubes não teríamos estádios nem campeonatos, não fosse os clubes, por exemplo: Ba-Vi, na Bahia; Fla-Flu, no Rio; Atletiba, no Paraná; Grenal, no Rio Grande do Sul; essa rivalidade é que fez a força do futebol brasileiro. 

São esses clubes que eu estimo.

L.A:
Você fez também várias Enciclopédias sobre futebol, especialmente Copas do Mundo. Dentro dessas pesquisas enormes qual história (ou causo) você não se esquece de contar.

OD:
Eu creio que o que melhor se faz é citar a grande personalidade de Paulo Machado de Carvalho que evitou alguns problemas que ficaram desconhecidos do público, por exemplo, quando Didi recebia cartas de sua mulher Guiomar, falando da tristeza da ausência dele. Ele (Dr. Paulo) ligou para a TV Record, da qual era dono, e pediu para que se comprasse um colar de pérolas para mandar para Guiomar em nome do Didi. Ela ficou encantada e Didi feliz da vida, jogou aquele futebol que todo mundo viu.

Outra dele é quando o zagueiro Mauro, ameaçou na Copa do Chile, em 1962, voltar ao Brasil depois da estréia boa que fizera e quiseram tirá-lo para colocar Bellini em seu lugar. Dr. Paulo foi muito importante nesse episódio. Não deixou que isso acontecesse. Nos treinos também ele estava de olho em Paulo Amaral, preparador físico da seleção. Paulo Amaral exigia muito dos craques e um dia Nilton Santos, não contente com esse rigor, chegou para o preparador físico após o mesmo pedir para que ficasse saltando, e disse a ele: “Não vim aqui disputar o Sul-Americano de Atletismo, vim disputar a Copa do Mundo e já sou um senhor”. Dr. Paulo estava próximo quando isso aconteceu. E disse: “Acabou o treino, que bacana Paulo Amaral, parabéns Nilton”. Ele tinha uma conceituação perfeita de relacionamento, porque tinha tevê, rádio, estava acostumado com essas discussões.

Thomaz Mazzoni
L.A:
Por conta dessa grande produção de livros na literatura esportiva você pode ter se inspirado em um ex-companheiro de trabalho, em A Gazeta Esportiva, Thomaz Mazzoni, que também escreveu 20 livros sobre futebol, regras e histórias do esporte?

OD:
Pensei muito em Thomaz Mazzoni, pois vivi muitos anos com ele. Eu o via colecionar tudo quanto era resultado do esporte. Imaginava que aquilo tudo tinha algum sentido. E tinha. Ele sempre tinha as informações do dia, no futuro. 

Aquilo me entusiasmou, tanto que meus primeiros livros, não foram livros esportivos, mas livros de informações. Percebi que Copa do Mundo estava sem Thomaz Mazzoni, arbitragem sem Thomaz Mazzoni, que escreveu livros com Leopoldo Santana, quer dizer, Thomaz era um intelectual, sem o ser.
L.A:
Você está com mais três livros prontos para serem lançados. Fale um pouco sobre eles? Como consegue produzir tantos livros?

OD:
Não sei o que acontece. Eu estava recentemente analisando a história do futebol no mundo e disse para mim mesmo: ‘poxa, está faltando alguém falar do futebol no mundo’. Como eu havia lido aquela coleção “Cavalo de Tróia”, de J.J. Benitez que inventa uma máquina do tempo, eu disse: ‘vou inventar uma máquina do tempo e sair por aí’. E inventei. Fui para a China, Grécia, Roma...Depois, destruí, na Inglaterra, a máquina do tempo e fiquei vendo como o futebol se formou por lá. Em todos os lugares, as informações são oficiais, verdadeiras, só que a minha presença é ficção. Então, voltei de navio com Charles Miller. O livro chama-se “Pioneiros” e será lançado agora, pela editora Anima.

Um dos livros de Orlando Duarte sobre
a história dos esportes.
 
Aproveitando o tempo que tenho agora, escrevi um livro sobre “olimpismo”, mas não se trata de resultados de Olimpíadas. A Olimpíada, o que é, do que se trata, quando surgiu no tempo dos gregos. 

Ainda não há título, mas o texto já foi entregue. Sairá pela Editora Anima também.

O terceiro é um livro sobre “táticas”. Só que esse, eu e a editora para quem entreguei os originais, não nos entendemos e acabei passando para outra editora. 

