domingo, 16 de outubro de 2011

A história da seleção brasileira em boas mãos



IVAN SOTER

Ele pode ser considerado um dos maiores especialistas sobre o assunto "seleção brasileira de futebol" e quem diz isso, não é este blog. Seu livro "Enciclopédia da Seleção", com duas edições lançadas, foi reconhecida pela FIFA como um dos mais importantes trabalhos de pesquisa sobre o tema.  

                                  


Ivan Soter, carioca, bate um papo/bola com o Literatura na Arquibancada.

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“Não sou um dicionarista, 
preferi dar vazão ao meu lado escritor”


Literatura na Arquibancada:
Como seria a produção de um livro no formato Enciclopédia?

Ivan Soter:
Quando falamos em enciclopédia pensamos nela encontrar todos os conhecimentos acerca de um determinado assunto. No meu caso, o tema é a Seleção Brasileira de futebol. Tinha dois caminhos a escolher: ou separava os assuntos por itens consultáveis, fazendo com que estes fossem acessáveis como entradas, ou dispunha esses assuntos visando a leitura. Não sou um dicionarista, daí preferi dar vazão ao meu lado escritor. Que as pessoas lessem e não apenas consultassem. É claro que certas divisões são inevitáveis: as escalações, a relação de jogadores, os torneios nos quais a Seleção esteve presente, além de agregações do tipo “os dez mais”. Alguns críticos reclamaram do método que preferi. Queriam que os temas fossem divididos. Assim, na ordem alfabética, teria que colocar a entrada Copa Roca em vez de fazer aparecer a Copa Roca no meio da história que eu estava contando. Até cogitei esse caminho, mas achei chato; seria apenas favorecedor da consulta.

L.A:
Qual método é utilizado para armazenar esse mundo de informações?
Quais os cuidados que se deve ter? Como é feito o processo de apuração dos dados? (é feito? Por exemplo, como checar se determinado jogador está vivo ou não?)

I.S:
A pesquisa é fundamental. Temos que ter cuidado com as testemunhas oculares. Devemos desconfiar delas sempre; devemos desconfiar de nós mesmos, ao nos colocarmos na posição de testemunha ocular. A Biblioteca Nacional é uma facilidade, uma dádiva, para o pesquisador carioca. Na seção de periódicos fazemos a festa. Quanto aos dados e informações dos livros, devemos acolher os que foram escritos no período que investigamos. É óbvio que acatamos aqueles que se basearam em pesquisas e não se limitam, tempos depois, se valer da memória para dizer que isso foi assim ou assado. Chamo atenção para isso em Quando a bola era redonda.


Depoimentos de jogadores, longe da época da ocorrência dos fatos, vão nos enganar. A gente escuta o que o jogador disse, mas temos que ir aos periódicos. Chamo a isso de “Barbosa disse, Zizinho, falou”. Geneton de Morais Neto mostra bem o que estou afirmando. Em Dossiê 50, o autor colheu depoimentos dos personagens da final da Copa de 50. Um simples deslocamento da concentração de São Januário para o Maracanã, no dia do jogo contra o Uruguai, teve onze depoimentos diferentes: o ônibus bateu, o ônibus foi empurrado, os jogadores foram conduzidos em carro de bombeiro, por aí vai. Outro problema aparece na definição de datas de nascimento de jogadores. Lance e Placar são os mais consultados; se erram, o erro se propaga para dicionários de jogadores, para os diversos “quem é quem”, para os informativos da televisão, para os jornais. Vou dar um exemplo: o goleiro Marcos aparece com duas datas de nascimento diferentes. Consultei cerca de vinte fontes: metade dizia que ele nasceu em 3 de julho de 1974 e a outra metade em 4 de agosto de 1973. Talvez uma transposição errada, uma digitação desatenta de 4/8/1973 para 3/7/1974, uma troca de dígitos, deva ter causado a confusão. O Marcos está bem vivo: não custava telefonar para ele para perguntar a data certa.
Se acharmos que apenas uma fonte é suficiente, dançamos. Ainda tem a wikipedia para causar mais confusão.

