quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sai ou não sai?


Hoje, quarta-feira, o noticiário esportivo apareceu com a informação de que o Palmeiras pretende impedir na Justiça o lançamento da biografia do goleiro Marcos, "São Marcos, De Palestra Itália" (Celso de Campos Jr., Editora Realejo), divulgada aqui dias atrás.

O tema é polêmico no Brasil. Na Literatura Esportiva, há um caso emblemático. Ruy Castro, autor de "Estrela Solitária", livro que "revolucionou" o mercado de livros sobre o futebol no país, sentiu na pele todos os problemas referentes ao tema: biografia autorizada ou não-autorizada.


O livro acabou proibido por um ano (de dezembro de 1995 a novembro de 1996). Porém, o processo movido pelas filhas de Garrincha perdurou por mais dez anos e rendeu o pagamento de R$ 30 mil, a cada uma das filhas do craque em acordo feito pela editora na Justiça.


Depois desse episódio e de vários outros no país, como nas obras de Guimarães Rosa e o cantor Roberto Carlos, os riscos de processo e interdição afastou o interesse de escritores e de várias editoras brasileiras na publicação de biografias.

Depois de todo o embróglio, Ruy Castro, como não poderia deixar de ser, deixou em uma de suas centenas de entrevistas sobre o caso, uma frase histórica e, talvez, definitiva para os escritores: "em pouco tempo, os autores terão de procurar o único biografado possível, aquele que seja solteirão, filho único, órfão sem parentes e comprovadamente estéril".


Nenhum comentário:

Postar um comentário