quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Na marca do pênalti


Mais uma dica do Literatura na Arquibancada para jovens leitores (e para adultos também, claro, porque todos um dia passamos por essa fase). “Na marca do pênalti” (Editora Atual, 1999), livro de dois craques, o escritor mineiro Leo Cunha e o ilustrador Roger Mello, faz o que a literatura infanto-juvenil tem de mais rico: a reflexão sobre temas do cotidiano. E nada melhor do que o futebol, paixão número de quase todo brasileiro, para estimular e cativar jovens leitores.

Sinopse

Em Campos Gerais, a vida gira em torno do futebol! Olha a ginga! De trivela! Que drible!
Duas torcidas dividem a cidade onde cada morador parece guardar um segredo. Segredos que têm a ver com futebol, é claro.
Nina tem 12 anos e é torcedora fanática. Sempre foi uma garota bem-comportada, até que seus amores futebolísticos levam-na a participar do roubo de uma prova, na escola. Daí ela e seus amigos ficam Na marca do pênalti.

Trecho:
"Jogar contra o Tonho era covardia. Quer dizer: só não era covardia porque o Tonho respeitava cada um que ele humilhava em campo. Dava um baita lençol e vinha pedir desculpa. Tacava uma debaixo das pernas e logo voltava pra se explicar. Quando marcava gol de bicicleta, arroxeava todo de sem-graça, vai entender aquela culpa toda... Pro Tonho aspirar a Garrincha, só faltava aquela molecagem de matar a gente de rir. Porque bola ele tinha de sobra.
Já o Peruca era o contrário. Faltava futebol, mas derramava pimenta. Gostava de filosofar assim:
- O Tonho tem um talento nato, feito um olho azul. Já o meu talento é adquirido, feito um olho roxo
..."

Opiniões sobre a obra:

"Apresenta aos leitores, numa história marcada por humor, bom suspense e momentos emocionantes, temas extremamente significativos como amor, paixão, caráter, comunidade, valores. Trata dos pequenos segredos que atormentam as pessoas como se fossem grandes fantasmas, e das pequenas verdades que acabam representando grandes redenções." Marcello Castilho Avellar, no jornal Estado de Minas.

"Em Na Marca do Pênalti, o não-politicamente é uma das marcas da autonomia dos personagens em relação ao mundo adulto e suas regras. E também a afirmação da necessidade, própria de qualquer ser, de amealhar sua própria experiência de vida, sem dar ouvidos aos apitos do juiz. Falam-se palavrões; a garotada, uns são bonzinhos, outros não, outros lá e cá, dependendo da situação. Não se leva muito a sério os adultos, todo poder aos adolescentes, e, com um drible deste livro futebolístico, Leo Cunha engana o leitor, numa peripécia anunciada: a todo momento ele avisa que futebol é uma caixinha de surpresas. E o livro esbanja trivelas e gingas de deliciar os olhos. Bela montagem! Enfim, com personagens que qualquer um gostaria de ter como amigo ou namorar (nada mais chato do que um modelo de bom-comportamento; esses ninguém quer nem ter como amigo, nem namorada), Leo arma um saboroso enredo, no qual todo mundo também gosta de entrar. Dá saudades, quando termina!"Luiz Antonio Aguiar

"A história se desenvolve reunindo suspense, humor, paixão, sofrimento, alegrias, confusões e muitas partidas de futebol. A linguagem alia expressões típicas do futebol com os maneirismos da fala de Minas Gerais, criando efeitos, driblando situações, posicionando personagens para uma goleada com as palavras. Ótima opção de leitura para adolescentes apaixonados ou não por futebol." Silvia Oberg, na Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil.

"Esse livro cai como uma luva para os leitores mais experientes e que adoram futebol. A cidade onde a história se passa - Campos Gerais - é dividida em duas torcidas; tem um herói que está na Seleção Brasileira (o Sabonete); um professor que detesta o esporte e uma torcedora que apronta mile uma estripulias". Da revista Pais e Filhos

"Imagine uma pequena cidade interiorana, onde segredos e verdades de cada morador estão relacionados à paixão pelo futebol. Este é o roteiro do romance infanto-juvenil "Na marca do pênalti. Obra primorosa, enriquecida pelas ilustrações de Roger Mello. Vale conferir!" Do Informativo Ibac, publicado pelo Instituto Brasileiro Arte e Cultura.

Sobre Leo Cunha

Nasceu em Bocaiúva (MG), em 1966, e mora desde pequeno em Belo Horizonte. É escritor, mestre em Ciência da Informação e Doutor em Cinema, pela UFMG. Trabalha como professor universitário, no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) é jornalista e tradutor.
Leo já recebeu alguns dos principais prêmios da literatura infantil e juvenil brasileira, como o João de Barro, Nestlé, Jabuti, FNLIJ, entre outros.

Para conhecer a obra completa de Leo Cunha




Sobre Roger Mello

Ilustrador e autor de livros infantis, Roger Mello nasceu em Brasília-DF e atualmente mora no Rio de Janeiro. É formado pela Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. No início de sua carreira, trabalhou ao lado de Ziraldo, na Zappin, e também se dedicou ao desenho animado: cursos no Senac, na UERJ e no grupo Animation, com a equipedo National Film Board, do Canadá. Na televisão, fez as vinhetas de encerramento da novela Vamp,para a TV Globo, além de diversas participações na TV Educativa do Rio de Janeiro, nos programas Canta Conto e Um salto para o futuro. É autor de vários livros, entre eles, Maria Teresa, livro que em 2000 foi destaque na estreia da série Livros Animados, do canal Futura, Griso, o unicórnio; A pipa, Bumba meu boi bumbá; A flor do lado de lá; O gato Viriato; Viriato e o leão e O próximo dinossauro. Ilustrou cerca de sessenta livros de autores brasileiros, entre eles Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Ana Maria Machado, José Louzeiro e Jorge Amado.

3 comentários:

  1. Anônimo19:48

    mto legal esse livro tenho orgulho de ser o primeiro a comentar kkkkk

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  2. Anônimo18:44

    Adorei

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