Armazenar dá trabalho. No caso da Seleção Brasileira, a cada jogo tenho que atualizar os dados. Se você me perguntar quantos jogos tem fulano é só abrir o arquivo respectivo no computador. Gasto um tempão atualizando dados. Quando é uma Copa do Mundo ou uma Copa América, aquela série de jogos, então nem se fala.

L.A:
Quanto tempo se gasta para fazer uma obra desse tipo?

I.S:
Não sei. Comecei a me interessar por Seleção Brasileira faz tempo. O primeiro momento foi quando me caiu em mãos um boletim da CBD preparado para a Copa do Mundo de 1970. Não tinha agregações. Por curiosidade, fui somando partidas jogadas e gols marcados por jogador. Um mundo de agregações era possível a partir. Acho que esse foi o primeiro passo. Ao mesmo tempo, ganhei um livro escrito por Oliveira Castro e Felipe Filho: As seleções brasileiras através dos tempos. Lá estavam todas as súmulas dos jogos da Seleção, com nome completo do jogador e clube ao qual pertencia. Mais tarde, tomei conhecimento do critério da FIFA e muitos daqueles jogos arrolados no livro de Oliveira Castro e Felipe Filho não poderiam ser contabilizados como jogos do grupo “A”, isto é, entre seleções que representavam as federações de seus países.

L.A:
Relembre causos sobre a produção de sua Enciclopédia.

I.S:
Você deve se lembrar do contato com a Gryphus, pois a intermediação foi sua. Eu poderia ter feito a “Enciclopédia” com aquela editora. Ali, o que pesou foi o aspecto artístico. Preferi que a designer fosse a Clarice Soter. O trabalho dela é muito bom. Não quis arriscar com outra editora, pois iriam querer me impor um designer. Eu gostava do livro; me deu muito prazer em escrever. Queria um livro bonito. Resolvi entregá-lo para o Rodrigo Ferrari da editora Folha Seca, porque era garantido que o livro seria desenhado por Clarice. E o livro ficou muito bonito, você não acha? E eu, satisfeito.
  

“Histórias boas são as antigas”

L.A:
Qual ou quais as histórias mais interessantes sobre a seleção brasileira?

I.S:
Histórias boas são as antigas. Estão na “Enciclopédia”. Juca da Praia acertando um direto em Salomón na Copa Roca, o Brasil jogando com a camisa do Boca, no Sul-Americano de 1937, Arico Suárez batendo, de propósito um pênalti para fora, na Copa Roca de 1940, porque a penalidade fora mal assinalada pelo juiz. Há muitas dessas histórias, a maioria nas disputas com a Argentina. O Newton César (Brasil x Argentina) conta isso melhor do que eu. De fato, não são essas curiosidades que me atraem.

Entretanto, o fato de eu lidar com números, aí eu vou encontrar a estranheza. Está em a CBF, ou o estatístico da CBF, não saber interpretar o critério da FIFA para jogos computáveis. Pois, na mão grande, a CBF excluiu a seleção “A” do Brasil das Copas “Ouro” de 1996 e de 2000. O estatístico decidiu que a nossa representação era o selecionado Pré-Olímpico. Ora, a Copa “Ouro” é uma competição oficial da FIFA para seleções do grupo “A”. O Brasil foi convidado pela CONCACAF em três oportunidades. Em 1998, Zagallo resolveu treinar o grupo que nos representaria na Copa do Mundo, que seria realizada na França, naquele ano. Nessa Copa “Ouro” foram Romário e seus companheiros. Em 1996 e 2000, a competição mais próxima eram as Olimpíadas. Assim, em 1996 e 2000 se deslocaram para disputar a Copa “Ouro” atletas que poderiam (ou não) estar em ação nas Olimpíadas. Mas, sem dúvida, representavam a seleção “A” brasileira. Essa interpretação completamente equivocada da CBF poderia ter ficado limitada a uma discussão acerca de controvérsias estatísticas. Contudo, ao desconsiderar os times brasileiros que disputaram as Copas “Ouro” de 1996 e de 2000, Thiago Motta, que apenas defendeu o selecionado canarinho tipo “A” na Copa “Ouro” de 2000, foi considerado pela CBF como nunca tendo jogado por nossa seleção principal. A FIFA, então, deu condições para Thiago Motta, agora naturalizado italiano, defender o time de sua nova pátria. E no campeonato europeu de seleções, jogou contra a Eslovênia. Mais estranho ainda é que quase ninguém da imprensa ter se tocado. A barbaridade é cometida e todos ficam calados. Sobre isso, escutei um comentário, de leve, na ESPN (não me lembro de quem). O comentarista não concordava com a decisão da FIFA, mas fechou as suas palavras com algo como “o que se há de fazer?”.

