sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Paixão colorada


A paixão por um clube de futebol não se explica. O bancário Athos Ronaldo Miralha da Cunha, gaúcho de Santa Maria, no Rio Grande do Sul é, semelhante a Luis Fernando Veríssimo, apaixonado pelo clube de coração, o Internacional.

Depois de lançar em 2009, o livro de crônicas “O gol iluminado” (Editora Manuzio, 2009), ele e seus amigos colorados estão de volta com o livro “Bem vindos ao inferno – Histórias de amor pelo Internacional”. Athos é um cronista de mão cheia. 

Para conhecer melhor sua obra, vale a pena acessar seu blog http://quemallhepergunte.blogspot.com/

 Texto de Athos Ronaldo Miralha da Cunha sobre o livro “Bem-vindos ao inferno – Histórias de amor ao Internacional”

Como a literatura é divina, infernal e bonita! Nossos pensamentos vagueiam em contradições, numa dialética bicolor. A literatura é grandiosa, vasta e infinita. E, hoje, cada vez mais instantânea e virtual.

Esse livro de crônicas – cujo título homenageia a Galera no Beira-Rio , “Bem-vindos ao inferno” – tem o intuito de transformar nossa paixão pelo Internacional em uma leitura prazerosa.
Os deuses fazem literatura. Essa é a premissa. Os deuses... e os diabos. O céu e o inferno.
Os que escrevem a verdade. Escrevem certa verdade, sendo deuses ou diabos. Estando no céu ou no inferno. São os paradigmas de quem tem o vermelho da paixão. Assim, como os deuses escrevem? Certo e com a razão, talvez até escrevam em azul. Os diabos escrevem errado e com a emoção, talvez escrevam em vermelho.

A literatura tem os temperos do céu e do inferno. Os deuses temperam com ervas aromáticas e os diabos, com pimentão. O vermelho é “caliente”, é latino-americano. O azul é polar, é Antártida. O vermelho e o azul, essa é a bipolarização. Seu coração é livre para escolher. Mas, como resolver essa contradição, se meu coração é vermelho e a liberdade é azul?
O paraíso é azul e o inferno é vermelho? Por que é sempre assim? Quem inventou essa convenção?

Graças à literatura, nós vamos ao céu na companhia dos anjos, vamos ao inferno com os demônios. Retrucamos marmanjos que escrevem pandemônios. Vamos à praça, ao rio e ao mercado. À floresta, às profundezas dos oceanos e ao topo do mundo. A literatura nos leva aos confins do universo. Inclusive, por conta da literatura, somos “Bem-vindos ao inferno”.
Escrevemos, todos, deuses ou diabos, e queremos exprimir nossas opiniões, anseios monocromáticos e ideias vãs.

Escrevemos um texto, convictos de que são os deuses que escrevem. Mas o que é a convicção senão a maior inimiga da verdade? Já dizia Nietzsche. Então, contestamos... porque o vermelho é que nos emociona. Somos deuses ou diabos quando exaltamos nossa paixão colorada. Não nos importa se o vermelho é a cor do inferno, pois são os homens que denominam o que é deus e o que é diabo. A cor do céu e a cor do inferno. Então, simplesmente, escrevemos. E optamos pelo lugar onde queremos ser acolhidos.

Nesse “Bem-vindos ao inferno”, não desejamos o fogo ou as trevas para os leitores, apenas externamos nossa exacerbada paixão pelo clube do povo do sul do Brasil.
Sejam “Bem-vindos ao inferno!”.







Mais sobre o autor:
Athos Ronaldo Miralha da Cunha é casado, pai de dois filhos e tem como hobby a escrita: crônicas, poesias, histórias. Tudo é transformado em literatura na sua Santa Tecla, codinome que inventou para brincar de escritor. 

Participou de vários concursos literários em seu estado e ganhou menção honrosa no Concurso de Crônicas da Universidade Federal de Santa Maria e Destaque Literário da Alpas XXI (Associação Literária a Palavra do Século XXI). 

Concorreu duas vezes aos prêmios Caixa de Histórias e Banco de Talentos, com crônica e poesia.

Um comentário:

  1. Anônimo16:56

    Caros amigos.
    Como um dos autores do livro “Bem-vindos ao inferno. Histórias de amor pelo Internacional”, gostaria de agradecer esse apoio, bem como, deixar o convite para o lançamento no dia 17 de dezembro.
    Abraços fraternos porque a fraternidade é vermelha.

    Athos

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