O livro está pronto, mas quando vai sair fica difícil de dizer.

L.A:
Após tantos livros produzidos, qual o momento mais marcante em um deles?

OD:
Para mim, “Todas as copas do mundo”, que acabou editado em 1994, nos Estados Unidos, com tarde de autógrafos na 5ª Avenida, na Barnes & Noble, no dia 2 de junho. 

Foi editado também na Espanha, México, Colômbia, um best-seller, um livro que me deu muitas alegrias.

Outro que me deu muito destaque foi recentemente a autobiografia de Pelé, publicado no mundo inteiro.

L.A:
E de sua vida profissional, qual o momento mais marcante?


Orlando Duarte e Silvio Luiz.
OD:
Como diz Roberto Carlos: “são tantas emoções”...Eu vivi a maior parte de minha vida, nos campos esportivos. Eu amo o esporte. Fiz Olimpíada, Copa do Mundo, torneio de tênis, boxe, automobilismo, enfim, tudo, porque sempre vivi o esporte. Para mim, esporte é uma coisa linda, onde o homem ou a mulher coloca toda a sua força pelo resultado. Os dramas, os choros, as alegrias, tudo isso é muito bonito no esporte. O esporte é para sociólogos, psicólogos, jornalistas e para todo o mundo. Porque é sempre um desafio, você não sabe nunca o que pode acontecer numa partida de qualquer esporte.

Com tantos livros publicados e tantas histórias vividas no mundo dos esportes, Orlando Duarte tinha que ter uma obra que guardasse para sempre essas andanças.

Em julho de 2010, Conceição Duarte (sua esposa) e Fátima Graziano lançaram “Orlando Duarte em cena”, a biografia do jornalista esportivo.

Conceição e Orlando destacam na obra uma história marcante, envolvendo o ex-presidente da República, Juscelino Kubitscheck.

Encontro com JK

“Tenho outro instante da minha vida, que data de 60 ainda. Eu estava em Nova York, com o Santos Futebol Clube, e recebi o telefonema de um amigo, o Mahfuz, que perguntou-me o seguinte: ‘Sabe quem está aqui em Nova York e gostaria de ver o jogo do Santos e Internazionale de Milão?’. ‘Não! Respondi’. ‘O presidente Juscelino Kubitschek’, afirmou.
JK estava exilado e estava sempre, entre Lisboa/ Nova Iorque e Nova Iorque/ Lisboa. Eu não perderia a oportunidade de estar com ele, em absoluto.

O Presidente havia dito que viria ao meu encontro, era só marcar, caso eu desse o ok. Precisei que Mahfuz me dissesse onde ele estava hospedado e, imediatamente informei que nós o buscaríamos. O Hotel dele era o Americano, que hoje é o Sheraton, pertencia a América Airlines. Marcamos às 2 horas. Incrível lembrar desta cena. Passamos na porta do hotel às 2 horas em ponto com o ônibus da Seleção. Paramos do lado oposto ao dele, mas podíamos vê-lo ansioso, sozinho, simpático e elegante esperando pela nossa chegada. Atravessei a rua e fui ao seu encontro, informando-o que ele iria no ônibus com o Santos. Nem preciso dizer da sua alegria em participar disto. Assim que pisou no ônibus, antes mesmo de se acomodar, os jogadores cantaram para ele a música “Peixe Vivo”. Seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Todos nos emocionamos. Ele se sentou ao meu lado e fomos conversando sobre muitas coisas.

Partimos para o estádio, onde estavam 56.000 espectadores. Eram eles, negros, porto- riquenhos, brasileiros, latinos, cubanos, americanos...gente de todo lugar. O motivo de todos estarem lá, era porque jogaria o Santos, de Pelé, contra o Internazionale. Tomei o cuidado de levar a informação para o serviço de imprensa do estádio, que tratou de anunciar a presença do ex-Presidente do Brasil. O anúncio foi assim: “Attention! In this Stadion today the former President from Brasil Doctor Juscelino Kubitschek – Foi ovacionado!