L.A:
Você já escreveu outras obras, mesmo que não publicadas? E ainda, o que (ou sobre quem) gostaria de escrever um dia?

I.S:
Sim, tenho alguns escritos não publicados. Um deles é uma monografia de fim de curso de pós-graduação de História do Brasil da Faculdade Cândido Mendes. Estávamos em um daqueles sambas em frente à Livraria Folha Seca quando, conversa-vai-conversa-vem, contei para o César Oliveira, companheiro de mesa e de chope, por que decidira fazer a pós-graduação em História. O motivo fora uma observação do Cássio Loredano, que escreveu a apresentação da “Enciclopédia”. Ali eu fazia uma análise político-histórica do motivo pelo qual São Paulo se negara ceder jogadores para a Seleção na Copa de 30. O Cássio me perguntou: “Você tem certeza disso? Se não tiver e você estiver errado, os historiadores vão cair de pau em você”. Então, resolvi não fazer a tal análise político-histórica na “Enciclopédia”; decidi fazer um curso de história para saber se o que eu pensava estava correto. O César se interessou pela monografia (Paulistas versus cariocas: a grande crise futebolística de 1930) e pediu para publicar. Tudo bem, só que eu tinha que fazer uma revisão do texto, porque era uma monografia acadêmica. Dei uma “garibada” no texto e mandei para o César. Ainda sugeri ao César incluir mais dois textos: um que eu já escrevera há tempos e outro que eu estava preparando como introdução para um glossário de jogadores que me fora solicitado. O que já estava escrito eram as “Controvérsias Estatísticas”, tema que já discutira em uma reunião do Memofut e que faz parte da “Enciclopédia”. Também teria que dar uma atualizada no texto. O caso da Copa “Ouro”, por exemplo, não estava contemplado na “Enciclopédia”, pois ainda não acontecera. O outro texto, introdutório do glossário, se chama “O nome da posição”. Mandei tudo para o César. Não devem estar lá essas coisas, porque o assunto morreu.

Fleitas Solich
 Você gostaria que eu dissesse qual o livro que eu gostaria de escrever. Todos que eu gostaria de escrever, já escrevi e continuo escrevendo. Mas há um, uma biografia, que eu teria imenso prazer se alguém a escrevesse. Biografia não é minha praia. É a sua, a do Marcos Eduardo Neves. Vocês são craques nisso. Se um dia alguém se dispuser escrever a história de Fleitas Solich, eu ficaria muito feliz. Mais: poderia ajudar, porque vivi intensamente o período Solich. Tenho textos da época que falam do grande treinador. Claro, para você, um escritor de São Paulo, Solich talvez seja um treinador paraguaio que passou por aqui nos anos 50/60. Os cronistas esportivos de São Paulo preferem endeusar a breve passagem de Bela Guttmann, tida como fundamental para a conquista da Copa de 1958. É uma heresia. Quem forneceu os fundamentos para a transformação do futebol brasileiro foi o “Feiticeiro”, que é como Solich era chamado.

