quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Papo rápido com Juca Kfouri



Desde que começou a trabalhar na Editora Abril, no início dos anos 1970, onde dirigiu durante 17 anos a Revista Placar e outros quatro a Playboy, Juca Kfouri passou por diversos jornais e tevês: Globo, Record, Cultura, SBT, CNT, Rede TV, ESPN Brasil, Rádio CBN, Folha de S.Paulo, O Globo, Lance...


       
Também é autor de alguns livros, entre eles: A Emoção Corinthians (1982); Corinthians, Paixão e Glória (1996, com relançamento em 2002); Meninos, Eu Vi… (2003); O Passe e o Gol (2005); Por que não desisto - Futebol, Poder e Política (2009).



Virou blogueiro, http://blogdojuca.uol.com.br/, onde atinge um público gigantesco: três milhões de visitantes únicos mensais; quase cinco milhões de visualizações de página.
Literatura na Arquibancada bate um papo/bola rapidinho com Juca, mas rapidinho mesmo porque ele tem que escrever, ir para a rádio ou para a TV e ainda brincar com as netas...

Literatura na Arquibancada:
Quando e por que começou a escrever sobre futebol?

Juca Kfouri:
Em 1970, quando fui trabalhar na Editora Abril, no Dedoc, para atender a revista Placar, que nascia.

L.A:
Como analisa a crônica esportiva atual? O que a diferencia daquela dos tempos em que começou na profissão?

J.K:
Acho que cronistas propriamente ditos temos cada vez menos e, na verdade, talvez só na Folha, com Torero, Xico Sá.
O estilo de Nelson Rodrigues, por exemplo, é possível que fosse visto hoje em dia apenas como masturbação, em vez de ser curtido com a devida devoção.

L.A:
Não parece ironia que no auge do período militar, na década de 1960, a literatura esportiva tenha até premiado autores, com reportagens que denunciavam falcatruas no futebol? (Prêmio Esso/1967 – O Futebol Brasileiro: o longo caminho da fome à fama, de João Máximo; e Prêmio  Esso/1968 – Juiz, Ladrão e Herói, de Vital Bataglia e Hedyl Valle Jr.)

J.K:
Digamos que o futebol era visto como válvula de escape. A ponto de João Saldanha ser chamado para dirigir a Seleção.

L.A: 
Qual sua rotina e processo de criação e produção para textos mais elaborados, no blog, resenhas, livros, etc?

J.K:
Vixe, faz tanto tempo que não tenho tempo para textos mais elaborados...

L.A: 
Como analisa o atual momento do mercado editorial de livros sobre futebol?

J.K:
Com grande alegria ao constatar como as coisas mudaram para muito melhor neste particular no Brasil.

L.A:
Quais são os 5 livros nacionais e os 5 estrangeiros de sua preferência?

J.K: 
A Estrela Solitária, de Ruy Castro; A Democracia Corinthiana, de José Paulo Florenzano; A Dança dos Deuses, de Hilário Franco Júnior; O Futebol como linguagem, de David Azoubel Neto; e Veneno Remédio, de José Miguel Wisnik.

Como o Futebol explica o Mundo, de Franklin Foer; Jogo Sujo, de Andrew Jennings; O senhor dos anéis, de Andrew Jennings e Vyv Simson; Futebol, o Brasil em campo, de Alex Bellos; Entre os vândalos, de Bill Buford.

L.A: 
Nem sempre o gosto do leitor é igual ao do autor. Após anos escrevendo, seria capaz de escolher um texto que tenha escrito e que considere “especial”? (poderia reproduzi-lo aqui, neste espaço?)

J.K:
Honestamente? Não acho que um dia tenha escrito nada que possa ser considerado "especial".

Para saber mais sobre Juca Kfouri, ver: 

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8570603568

Nenhum comentário:

Postar um comentário