Ele estava ao meu lado e notei seus olhos marejados. Não falei nada e nem deixei que ele percebesse. Respeitei-o. Começou o jogo com a vitória do Santos, que ganhou por 4 a 1. Ao final do jogo, ele se adiantou dizendo, que voltaria de táxi. Eu não tiraria de JK, mais alguns momentos com o Santos, afinal, ele era nosso convidado e voltou conosco. Sentado ao meu lado JK disse que eu havia proporcionado a ele o melhor dia de sua vida. Não entendi até que ponto isso poderia ser verdade. Só sei que ele falou com imenso carinho comigo, me sensibilizou demais.

JK e Orlando Duarte.
Mas não poderia deixar de contar uma história a ele e de dizer que eu só estava retribuindo o que havia recebido dele no passado. E surpreso me perguntou, retribuir o que? Presidente era eu um jovem jornalista da Gazeta e no dia 21 de Abril de 1960, dia em que foi inaugurada Brasília, eu fui para cobrir o evento. Trabalhava nessa época na “Gazeta Esportiva”. Neste dia fiz de tudo, entrevistei almirante, ministro, só não havia conseguido entrevistar o senhor. Houve aquela cerimônia de entrega das credenciais dos diplomatas. Estava uma manhã de sol muito quente, bonita, seca. Fui com a credencial do fotógrafo Sérgio Jorge e com a máquina dele. Fiquei esperando para falar com o senhor. Observava tudo bem de perto e quando acabou a cerimônia, estava Ranieri Mazzili, Presidente da Câmara, e foi várias vezes o Presidente substituto. Jango ao seu lado na condição de Vice-Presidente e Presidente do Senado.

JK e Jango, na inauguração de Brasília.
O Senhor e duas grandes filas onde haviam generais, brigadeiros e almirantes aguardavam o momento solene. Aproximei-me do senhor e falei que trazia um abraço de Carlos Joel Nelly, da Gazeta Esportiva, que trabalhou com o senhor no Minas Tênis Clube. E me surpreendi com a imediata pergunta que me fez: “Como vai Nelly?” Quando o senhor se dirigiu a mim, um coronel se colocou a minha frente, me barrando acintosamente com seu corpo. Quis me tirar de lá e o senhor interferiu: “calma, deixe o Orlando, ele é meu convidado” e pediu para que eu me sentasse perto do senhor. Nem é preciso dizer, o ódio que este coronel sentiu de mim, e me olhou como se quisesse me matar!

Um pouco depois, o senhor ainda se dirigiu a mim e perguntou: ‘Orlando, quer mais alguma coisa? Quer ficar com a gente?’ Eu lhe disse que queria saber se em Brasília haveria esporte e estádio. O senhor me respondeu que a cidade teria de tudo era o futuro! Nesse instante havia fechado minha cobertura, “Agradeci sua acolhida, e acrescentei que havia feito muito por mim... Surpreso, JK me interrompeu para dizer: ‘Mas, Orlando, isso não é nada. Eu não fiz nada’. Ele ficou encantando e eu também.

Naquele dia, quando saí de Brasília tomei o avião da Real Aerovias e corri de volta para o Jornal. A bordo estava também o meu amigo o deputado socialista Antonio Rogê Ferreira, em quem sempre votei. Ele era corintiano, e são paulino ao mesmo tempo, uma mistura única! Foi presidente do CND (Conselho Nacional de Desportos). Quando cheguei na Gazeta Esportiva com a minha Olivetti, já havia escrito toda a matéria para o jornal, durante a viagem. Na primeira página, na capa do Jornal estava assim: “O Brasil tem nova Capital”. Isto foi no mesmo dia da inauguração. 

Antes da meia noite, “A Gazeta Esportiva” estava a venda, com exclusividade em todas a bancas de São Paulo. As matérias eram todas minhas. Por este trabalho, recebi o “premio honroso” de “Martini Rossi”, pela cobertura em 21 de Abril de 1960” .

Orlando Duarte, Bill Clinton
e Conceição Duarte.
Numa segunda oportunidade Orlando estava mais uma vez em Nova Iorque quando recebeu a ligação da assessoria do Presidente da República do Brasil, que estava lá também. E mais uma vez surgiu daí o convite para almoçar com JK. Naquele dia, Orlando não pode ir porque precisaria acompanhar Pelé que havia agendado um encontro com Robert Kennedy, então Ministro da Justiça. Para ambos era um momento histórico. Mas houve um imprevisto dentro da Casa Branca e as duas oportunidades foram perdidas. “Ficou para mim a impressão de que Juscelino era uma pessoa cândida, democrática. Um cara fantástico. Lamentavelmente, não estive mais com ele. Infelizmente!”.