Nélson Rodrigues
“O maior escritor sobre futebol é Nelson Rodrigues”

L.A:
Você é um leitor contumaz. Quais são suas referências na literatura esportiva e os “porquês” dessas preferências?
I.S:
O maior escritor sobre futebol é o Nelson Rodrigues. É a minha referência literária. As frases, as ideias, as comparações, tudo isso tem um sabor que nenhum outro escritor alcançou nem alcançará. Os mestres são incomparáveis e inimitáveis. No tocante ao jornalismo esportivo tradicional, a clareza e a inteligência de Albert Laurence me cativaram desde a infância. Guardo os seus textos da Última Hora e da Manchete Esportiva. Também na esfera do jornalismo esportivo, foram fundamentais para mim Geraldo Romualdo da Silva, João Saldanha, Pedro Zamora e o primeiro Armando Nogueira, aquele do Jornal do Brasil, que não se metia a tentar ser poeta.

Pedro Zamora
 L.A:
Você foi amigo pessoal de uma grande figura das redações, Jocelyn Brasil, ou melhor, Pedro Zamora. Fale um pouco sobre sua obra e pessoa.

I.S:
Em Quando a bola era redonda dediquei um capítulo ao Jocelyn Brasil, o Pedro Zamora. Aprendi com ele a ver o futebol, desde a posição em que deveria ficar na arquibancada até a análise do que estava acontecendo em campo. Jocelyn, coronel da reserva da Aeronáutica, amigo de meu pai, também oficial da Aeronáutica, era a minha companhia futebolística. Eu ia com ele aos diversos estádios do Rio, onde o Flamengo jogava. Foi um período muito importante de minha infância e adolescência. Meu pai, constantemente preso no período de 1952 a 1957, por causa de sua postura nacionalista de defesa do monopólio estatal do petróleo, enfrentou uma perseguição terrível na FAB. Era período da Guerra Fria e quem não se alinhasse com os americanos dentro das Forças Armadas pagava caro. Jocelyn, tal como meu pai, era um combatente em defesa das causas nacionalistas. Foi o autor do livro O petróleo é nosso, com ilustrações de meu pai. Só que Jocelyn era da reserva e meu pai da ativa. Dessa forma, escapou da sanha punitiva do sistema vigente. Não conseguiu escapar em 1964; nessa, não interessava se era da reserva ou da ativa. Assim, movido pela solidariedade e amizade a meu pai, que estava impedido de estar junto ao filho, carregava com ele o menino Ivan a todos os jogos do rubro-negro, compreendidos aí os treinos na Gávea.


Jocelyn era um intelectual. Além de O petróleo é nosso, escreveu O pão, o feijão e as forças ocultas (esse deve ter causado a sua prisão em 1964), Marxismo, a varinha de condão, Arraes, o fazedor de homens livres e alguns outros de cunho pessoal, como Meu pé de seriguela. Sobre futebol: A hora e a vez de João Saldanha (escrevi um capítulo), Tim, o estrategista (Jocelyn achava esse o melhor), O livro de Tostão, Assim falou Neném Prancha, A era Kanela (desenhei a contracapa) e Você pensa que entende de futebol? Eu também (desenhei a capa).

Como Jocelyn disse a um de seus inquisidores de 1964, que lhe perguntara se era marxista: “Não dou cola. Se quiser saber o que eu penso vá ler os livros de minha biblioteca”, repito aqui: se você quiser saber mais sobre o Jocelyn, vá ler Quando a bola era redonda.

L.A:
O que acha da atual crônica esportiva? Do que sente mais falta?

I.S:
A crônica esportiva atual é muito boa, especialmente a realizada pelos cronistas de São Paulo. Por ser esse conjunto de cronistas a grande maioria – e põe grande maioria nisso – é natural que da grande quantidade se destaque a qualidade.

L.A:
Quais são os 5 livros nacionais e os 5 estrangeiros de sua preferência?
I.S:
Essa pergunta é impossível de responder sem fazer inaceitáveis injustiças: um livro é bom, por ser bem escrito; outro é ótimo, por conter informações relevantes.

Estão bem vivos para mim os livros fundamentais que me ajudaram a reescrever Paulistas versus cariocas: a grande crise futebolística de 1930 e Controvérsias estatísticas. E a escrever O Nome da posição.

