quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Marcos e a difícil hora de parar


O goleiro Marcos, do Palmeiras, anunciou sua despedida do futebol. Esse, com certeza, é o momento mais difícil na carreira de qualquer profissional, mas para um jogador de futebol, parece o "inferno".

Marcos, apesar de palmeirense, é querido por quase todos os torcedores brasileiros, pelo jeito simples e sincero que sempre o caracterizou, dentro e fora dos gramados.


Há dois meses, o consagrado escritor Rubem Alves também tomava decisão semelhante, só que no seu caso, o anúncio feito em um artigo inesquecível era o de que deixaria de escrever sua coluna semanal no jornal Folha de S.Paulo (vale a pena ler: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0111201105.htm).

Em um pequeno trecho, nas sábias reflexões de Rubem Alves, aparece algo que caberia muito bem para "confortar" o grande goleiro Marcos: "O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: 'Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem'".


Marcão, sabemos que você dificilmente lerá esse post, mas para seus admiradores ficará a reflexão do mestre Rubem Alves, a de que você permanecerá para sempre entre nós, amantes do bom futebol.


E para quem quiser aprofundar ainda mais a reflexão sobre esse triste momento na carreira de um jogador como Marcos, vale a leitura dos versos do escritor Charles M. Phelan:






Poema de Charles Phelan
Hora de Parar



Quantos caminhos devo caminhar
Antes de entender da solitária marcha
Que em algum ponto… e algum lugar é hora de parar…



Quantos erros devo cometer sem saber qual
Nos momentos de decisão quando se apresentam tal
Quando decido e erro igual por desconhecer
O que é bom e o que é mau…



Quando tropeço em vias outras sem olhar
logo se revela um frio de advertência
aí retorno… pisando inverso sobre os passos contrários do meu pisar…



Quando encontro a saída enfim
E o caminho, no meu caminho
O frio começa a passar… e abranda minha aflição
E na marcha já não tão só… sei que é hora de parar…




Fonte (poema):
www.substantivoplural.com.br. Neste site você encontrará outros textos maravilhosos de Charles M. Phelan.

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