sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Física do Futebol


Está no “prelo”, um livro diferente para os amantes da Literatura Esportiva Brasileira. E quem vai adorar são os jovens do ensino médio (público alvo da obra), pois aprender Física não e nada fácil...Pelo título, o leitor pode se assustar, mas a obra escrita por Marcos Duarte e Emico Okuno, “Física do Futebol” (Oficina de Textos, 2012), tem leitura fácil e agradável, além de um projeto gráfico belíssimo, com muitas ilustrações que complementam especialmente as informações técnicas. As apresentações são assinadas por duas feras: Marcelo Gleiser e Tostão.

Sinopse:
Futebol e Física são inseparáveis. Futebol é movimento, mas não um movimento qualquer, desordenado, sem leis. 

Cada jogador é um criador num cenário com leis predeterminadas. Cada ação do jogador tem sua intenção, que é, em parte, moldada pelas leis (regras) do futebol e pelas leis da natureza.

Mas assim como é impossível prever o quadro de um pintor a partir de sua aquarela, a ação de um jogador é, em princípio, também impossível de prever, mesmo com o conhecimento de todas as leis da natureza. Muitos dizem que é isso o que torna o futebol tão apaixonante, e que talvez o futebol brasileiro seja o que mais se aproxima dessa criatividade em campo. Obviamente este livro não tem a mínima intenção de arranhar esse encanto, mesmo porque seria uma tarefa em vão.

Entender a Física do futebol provavelmente não vai fazer ninguém jogar melhor, mas com certeza vai ajudar a compreender um pouco mais esse jogo fascinante. 

E para quem quer compreender as leis do movimento, estudar a Física do futebol é a maneira mais descontraída de fazê-lo. Este é o objetivo desta obra: mostrar para os boleiros e curiosos da Física, a Física que há no futebol.

O livro não só ensina Física, mas também as próprias regras do futebol e tudo o que nele acontece relacionado à Mecânica. Os conceitos de Mecânica são descritos de forma a cobrir todo o conteúdo normalmente abrangido no currículo de Física do primeiro ano do ensino médio.

A presente obra foi escrita de maneira a descrever em mais detalhes o porquê de certas coisas na Mecânica. Fórmulas matemáticas são utilizadas, mas sempre procuramos mostrar a motivação que existe por detrás delas. Acreditamos que o livro possa ser utilizado de maneira quase autodidata, pela forma como foi desenvolvido.

Fonte:

Para degustar trechos da obra, acessar:

Bola Copa 1958 - Suécia
Há ainda varias curiosidades para os leitores de “Física do Futebol”, como por exemplo a história das bolas usadas em Copas do Mundo.

“Em 1999 foi encontrada a bola de futebol mais antiga; provavelmente com 450 anos. Ela estava escondida entre as vigas em cima da cama de Mary Stuart, Rainha dos Escoceses, no Castelo de Stirling, na Escócia. A bola era feita de bexigas de porco com um revestimento de couro. Antigamente as bolas de futebol eram feitas de bexigas de boi ou de porco.


Bola Copa 1938 - França
As bexigas eram revestidas de couro, que absorve água, e nos dias de chuva a massa da bola podia duplicar por causa não apenas da água, mas da lama que grudava nela. 

A partir de 1960, essas bexigas de animais foram substituídas por bexigas de borracha. Hoje em dia, quase toda bola de futebol é feita de material sintético. 

As bolas têm várias camadas de material que são revestidas com uma cobertura à prova d’água. As camadas são cortadas em gomos de diversas formas, normalmente retângulos, pentágonos ou hexágonos, que são unidos por costura para formar a bola.

Bola Copa 1950 - Brasil
A Jabulani, bola usada na Copa de 2010 na África do Sul, foi confeccionada totalmente a máquina. Entretanto, no mundo todo, as bolas de futebol ainda são feitas manualmente, costuradas por mãos habilidosas. 

A forma e a quantidade de gomos de uma bola de futebol têm variado com o passar do tempo, na tentativa de se conseguir uma bola cada vez mais perfeita, esférica, indeformável etc.

A bola utilizada na primeira Copa, em 1930, no Uruguai, era de couro e tinha 12 gomos, cada um de forma retangular. No final dessa Copa, no jogo entre Uruguai e Argentina, por causa da falta de acordo, foi utilizada uma bola diferente para cada tempo do jogo: no primeiro tempo foi a bola escolhida pela Argentina (2x1) e no segundo, a bola escolhida pelo Uruguai (4x2)...”



Sobre os autores:
Emico Okuno é doutora em Física pela Universidade de São Paulo (USP). Cursou pós-doutorado na Universidade de Parma (Itália). Foi professora do Instituto de Física da USP de 1960 a 2006. É autora de Física para as Ciências Biológicas; Radiação: efeitos, riscos e benefícios; Desvendando a Física do corpo humano: biomecânica; Radiação ultravioleta: características e efeitos; e Física das radiações.

Marcos Duarte é doutor em Física pela Universidade de São Paulo (USP). Cursou pós-doutorado na Universidade da Pennsylvania (USA). É pesquisador e professor no programa de Engenharia Biomédica na Universidade Federal do ABC.


3 comentários:

  1. Depois de ver o Marcos Duarte no Globo Esporte fui buscar mais sobre este livro e acabei conhecendo uma iniciativa muito bacana.

    Parabéns!

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  2. Anônimo15:52

    Idem Geisa!

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  3. A minha história é a mesma da Geisa, vi o Marcos Duarte no Esporte Espetacular e procurei sobre o livro dele, afinal, gosto de física e futebol, e um livro com os dois assuntos me agrada kkkk. Gostei do blog, estão de parabéns, eu tenho um blog tbm, sobre futebol, mas com humor, deem uma olhada depois, valeu. :)
    http://faltaportras.blogspot.com/
    Abraços.

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