quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Jorge Luis Borges e a tragédia do Egito

Crédito: AFP

O jogo de futebol, quer dizer, a batalha campal, entre os torcedores (sic) do Al Ahli, do Cairo, e Al Masri, de Port Said, no Egito, terminou em uma das maiores tragédias da história do futebol mundial. Não há ainda números oficiais, mas até as 19hs de Brasília, o Ministério egípcio da Saúde confirmava o número de 73 mortos.

Crédito: Reuters
Não importa aqui, neste espaço de reflexão sobre a literatura esportiva, nem mesmo o placar do jogo. Mas como ensinamento (e reflexão também), tragédias como essa talvez justifiquem o descaso que um dos maiores escritores de todos os tempos tinha pelo futebol.


Recentemente, aqui mesmo no Literatura na Arquibancada, o historiador Ademir Luiz escreveu sobre Jorge Luis Borges: “Ele abominava o futebol. Achava-o antiestético e tolo. Uma bobagem inglesa. Considerou a Copa do Mundo de 1978, sediada em sua Argentina natal, ‘uma calamidade’. Em uma entrevista concedida no ano seguinte, declarou que “o futebol é fundamentalmente ignóbil e agressivo, desagradável e comercial”. 


Mas em um momento trágico como esse vivido no Egito, resta ainda uma declaração definitiva de Borges sobre o futebol:

Todos falam de futebol e poucos o entendem de forma correta, então fazem de um triunfo ou de uma derrota uma questão de vida ou morte.”



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