Vamos lá: o primeiro que me ocorre é exatamente o seu, Os donos do espetáculo: histórias da imprensa esportiva no Brasil. Entendi melhor o papel de Mário Cardim, um batalhador incansável pela hegemonia futebolística paulista. Prado Júnior, uma rua vizinha aqui de casa, bastante caricaturado por J. Carlos, a quem você soube colocar muito bem em cena a sua figura essencialmente amadorística de cartola. A contribuição desse seu livro também entra em O nome da posição. Lembro o modo pelo qual o “Estadão” tratava de aportuguesar os termos futebolísticos ingleses. Aquele grito de “tento!” é ótimo. Quem quiser saber o que estou falando vá ler o livro, usando o mesmo método que Jocelyn aplicou em cima de seus inquisidores. Usei o seu texto para entender por que os paulistanos falam fu-tê-bol em vez de football, como o mundo inteiro fala, menos os estadunidenses, que falam soccer.

Mário Cardim é exaltado em Visão do jogo: primórdios do futebol no Brasil, de José Moraes Santos Neto. O autor é devidamente citado em Paulistas versus cariocas e em O nome da posição. Neste, o enfoque é na parte que trata do início do futebol no Brasil.

Newton César de Oliveira Santos nos deu Brasil x Argentina, sem o qual as “Controvérsias estatísticas” perderiam metade da graça.


Paulo Emílio, o ex-treinador de futebol, tem um livro excelente: Futebol: dos alicerces ao telhado. Suas aulas foram por mim captadas em O nome da posição.
Dicionário de futebol há muitos. Um deles me parece muito bom. Não posso falar dos outros, porque só li o de Haroldo Maranhão. Tem humor, o que é raro em dicionários. Alguns acham que o humor é inapropriado para dicionários. O humor de Haroldo Maranhão é sutil. Talvez nem seja humor, eu é que acho que é. Leiam o verbete “futebol” e depois me digam se não há um humor escondido ali. Esse humor, contido no verbete “futebol”, levei-o para O nome da posição.

Seria um crime não citar Mário Filho (Copa do Mundo, 1962). Pois o ilustre representante dos Rodrigues foi peça valiosa em Quando a bola era redonda, no capítulo “O caricaturista”, que trata de Garrincha. Luiz Mendes (Sete mil horas de futebol), nesse mesmo livro de minha autoria, ajuda a fazer o retrato de Tesourinha.

Voltando a O nome da posição, no qual viajo pela história do futebol desde seus primórdios em 1863, fui buscar mais ajuda nos seguintes livros: A história do futebol no Brasil, de Tomás Mazzoni, Tudo sobre o futebol, de João Saldanha, A hora e a vez de João Saldanha, de Pedro Zamora, Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro (1902 – 1938), de Leonardo Affonso de Miranda Pereira, Inverting the pyramid: a history of football tactics, de Jonathan Wilson (fundamental; todos os que se interessam por tática e história do futebol devem ler), An entirely different game: the British influence on Brazilian football, de Aidan Hamilton (o estilo escocês e a superioridade do futebol praticado por São Paulo nos primórdios, que também pode ser lido no livro de José Moraes dos Santos Neto), La fabuleuse histoire du football, de Jean-Philippe Rhétacker/ Jacques Tibot, Les premières règles: Fottball 1863, apresentação de Pascal Charroin.


Por fim, um pequeno grande livro: Corações na ponta da chuteira: capítulos iniciais da história do futebol brasileiro (1919-1938), de Fábio Franzini, que conduz o leitor a entender as tramas que levaram à crise futebolística de 1930.

Um comentário:

  1. André:
    Ivan Soter é uma daquelas pessoas que a gente deve render graças ao Deus de todos os estádios por conhecer nos papo de bola. Uma delícia o seu bate-bola com ele, como costuma ser qualquer bate-bola com o Ivan, no Leme ou na Folha-Seca, com seleção A, B ou C. Aproveito para dizer, para todos os leitores, que o meu interesse em editar os três textos dele permanecem. Infelizmente, nem sempre as coisas correm exatamente como desejamos, criativo e comercial lado a lado. Mas o livro dele, que deve ser chamar algo como "Polêmica no futebol", sai no ano que vem.
    Abraços,
    Cesar

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