Sobre Orlando Duarte:
Nasceu em Rancharia (SP), em 18 de fevereiro de 1932. É um dos jornalistas brasileiros mais conceituados no meio esportivo. Com mais de 50 anos de profissão, cobriu todas as Copas do Mundo desde 1950 (foram 14) e 10 jogos olímpicos.
Duarte trabalhou nas TVs Globo, SBT, Jovem Pan UHF, Bandeirantes, Gazeta e Cultura. Na rádio Jovem Pan ficou por 22 anos, e na Trianon, por 6. Além disso, teve passagens pelos jornais Gazeta Esportiva, A Gazeta, Mundo Esportivo, O Tempo, Última Hora e o Diário da Noite e publicou mais de 25 livros.
Em seu último livro, “Na Mesma Sintonia”, Duarte fala sobre sua trajetória no rádio.
Atualmente, Orlando Duarte mantém o Blog da Cultura Esportiva  na internet, administrado por seu filho, onde responde questões ligadas ao esporte, e escreve a coluna “O Informal”, publicada em dezenas de jornais brasileiros.

11 comentários:

  1. Ah! Que lindo!! Vc já postou seu papo/entrevista com OD! Que bom, mas temos muito mais não é? Afinal o cara é um monstrinho com relação a história de vida dele dentro do mundo esportivo, sobretudo no futebol. Parabéns André e muita sorte na vida. Um beijo, CON

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  2. Que legal ler coisas do Orlando no seu blog. Quando estamos fora do nosso mundo, muitas vezes enxergamos ele de forma diferente, talvez até melhor! Seu blog é muito interessante, e rico de histórias, coisa que necessitamos em várias áreas na mente dos nossos brasileiros.
    Obrigada André, pela homenagem e oportunidade que dispensou ao Orlando.
    Um grande beijo,
    Conceição

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  3. Oi Conceição, que é isso...Não é mais do que obrigação minha/nossa divulgar a imensa obra jornalística e literária do grande Orlando. grande abraço pra vocês...

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  4. Anônimo16:43

    Grande Orlando Duarte. Gracias.

    Jean-Pierre

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  5. Anônimo00:37

    Alguém teria o e-mail do Orlando Duarte?

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  6. Wanderley Frare Junior02:36

    O Orlando fala com propriedade tanto de Futebol quanto de Curling, porque tem o preparo de anos de esperiência no esporte. A cada obra desse prolífico escritor e jornalista admiro ainda mais o seu trabalho. Vida longa ao grande Orlando e que ele ainda nos presenteie com muitas obras sobre os esportes, sobretudo nosso amado futebol. Viva Orlando Duarte.

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  7. Sempre admirei os comentarios e as coberturas jornalisticas do Orlando.Era seu ouvinte assiduo qdo ainda atuava na radiofonia e tenho imensas saudades deste tempo distante mas tao recente em nossas lembrancas.Obrigado,querido Orlando pelos momentos que me proporcionastes e pelos belos livros que sao eternos e ja tive o prazer de ler varios deles.Deus te de muita saude e lucides para continuar sua obra que e belissima.

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  8. dorvalino08:42

    Realmente trata-se de um profissional, da mais alta graduação.tive o privilégio de trabalhar na federação e pude perceber,o quanto o casal dignifica a classe humana.

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  9. É com uma emoção incontida que li todas estas linhas, vi em minha infância um senhor que falava de esporte com o coração, em meus 06 anos de idade há frente de televisor preto e branco, a figura deste senhor falando na copa do mundo de 1970. É desta época que lembro meu inicio de memoria da minha vida. Seus comentários totalmente profissionais e imparciais sobre os times de futebol na tv cultura, eram fantásticos, jamais teremos alguém assim com tamanha maestria. Parabéns Sir Orlando Duarte, Que DEUS continue lhe abençoando e Obrigado por participar da minha vida . Um forte Abraço, Robson D. Cantarani - S.C.Sul - SP

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  10. Está faltando a foto de livro que Orlando Duarte escreveu sobre o seu clube do coração, a Portuguesa de Desportos, para tornar este artigo ainda mais bacana!

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  11. Grande mito Orlando, para sempre o maior jornalista esportivo do Brasil!

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